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sábado, 16 de março de 2013

AGENTES DE ENDEMIAS REALIZAM PALESTRAS NAS ESCOLAS DE SÃO TOMÉ

Educação e Saúde - São Tomé - RN

Objetivando fortalecer as ações de combate a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, a Prefeitura Municipal de São Tomé através da Coordenadoria de Endemias, está promovendo desde o inicio da semana palestras educativas nas escolas estabelecidas no município.
As atividades educativas recém desenvolvidas foram ministradas por: José Luiz da Cunha - visitador sanitário; Francisco Marques de Araújo - servidor da Fundação Nacional de Saúde e por José Stênio Alves - Coordenador de Endemias.

Durante os encontros pedagógicos, os estudantes são informados como funciona o ciclo de vida do mosquito - do ovo à forma adulta, o que é a enfermidade, tipos de dengue, características do mosquito, sintomas, prevenção, modo de transmissão, tratamento da doença e diagnóstico da dengue, entre outras informações, vale salientar que os trabalhos são realizados em consonância com os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil - RCNEIs e os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, dessa forma respeitando as especificidades de cada educando.
“Esta é apenas uma das ações desenvolvida para impedir a propagação da dengue em São Tomé, os agentes de endemias estão inspecionando os possíveis focos da dengue, aplicando larvicida nos reservatórios, orientando as famílias e a Secretaria Estadual de Saúde Pública - SESAP está subsidiando nosso trabalho com o serviço do carro fumacê” disse Stênio Alves.

domingo, 27 de maio de 2012

RN é 7º do país no ranking da dengue

Saúde - Dengue

Roberto Lucena - Repórter

Os números de casos suspeitos e confirmados de dengue não param de crescer. O Rio Grande do Norte é o sétimo estado no ranking de notificações da doença. Em Natal, dados do último boletim registrado mostram 4.586 casos de dengue clássico e 297 casos de dengue grave. Uma vacina contra a doença está sendo elaborada e deverá ser lançada no próximo ano e produzida em 2014, mas, de acordo com especialistas, sem a mudança de cultura da população no tocante à prevenção, o cenário não sofrerá alterações.
Júnior SantosPopulação é maior responsável por acabar com focos do mosquitoPopulação é maior responsável por acabar com focos do mosquito

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pela secretaria Municipal de Saúde (SMS), as zonas Leste e Oeste da capital lideram o número de notificações. O resultado permanece inalterado em todos os levantamentos. Bairros como Felipe Camarão, Mãe Luiza, Ribeira e Petrópolis figuram entre aqueles onde há mais registros de pessoas com a doença e quantidade de focos do mosquito Aedes Egypt. "De um lado temos pessoas que têm problemas com abastecimento d'água e precisam armazenar o líquido. Isso, na maioria dos casos, é feito sem o devido cuidado e acabam surgindo os criadouros do mosquito. Do outro, há uma dificuldade em fazer um trabalho de prevenção nas residências", explica o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, Lúcio Pereira.

Os gestores de saúde pública conhecem os números e sabem onde estão os problemas mais graves. Mas com essas informações, porque não é possível mudar a realidade? Para o médico infectologista, Kleber Luz, sem uma ação integrada e bem articulada entre os governos Federal, Estadual e Municipal junto à população, não haverá resultados positivos. "Não adianta colocar milhares de agentes de combate a endemias nas ruas se a população não colaborar. É preciso conscientização antes de tudo", informa.

O médico informa ainda que a população tem uma ideia equivocada de que a doença é transmitida por mosquitos vindos da casa do vizinho. Segundo o profissional, a desculpa de que "se eu fizer tudo direito, mas o meu vizinho não fizer, não adianta nada" é errada. "O mosquito que lhe pica estão na sua casa. O mosquito não sai de uma casa para outra. A fêmea põe os ovos num lugar e, naquele mesmo espaço, procura o sangue", explica.

De acordo com a secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os números preocupam, mas o resultado ao fim do ano não deve ser pior que ano passado. Em 2011, a secretaria registrou 13.252 casos de dengue do tipo clássico e 62 óbitos suspeitos. A sétima semana epidemiológica da Sesap, que foi até o dia 28 de abril, apresentava 28 mortes suspeitas, sendo três descartadas e duas confirmadas. "Estamos agindo precocemente nos municípios onde há um aumento no número de suspeitas da doença para evitar um problema maior", explica Kristiane Fialho, coordenadora do Programa Estadual de Dengue.

A ação principal, diz Fialho, é a utilização dos conhecidos carros-fumacê [veja tabela]. Esse ano, 18 municípios receberam a visita de equipes da Sesap. Em Natal, os bairros atendidos pelo sistema foram: Igapó, Alecrim, Quintas, Bom Pastor, Nordeste e Dix-Sept-Rosado. "Acreditamos que com esse trabalho não teremos uma epidemia como a do ano passado. É natural que haja uma diminuição no números dos casos a partir de junho. Isso deve acontecer também esse ano", disse.

