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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Supremo absolve Collor de peculato, corrupção e falsidade ideológica

Política - Brasil

Tribunal analisou última ação da época em que senador era presidente.
Procuradoria acusou Collor de receber propina em troca de contratos.

O senador e ex-presidente da República, Fernando Collor (PTB-AL) (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado) O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta quinta-feira (24) o ex-presidente da República e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) das acusações de peculato, corrupção passiva e falsidade ideológica.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Collor teria recebido propina de empresários do setor de publicidade em troca de benefícios em contratos. Conforme a acusação, o dinheiro era usado para pagar contas pessoais do ex-presidente, como a pensão de um filho fora do casamento.
As acusações de falsidade ideológica e de corrupção já estavam prescritas e, de qualquer forma, não poderia mais haver punição em razão do tempo decorrido dos fatos.

Dos oito ministros que votaram, três consideraram que os crimes que prescreveram nem deveriam ser julgados (Teori Zavascki, Rosa Weber e Joaquim Barbosa). Os outros cinco votaram pela absolvição (Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luís Robero Barroso, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski).
Os ministros Marco Aurélio Mello, que é primo de Collor, Gilmar Mendes e Celso de Mello não participaram do julgamento.
A denúncia foi recebida pela Justiça comum, e o caso chegou ao Supremo em 2007, quando Collor assumiu o mandato de senador. O processo estava sob a relatoria do ministro Menezes Direito, que morreu em 2009.

Em 2009, a relatora passou a ser a ministra Cármen Lúcia. O processo ficou quatro anos no gabinete de Cármen Lúcia e, em novembro de 2013, ela enviou para Dias Toffoli, que é revisor da ação penal. O processo foi liberado no fim do ano passado para julgamento.
A vice-procuradora da República Ela Wiecko pediu que Collor fosse condenado pelos desvios por conta da "teoria do domínio do fato". Para ela, não havia possibilidade de o acusado não ter conhecimento das irregularidades.

A relatora da ação, ministra Cármen Lúcia, destacou que não ficou provado que o ex-presidente tinha conhecimento de desvios. "Só tem o domínio do fato quem tem conhecimento do fato. O MP tem que ter prova disso para que não se tenha leitura equivocada. Não se cuida de uma denúncia que pode ser tratada como primor de peça."

Demora
O presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, disse que, embora a mãe da criança tenha confirmado que recebeu dinheiro de envolvidos, não há prova de "relação direta" do ex-presidente.
"A mãe confirmou que recebeu recursos por intermédio desses fatos. Há pelo menos mais do que indícios. O que falta? É a relação direta dele, do ex-presidente, com aquela prova que o ligaria diretamente. Há uma ligação indireta. [...] O que realmente falta é a prova definitiva da ordem, da determinação dele."

O ministro Luís Roberto Barroso criticou a demora para o julgamento.
"Uma das áreas que eu acho que nós ainda não estamos conseguindo funcionar bem é a do sistema punitivo. No Brasil, entre truculência e impunidade, o grande traço constante tem sido a demora, a absoluta morosidade em que os processos tramitam. Punir alguém em 2014 por fatos ocorridos em 1991, na minha visão, seria quase como punir outra pessoa, passado tanto tempo."
Ao final do julgamento, Joaquim Barbosa foi perguntado sobre a demora do julgamento e respondeu: "Eu acho que isso é um retrato de como funciona a Justiça criminal brasileira."

domingo, 1 de julho de 2012

Rogério Marinho recebe o apoio do PTB

Politica - Natal,RN


Com a presença dos dois principais líderes do DEM no Estado, o senador José Agripino Maia, e a governadora Rosalba Ciarlini, o PSDB homologou o nome do deputado federal Rogério Marinho para prefeito de Natal. O vice foi indicado pelo Democratas - o engenheiro Haroldo Azevedo Filho. A convenção tucana lotou o ginásio de esporte do bairro de Cidade da Esperança. No evento tucano, o fator surpresa ficou por conta do anúncio do apoio do PTB à aliança. O deputado estadual Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PTB, explicou que a aliança com o PSDB em Natal foi motivada por alguns "ajustes" após o STF decidir que o PSD teria direito a tempo de televisão.


No primeiro discurso como candidato a prefeito, Rogério Marinho criticou a gestão de Micarla de Sousa e cobrou providências para a mobilidade urbana. "A cidade está parada, não há mobilidade urbana", ressaltou. Durante o evento tucano, a governadora Rosalba Ciarlini voltou a apontar falhas nas gestões de Wilma de Faria e Iberê Ferreira. Ela disse também que a prefeita Micarla de Sousa não a procurou levando os apelos da cidade.

Rogério Marinho disse que é preciso "transformar a cidade". "Estou aqui porque escalei a montanha, porque não me acovardei e sei da responsabilidade que é administrar Natal", disse.

O candidato tucano chamou atenção para o plano de governo feito para a cidade. "Não trago um plano de gabinete, não estou aqui porque sou filho de ninguém, não fui levado por mãos de poderosos", disse o deputado federal. Ele afirmou que o plano de governo foi construído a partir do projeto Pensar Natal. "Para saber os problemas de saúde eu não perguntei ao médico, mas ao povo que está sentindo a dor da necessidade", ressaltou. Ele lembrou que em Natal apenas 30% está saneada. "Não admito isso, eu quero ser prefeito para mudar a história", comentou. Rogério assegurou que, durante a campanha percorrerá a cidade e levará ao projeto político "construído com a população".

Candidato a vice-prefeito, o engenheiro Haroldo Filho afirmou que só aceitou ser candidato a vice por ser o tucano "um homem de mãos limpas e que irá transformar Natal".

A aliança do deputado federal Rogério Marinho, além do DEM, que indicou o candidato a vice Haroldo Filho, é integrada também pelo PTB, PSL, PRP e PT do B.

O senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, fez a a defesa do governo de Rosalba Ciarlini. "Se ela foi uma grande prefeita, se foi uma grande senadora, não deixará de ser uma grande governadora pelo Rio Grande do Norte", disse.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Partidos questionam no Supremo tempo de TV do PSD

Politica - Brasil

Sete partidos entraram nesta terça-feira (12) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar ação do PSD que pede à Justiça eleitoral direito à parcela do fundo partidário e ao tempo da propaganda eleitoral na TV e no rádio, proporcional ao número de parlamentares que possui atualmente.

DivulgaçãoAgripino, Dorneles, Guerra e Raupp foram ao STF apresentar a Adin contra o tempo de TV ao PSDAgripino, Dorneles, Guerra e Raupp foram ao STF apresentar a Adin contra o tempo de TV ao PSD

Para os presidentes do DEM, PMDB, PSDB, PR, PPS, PP e PTB, partidos que assinaram a Adin, a medida é inconstitucional. Eles alegam que, de acordo com a lei eleitoral, somente os partidos que elegeram deputados federais no último pleito têm o direito aos 2/3 do tempo da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

"Esse pleito é absolutamente inconstitucional uma vez que a lei é clara no que se refere a partido que não participou de eleição pleitear participação no tempo de rádio de televisão", afirmou o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino.

De acordo com a Adin, "uma alteração a menos de quatro meses do início da eleição e a menos de 75 dias do início da propaganda eleitoral viola sem só dó o princípio da anterioridade eleitoral presente no artigo 16 da Constituição Federal". Outra intenção expressa na Adin é defender a vontade do cidadão que votou em determinado representante