Com o início do período chuvoso, a população redobra a preocupação com a possibilidade de proliferação do mosquito Aedes Egypt. Porém, de acordo com Kleber Luiz, o problema maior é quando há estiagem. "Muita chuva acaba transbordando os locais onde há acumulo de água e a larva morre, cai no chão. Não é apenas com a presença de chuvas que teremos dengue. Observa-se esse ano. Não tivemos muitas chuvas e, no entanto, o número de casos é maior que o do ano passado em Natal", pondera.

O especialista orienta a população à procurar um posto médico quando surgirem sintomas como febre, dor de cabeça e no corpo. "Os diabéticos, hipertensos e a população de pele branca deve redobrar os cuidados porque estão mais susceptíveis à complicações, especialmente se contraírem a doença por mais de uma vez". Além disso, explica o médico, os profissionais de saúde precisam saber como manejar a doença. "Para tanto, o Ministério da Saúde disponibilizou, em seu site, um curso simples que qualquer um pode ter acesso", afirma.

Vacina deve ser lançada em 2013

Natal ocupa posição de destaque no Brasil com relação ao desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. No Hospital Varela Santiago, há um estudo iniciado em outubro passado sobre o medicamento. Há uma espécie de concorrência mundial de empresas para o desenvolvimento de uma vacina segura e realmente eficaz contra a doença.

A produção da vacina é de altíssima prioridade para o Ministério da Saúde, que amarga altos custos com o tratamento dos infectados. Levando em conta apenas os gastos com hospitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS), decorrentes da dengue clássica e da febre hemorrágica da doença, já se foram R$ 120 milhões na última década (2000-2009), em mais de 140 mil hospitalizações.

O lançamento está previsto para o ano que vem, mas a produção só deve começar em 2014. Atualmente, vem sendo realizado um estudo epidemiológico, entra crianças e adolescentes de 9 a 16 anos de idade, num total de 750 participantes, nas cidades de Vitória (ES), Campo Grande (MGS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO) e Natal (RN). A vacina é tetravalente e imunizará as pessoas contra os quatro tipos de vírus da dengue. Quando estiver pronta, ela deverá ser aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre cada aplicação.

Segundo os produtores, a vacina terá eficácia de 70%, de acordo com a premissa acordada com autoridades regulatórias mundiais de saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda não há como afirmar prazo de validade e durabilidade da vacina em desenvolvimento.

Quando estiver pronta, a distribuição da vacina ficará a cargo das autoridades de saúde. "Estamos trabalhando forte nesse trabalho e esperamos bons resultados no futuro. Mas, antes que isso aconteça, é preciso a conscientização da população e mudança de hábito com relação ao cuidado com o abastecimento de água", diz Kleber Luz.

Número de mortes está em queda

O Rio Grande do Norte está entre os dez estados que detêm o maior número de notificações de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde. Natal é o sétimo município com registros da doença. O número de óbitos causados pela doença no Estado caiu 67%, nos quatro primeiros meses de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2011, entre janeiro e abril, foram registrados nove óbitos. Em 2012, no mesmo período, ocorreram três mortes no Estado.

O balanço do Ministério da Saúde aponta um dado positivo no Brasil: os números de óbitos vêm caindo com relação ao mesmo período de 2010, com 84% a menos de mortes por dengue. Há dois anos foram registradas, em todo o país, 467 mortes pela doença entre janeiro e abril. Já no primeiro quadrimestre deste ano o número caiu para 74 óbitos. Além disso, houve diminuição de 91% nos casos graves da doença, que passaram de 11.845 em 2010, para 1.083 registros em 2012. Já o número total de casos teve retração de 58% - foram 286.011 casos da doença em 2012, contra 682.130 em 2010.

Quadro atual

Dez Estados concentram 81,6% (233.488) dos casos notificados em 2012 - Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154), Pernambuco (27.393), São Paulo (19.670), Ceará (17.205), Minas Gerais (14.006), Mato Grosso (13.802), Tocantins (11.589), Pará (11.223) e Rio Grande do Norte (10.286). No país, circulam quatro tipos de vírus da dengue. Em 2012, os tipos DENV 1 e DENV 4 foram os mais comuns, com 59,3% e 36,4%, respectivamente. Foram avaliadas 2.098 amostras positivas. Na região Nordeste registrou-se 81,5% de predomínio do DENV 4.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dengue: 1.159 cidades vão receber 20% a mais de recursos para combate à doença

Saúde - Dengue - Brasil


Mil cento e cinquenta e nove municípios brasileiros vão receber 20% a mais do que os repasses regulares do Teto de Vigilância e Promoção à Saúde para o combate à dengue este ano. De acordo com o Ministério da Saúde, os projetos aprovados chegam a um montante de R$ 92,8 milhões adicionais e devem beneficiar mais de 100 milhões de pessoas.

Dados da pasta indicam que, de janeiro a novembro de 2011, 742.364 casos suspeitos da doença foram registrados em todo o país - 25% a menos em comparação ao mesmo período de 2010. A maior redução, de 77%, foi identificada na Região Centro-Oeste.
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrDengue: 1.159 cidades vão receber 20% a mais de recursos para combate à doençaDengue: 1.159 cidades vão receber 20% a mais de recursos para combate à doença

O número de municípios com projetos aprovados é 17% maior do que os 989 previstos pelo ministério no lançamento das ações estratégicas para combate à dengue, em outubro do ano passado.

As cidades selecionadas, segundo a pasta, vão assinar um termo de adesão, comprometendo-se a ampliar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, a vigilância dos casos e a assistência aos pacientes.

Os recursos adicionais serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para o fundo do Distrito Federal e para os fundos municipais de Saúde. A lista completa de cidades selecionadas pode ser conferida no site.

* Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vacina contra a dengue é testada em Natal e outras quatro capitais brasileiras

Saúde - Natal - RN


Na tal e mais quatro capitais brasileiras - Campo Grande, Fortaleza, Goiânia e Vitória - estão participando dos testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. Os dados serão analisados em conjunto com os de outros países latino-americanos e asiáticos, onde a dengue também é uma epidemia. Em testes anteriores, o medicamento tem se mostrado seguro para a saúde.




Hoje o único método de prevenir a transmissão do vírus é agir sobre o Aedes aegypti, mosquito transmissor, seja com inseticidas - fumacê - ou com a eliminação dos criadouros - água parada.

Os voluntários escolhidos para a pesquisa têm entre 9 e 16 anos e são acompanhados de perto por uma equipe médica enquanto fizerem o tratamento. Dois terços dos pacientes recebem a vacina candidata e os demais tomam doses de placebo - uma substância que não tem efeito no corpo.

A vacina é composta por três doses, que devem ser dadas com intervalos de seis meses. Todos os pacientes serão observados durante o período, e qualquer caso de febre deve ser relatado aos médicos pesquisadores. O objetivo é saber quais crianças e adolescentes vão ter dengue ou não.

Para que ela seja considerada eficiente, o número - relativo - de casos de dengue entre os pacientes que tomaram a vacina precisa ser no máximo 30% do número de casos entre os que receberam doses de placebo.

"Essa premissa de 70% de eficácia foi compartilhada com alguns órgãos reguladores como, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde", diz o médico Pedro Garbes, diretor regional de desenvolvimento clínico na América Latina do Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela produção da vacina.

Os voluntários precisam morar em áreas expostas ao risco de transmissão de dengue; caso contrário, é natural que nenhum deles desenvolva a doença e a pesquisa não tenha validade.

"Eu gosto de dar como exemplo uma coisa meio absurda. Você está testando uma vacina para HIV e escolhe vacinar cem freiras num convento. Dois anos depois, você volta, faz os exames e fala que a vacina funcionou muito bem. Você escolheu a população errada e se esqueceu de perguntar se elas tinham risco de adquirir a infecção", justifica Reynaldo Dietze, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador da pesquisa no Brasil.

Como funciona

Toda vacina é feita com material do próprio agente causador da doença - um vírus, no caso da dengue -, em forma atenuada ou morta, que serve para preparar o sistema imunológico. Após tomar a imunização, o corpo será capaz de reconhecer o vírus e terá anticorpos para combatê-lo.

A dengue tem quatro tipos de vírus diferentes que provocam os mesmos sintomas. Uma vacina tem que ser capaz de preparar o sistema imunológico para todos eles. Nessa pesquisa, os cientistas trabalharam separadamente com cada um dos tipos. É como se eles tivessem feito quatro vacinas diferentes e as misturado em uma só.

No passado, vacinas que usavam o próprio vírus da dengue provocaram uma reação muito forte nos pacientes e não foram consideradas seguras. Por isso, os cientistas recorreram à engenharia genética para colocar o material genético dos vírus da dengue em outro organismo.

"Recortou-se parte do seu genoma e se colocou essa parte do genoma deles em outro vírus: o vírus vacinal da febre amarela", conta Pedro Garbes. Segundo o médico, a vacina da febre amarela já existe há 70 anos e é considerada bastante segura.

Caso a vacina seja aprovada, o laboratório pretende colocá-la no mercado em 2014.

Pesquisa nacional

Esse não é o único grupo de pesquisadores empenhado em elaborar uma vacina para a dengue. O Instituto Butantan, vinculado ao governo do estado de São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, do governo federal também têm projetos nesse sentido.

Alexander Precioso, diretor de testes clínicos do Instituto Butantan, coordena uma equipe que trabalha com esse objetivo, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. A primeira fase de testes começa ainda esse ano.

Para ele, não é um problema grave se alguém chegar a uma fórmula antes e não se trata de uma corrida com um único ganhador. "Todas as iniciativas são muito bem-vindas, a princípio", diz Precioso.

"A demanda é mundial", lembra o especialista. "Ninguém terá a capacidade de produzir todas as doses necessárias", acrescenta.

Precioso afirma ainda que é importante para o Brasil ter uma vacina produzida por uma instituição local e com financiamento público.

"Nós acreditamos que ela terá o resultado esperado e mais adequado para o nosso país", diz. "É claro que por ser uma produção nacional, nós temos a expectativa de que ela tenha o custo inferior".

Fonte: G1

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sorotipo 4 da dengue não é mais perigoso, mas pode facilitar epidemia

Saúde - Dengue - Brasil


Com a chegada do verão, cresce a preocupação no Brasil sobre surto.
Convidados falaram sobre contágio, sintomas e tratamento da doença


A cada ano, com a chegada do verão, cresce a preocupação no Brasil sobre uma possível epidemia de dengue. Isso porque o país, por ser tropical, reúne condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor.
O Aedes aegypti se desenvolve em temperaturas acima de 20º C, sobretudo entre 30º C e 32º C. E há uma relação direta entre as chuvas e o aumento do número de vetores, principalmente entre janeiro e maio.
Segundo os médicos, para cada registro de dengue no país, outras cinco pessoas deixam de receber o diagnóstico. E a hora de agir é agora, quando os insetos ainda estão pondo os ovos, que devem virar adultos e se espalhar até a estação mais quente do ano.


Em 2011, foram registradas 310 mortes por dengue no Brasil, segundo dados oficiais. De acordo com o último levantamento da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, foram notificados 715.666 casos de dengue no país de janeiro ao início de julho. De casos graves, foram 8.102 pacientes que demandaram internação este ano. Entre 2005 e 2011, pelo menos 1.500 pessoas morreram por dengue hemorrágica.
A Região Sudeste concentra o maior número de casos notificados (47%), seguida do Nordeste (22%), Norte (15%), Sul (8%) e Centro-Oeste (7%).

A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus, que pode ser de quatro tipos diferentes. Um mesmo paciente pode adquirir os quatro sorotipos ao longo da vida.
Mas, depois de ter um determinado tipo, fica imunizado para aquele especificamente. O sorotipo 4 não é mais grave que os demais: todos eles provocam a dengue.
Os sintomas também são os mesmos. A dengue manifesta sinais que muitas vezes se confundem com outras doenças, como resfriado ou gripe, mas sem coriza.
Existe o chamado período de incubação da doença, ou seja, a pessoa não fica doente logo após ser picada. Em geral, começa a sentir os sintomas em 3 a 15 dias. E os sinais variam conforme a gravidade da infecção: se é clássica ou hemorrágica.
A dengue hemorrágica é um quadro grave, que pode ser causada por todos os sorotipos e precisa de atenção médica imediata, pois pode ser fatal. Indivíduos com diabetes, asma e hipertensão têm mais predisposição a apresentar esse quadro mais complicado.
Outro fator que favorece a dengue hemorrágica é quando um indivíduo é infectado mais de uma vez, ou seja, quem já teve a doença corre maior risco de ter o tipo hemorrágico.
A suscetibilidade é universal, isto é, todo mundo pode pegar dengue, independente do sexo e idade – apesar de as crianças abaixo de 12 anos poderem ter quadros mais graves. Observa-se que grupos mais expostos ao vetor adquirem mais a doença. É o caso das mulheres, que, em razão do maior tempo de permanência no ambiente doméstico, têm maior risco de contrair a dengue.
Desde 2002, o Ministério da Saúde tem um programa para o combate ao mosquito. Este ano, o governo vai lançar metas aos municípios, como colocar nas ruas agentes de saúde, visitar residências e notificar os casos da doença.
Quem pica é a fêmea, que faz isso para sugar o sangue (têm preferência pelo humano). Os mosquitos acasalam um ou dois dias após se tornarem adultos. A partir daí, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que fornece as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

Enquanto o Brasil não produz uma vacina contra a dengue, cujos estudos já estão em andamento, a única forma de evitá-la é eliminando os criadouros do mosquito. Isso significa que é preciso retirar a água (suja ou limpa) acumulada em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros recipientes. Além disso, materiais não mais usados devem ser recolhidos e jogados no lixo.

Outras dicas contra a dengue

*Em caso de suspeita, beba muita água e não use ácido acetilsalicílico (AAS), que pode favorecer o sangramento
* Use mais calças, porque os mosquitos picam mais nas pernas
* Seja um fiscal da dengue na sua casa e vizinhança, mas deixe os fiscais do governo inspecionarem a sua residência
* Coloque areia no prato dos vasos ou vire-os ao contrário
* Recolha e jogue fora tampinhas, latinhas, embalagens e copos descartáveis
* Vire de boca para baixo, sob proteção da chuva, garrafas, baldes e vasos vazios
* Lave com água e sabão bebedouros de animais domésticos e guarde-os quando não usados
* Vede bem as caixas d'água e lave-as periodicamente
* Limpe e desobstrua as calhas, para não acumularem água
* Não deixe água empoçada em lajes. Retire a água da chuva e nivele a laje
* Remova cacos de vidro que acumulam água
* Bromélias, espadas de São Jorge e outras plantas acumulam água. Portanto, não as deixe em locais abertos
* Cubra pneus usados ou furados para não acumularem água
* Clore e trate permanentemente as piscinas
* Entulhos acumulam água. Jogue fora o que não tiver utilidade ou mantenha o material em local coberto

Respostas de Caio Rosenthal às perguntas dos internautas:
- O mosquito da dengue é parecido com um pernilongo, do mesmo tamanho e com o corpo rajado, isto é, faixas brancas e pretas.
- Se na piscina estiver presente a quantidade de cloro correta, o mosquito não se prolifera nesse tipo de água.
- Ainda não existem estudos que comprovem que a borra de café na água parada possa inibir a deposição dos ovos da dengue.
- O mosquito da dengue pode sobreviver por até no máximo 45 dias.
- Se a pessoa confundir os sintomas da dengue com outra doença e não tratar, ela pode arriscar sua saúde e até sua vida, se for um caso mais grave.
- Os sintomas na grande maioria das vezes são semelhantes a uma gripe comum. O ciclo da doença também tem começo, meio e fim.
- É sempre bom fazer o diagnóstico em uma suspeita de dengue, porque pode haver uma evolução desfavorável, com complicações como choque (quando a pressão arterial cai demais) e hemorragias. Assim, vc não é pego de surpresa. Além disso, se você souber que está com dengue, deve tomar mais líquidos (mesmo sem estar com sede) e, caso venha a ter a doença de novo, precisa saber que na segunda vez há mais chances de gravidade e complicações. De qualquer modo, sempre procure um serviço médico quando suspeitar de dengue.
- Os sintomas mais comuns são: febre de início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas articulações, dores nas costas, às vezes manchinhas no corpo, braços e tórax. Após 2 ou 3 dias, podem ocorrer náuseas, vômitos e muito cansaço. A duração total é de cerca de 15 dias. Já as complicações podem ser: palidez, extremidades frias, queda da pressão, tonturas e sangramentos (hemorragias internas e sangramentos visíveis).
- O mosquito é sempre o mesmo para todos os tipos de dengue.
- Ainda não existem vacinas, mas já estão prometidas para daqui a três anos. As pesquisas estão muito avançadas.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mosquito da dengue e febre amarela é atraído por dióxido de carbono e odores exalados pelos humanos

Saúde - Dengue e Febre amarela



DENGUE


É a doença endêmica mais disseminada no Brasil, presente em todos os estados. Causa febre aguda, e pode matar. Os sintomas podem não aparecer ou também se manifestar por dores de cabeça, febre e dores no corpo. Transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, criados preferencialmente em ambientes onde há focos de acúmulo de água parada. O inseto transmite o vírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. Possui quatro tipos conhecidos: 1, 2, 3 e 4.


FEBRE AMARELA


É um vírus transmitido por mosquitos por duas formas: urbana e silvestre. Somente esta última existe no Brasil atualmente, transmitida por macacos silvestres. É uma doença infecciosa febril aguda, sua gravidade é variável, lesa principalmente o fígado e pode matar por insuficiência hepática. Só existe na América do Sul e na África. Os transmissores são os mosquitos infectados pelo vírus do gênero Flavivirus. Nas regiões urbanas, por exemplo, é transmitida pelo Aedes aegypti.



Para pesquisadores, a descoberta pode ajudar na elaboração de armadilhas mais eficazes contra os insetos


 
É por meio do dióxido de carbono que exalamos e do odor da nossa pele que os mosquitos nos encontram, afirma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia. De acordo com o estudo, por meio desses cheiros as fêmeas dos insetos conseguem encontrar quem morder e, assim, espalhar doenças como dengue e febre amarela.



O estudo, publicado no The Journal of Experimental Biology, constatou que as fêmeas do Aedes aegypti, responsáveis por transmitir febre amarela e dengue, são atraídas primeiramente pelo dióxido de carbono. Somente depois seguem os odores característicos da pele para, eventualmente, aterrissar em um hospedeiro humano.


Os pesquisadores filmaram o voo das fêmeas do mosquito da febre amarela dentro de um túnel de vento. Foi observado que esses insetos voaram somente por pouco tempo contra sopros leves de dióxido de carbono, mas persistiram contra nuvens turbulentas da substância, situação esta que imitava a presença de um hospedeiro humano. Por outro lado, quando se tratava de odores humanos, a orientação dos mosquitos foi melhor quando o cheiro era vasto e invariável em sua intensidade, assim como poderia ocorrer na aproximação de um hospedeiro em potencial.


Ring Cardé, professor de entomologia da Universidade da Califórinia e principal autor do estudo, explica que o dióxido de carbono é percebido mais facilmente pelos mosquitos, enquanto a resposta aos odores da pele humana requer uma exposição mais longa para provocar o voo dos mosquitos. "A sensibilidade dos mosquitos ao dióxido de carbono permite que os insetos respondam quase instantaneamente até mesmo às menores quantidades de gases", explica o pesquisador.


O dióxido de carbono é capaz de atrair sozinho esses mosquitos, sem precisar da assistência de outros odores. Entretanto, os odores da pele só se tornam significativos quando o mosquito está perto do hospedeiro e pode escolher onde morder. O pesquisador explica que a sensibilidade dos mosquitos a odores da pele aumentou de 5 a 25 vezes após receber um sopro de dióxido de carbono.


Para os autores do estudo, essa pesquisa pode ajudar os cientistas a desenvolver armadilhas efetivas para capturar esses mosquitos e combater as doenças que transmitem.

sábado, 14 de maio de 2011

Agentes da dengue: nem voltaram, já ameaçam parar

Saúde - Natal,RN


Ricardo Araújo - Repórter da Tribuna do Norte


O Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindas) protocolou ontem, na sede da Prefeitura e na Promotoria da Saúde, o ofício nº 091/2011. O documento reforça o retorno dos agentes municipais ao serviço na próxima segunda-feira, mas com a condição de uma abertura à negociação com a Prefeitura. “Nós decidimos voltar ao campo. Mas se a prefeita não atender nossa reivindicação, iremos parar novamente na quinta-feira”, destacou o secretário do Sindas, Cosmo Mariz.


Cosmo afirmou que somente com o novo LIRA será possível traçar um novo plano de trabalho. “Na segunda-feira nós iremos nos apresentar aos nossos supervisores. Até agora, o Centro de Controle de Zoonoses não nos posicionou como será feito o trabalho”, disse.


Somente com os dados relacionados ao contingente vetorial, que dá um diagnóstico prévio do índice epidemiológico, é que as ações poderão ser melhor distribuídas. Alessandre Medeiros afirmou acreditar que, em até três dias, o LIRA esteja pronto. Ele alertou que já é preciso pensar nas ações contínuas para que a epidemia não se repita em 2012.


Recomeço


Apesar do cancelamento do contrato da Prefeitura de Natal com o Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), a recém-empossada secretária municipal de Saúde, Maria do Perpétuo Socorro Nogueira, prometeu ações enérgicas no combate ao aedes aegypti. A anulação do acordo trouxe consigo um legado de consequências negativas para as ações contra a dengue em Natal. Por outro lado, oxigenou a vontade dos agentes de saúde municipais de retomarem ao trabalho e começarem um novo ciclo de visitas aos domicílios. O trabalho, porém, não será fácil. Um novo Levantamento Rápido de Infestação (LIRA) deverá ser feito nos próximos dias para mensurar os índices e subsidiar a coordenação das ações.


De acordo com o coordenador do Programa Municipal da Dengue, Alessandre Medeiros, os 150 agentes terceirizados pelo ITCI serão incorporados pela Prefeitura. Com ressalvas, porém.


“Ao final do treinamento que demos aos terceirizados, eles fizeram uma prova. Os 95 que conseguiram atingir a média (7) irão pro campo com os agentes municipais a partir da próxima semana. Os demais, passarão por uma reciclagem e poderão, ou não, ir pro campo”, explicou Medeiros.


Além disso, o pessoal que trabalha no Centro de Hidratação, na Cidade da Esperança, também será mantido. O contrato firmado entre eles e o ITCI será finalizado para dar lugar a um acordo com o Município. Informações sobre a manutenção ou revisão dos salários não foram repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde.


“Nós estamos fazendo um cadastro dos profissionais que trabalham no Centro de Hidratação e dos agentes terceirizados para contratá-los”, garantiu Maria Nogueira. Tais ações seguem orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que solicitou a nulidade do contrato.


Novo ciclo de combate só deve ser concluído em sete semanas


Para Alessandre Medeiros, um dos integrantes da Comissão Técnica de Acompanhamento, Fiscalização e Controle do Projeto “Natal Contra a Dengue”, o cancelamento do contrato pelo Município foi uma decisão acertada. Ele afirmou que o procedimento correto em relação aos agentes terceirizados será feito a partir da próxima semana. “Eles acompanharão os mais experientes no campo. Iremos distribui-los de acordo com a necessidade de cada equipe nas cinco zonas epidemiológicas da capital”, ressaltou.


Com o esforço extra no quadro dos agentes municipais, o coordenador acredita que o segundo ciclo das visitas domiciliares seja concluído em até sete semanas. Em Mãe Luíza, bairro que apresentou os maiores índices de infestação da cidade, o segundo ciclo foi concluído graças a uma força tarefa realizada dias antes do início da greve. O objetivo agora é expandir esta ação para os demais bairros da capital.


Para isto, o Executivo Municipal sinalizou positivamente para as solicitações feitas pelos coordenadores do Centro de Controle de Zoonoses. Com a dispensa das vans utilizadas pelo ITCI para transporte dos agentes e pacientes entre um posto de saúde e o Centro de Hidratação, os coordenadores solicitaram a aquisição de motocicletas, para uso dos supervisores, e veículos com compartimento de cargas para auxiliar as operações. Já o translado de pacientes ficará a cargo das ambulâncias do Samu e do Prae.


“Se tivermos os recursos humanos e a infraestrutura adequada com equipamentos adequados para as ações de combate, nós conseguiremos fazer um bom serviço”, declarou Alessandre. Sobre o cancelamento do contrato ele comentou que muitas metas não haviam sido cumpridas pelo ITCI.


Ele alerta, entretanto, que já é preciso pensar nas ações de combate para o ano que vem. De acordo com o infectologista Hênio Lacerda, em 2012, o sorotipo 4 poderá ser identificado em Natal. A educação da população e a intermitente ação da Saúde Municipal são de suma importância. O alerta foi dado.


Recomeço
- Parte dos 150 agentes temporários contratados pelo ITCI serão reaproveitados no trabalho de combate ao mosquito;
- Toda a equipe da Central de Hidratação também continua;

- A Prefeitura do Natal anunciou que contará com a ajuda do Samu e do Prae para transportar pacientes das unidade de saúde para a Central.


Prioridade: abastecimento dos postos


Quais são suas metas como secretária, a partir de agora?


As minhas metas, que são as metas já discutidas com a prefeita Micarla de Sousa, são a melhoria e o fortalecimento da atenção básica. Nós queremos fortalecer as unidades de saúde básica, as unidades de saúde da família e melhorar a saúde preventiva da população de Natal.

Já existe algum plano de reabastecimento dos postos de saúde municipais?

Sim.A gente já começou essa discussão de promover o abastecimento das unidades o mais rápido possível. Inclusive já está acontecendo um processo licitatório e com certeza essas medicações já devem estar chegando. Foi um processo licitatório que iniciou-se no mês passado. Nós também vamos fazer uma força-tarefa para organizar as estruturas físicas das unidades
.
Do seu ponto de vista, o que é mais complicado neste momento?

É o abastecimento (dos postos de saúde). Este é o ponto que nós vamos atacar prioritariamente.
A senhora é contra ou a favor da contratação de organizações sociais?

Eu não sou contra e nem sou a favor. Eu sou a favor de uma saúde de qualidade para a população. Então, às vezes, a contratação de uma organização social é um mecanismo que o Município tem para poder agilizar ou efetuar um serviço. Por exemplo: a contratação da OS (referindo-se ao ITCI) aconteceu porque nós estávamos no limite prudencial e não poderíamos contratar servidores ou comprar produtos sem passar pelos trâmites legais (licitação pública). A contratação da OS foi uma estratégia de urgência para poder fazer com que o serviço não deixasse de existir. A prioridade é que a gente possa fazer serviços contratados pelo SUS com nosso próprio quadro (de funcionários) ou com instituições públicas.

E agora, diante desta situação com a dengue, haverá uma atenção especial ao combate?

Sim, com certeza. Na verdade, a população pode ficar tranquila. Não haverá prejuízo com o cancelamento do contrato. Nós manteremos todas as atividades que foram iniciadas até porque nossa equipe já estava participando dela de alguma forma. O Centro de Hidratação se manterá com escala médica. Nós já mantivemos contato com a Coopmed (Cooperativa dos Médicos). Estamos fazendo o cadastro dos profissionais que estavam trabalhando lá e também dos agentes de endemias para que nós façamos o contrato com eles, por já estarem capacitados. A diferença vai ser que ao invés de serem contratados pelo ITCI, serão contratados pela Secretaria Municipal de Saúde que inclusive foi autorizada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Como a senhora avalia o cancelamento do contrato?

O cancelamento foi uma orientação jurídica e do gabinete da prefeita. Realmente essa foi a melhor decisão encontrada pela gestão.

A senhora já tomou conhecimento da ação judicial impetrada pelo Ministério Público para o pagamento dos hospitais particulares conveniados ao Sistema Único de Saúde?

Eu ainda não tenho um conhecimento detalhado sobre isso. Nosso coordenador financeiro já saiu em campo para resolver esta situação.

Um melhor trabalho será feito a partir de agora?

Sim, com certeza. A gente tem uma equipe técnica muito valiosa e ela está toda empenhada em fazer essa recuperação da atenção básica, para oferecer aos munícipes de Natal uma saúde de qualidade.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dengue lota Giselda Trigueiro e Centro de Hidratação na Cidade da Esperança

Saúde - Natal,RN


A superlotação no Hospital Giselda Trigueiro, referência em infectologia no Estado - como também no Centro de Hidratação, na Cidade da Esperança - servem como termômetro para medir o aumento nos casos de dengue em Natal. O último boletim epidemiológico, divulgado no dia 25 pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap RN), aponta para 8.993 casos notificados em todo Estado desde o início do ano até o dia 16 de abril. Deste total, 1.853 estão confirmados até esta segunda-feira (2).

Corredor do Giselda Trigueiro estava lotado durante a segunda-feira
 Na recepção do HGT, filas se formaram no final desta manhã, a maioria com suspeita de dengue. Somente no corredor do pronto-socorro, cerca de 30 pacientes eram acomodados em cadeiras e macas à espera de vagas, além dos que ocupavam os 17 leitos de observação. Os 29 leitos de internação em infectologia geral, além dos oito cedidos (quatro no Hospital Estadual Ruy Pereira e quatro no Hospital de Macaíba) estavam também lotados.



O funcionamento do Centro de Hidratação, embora venha dando resposta a demanda nos casos simples da doença, ainda é insuficiente para desafogar o Giselda Trigueiro. Somente em abril, segundo dados do setor de vigilância do Hospital, foram notificados pelo 736 casos de dengue, dos quais 139 do tipo febre hemorrágica. O número é três vezes maior que os notificados em fevereiro, com 212 casos.


A superlotação predomina ainda, segundo a diretora geral Milena Martins, devido a procura espontânea de pacientes que buscam o centro de referência, mesmo sem se tratar de caso graves. “As pessoas continuam vindo direto para cá, ao invés de procurar a rede básica e o Centro de Hidratação, isso acaba retardando e sufocando o atendimento”, disse.


Somente hoje, o Hospital encaminhou 45 pacientes para o Centro. Até às 15h30, quando a reportagem esteve no Centro de Hidratação, na Cidade da Esperança, outros 68 pacientes deram entrada na unidade médica. A demora pelo atendimento, em alguns casos, chegava a cinco horas.

sábado, 30 de abril de 2011

Agentes do combate à dengue de Natal entram em greve

Saúde - Natal,RN


O duelo entre o Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindas) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem uma nova e decisiva batalha, a greve. Após o cancelamento de uma reunião que estava marcada para ontem, às 11 horas, com o secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, os representantes do Sindas decidiram protocolar o indicativo de paralisação e cruzarão os braços a partir da próxima segunda-feira. A decisão dos profissionais, porém, pode resultar em exonerações. Diante de incertezas, na guerra contra o mosquito, quem perde é a população.
“O secretário não nos recebeu e quis protelar a audiência para a próxima segunda-feira. Nós não aceitamos”, disse o secretário do Sindas, Cosmo Mariz. De acordo com ele, o cancelamento foi informado pelo assessor Carlos Fernando. “A desculpa que ele nos deu foi de que o secretário iria inaugurar uma obra, depois conceder entrevista e à tarde despachar com a prefeita”, complementou Mariz.

Diante da greve dos agentes de saúde municipais, o combate ao dengue está ameaçado. Os 150 profissionais contratados pela organização social terceirizada pela Prefeitura, ainda não tiveram nenhuma experiência em campo. Cosmo Mariz fez uma ressalva quanto ao perigo do manuseio do larvicida utilizado nas residências para as ações contra a dengue. O diflubenzuron 4 causou reações alérgicas em diversos agentes experientes.
De acordo com a bula do inseticida Trulymax, do laboratório Sinon, o componente é extremamente tóxico. Além disso, os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos. “Hoje (ontem), nós flagramos uma situação absurda. Todos os supervisores foram convocados para uma reunião no Posto de Saúde do Bairro Nordeste. Quando lá chegamos, estavam os agentes contratados esperando por treinamento prático”, comentou Cosmo. De acordo com ele, o período mínimo para o correto manuseio do larvicida é de um mês ao lado de pessoas experientes treinando.

O secretário do Sindas afirmou que a dosagem incorreta do diflubenzuron 4 pode causar envenenamento. Além disso, os técnicos que regulam o trabalho dos agentes municipais, não irão atestar o trabalho dos terceirizados sem eles comprovarem que sabem realizar todo o procedimento de uma visita domiciliar ou de campo corretamente.

Para Thiago Trindade, se os agentes não recorrerem da decisão, o Município poderá tomar medidas extremas. “Vale ressaltar que os agentes estão em estágio probatório e poderão sofrer sanções administrativas. A possibilidade de exoneração não está descartada”, alertou o secretário.

O documento assinado pelo diretor do Sindas, José Salustino, foi encaminhado à Procuradoria do Município. A ilegalidade da greve, baseado no estado de emergência decretado pela Prefeitura, será solicitada à Justiça.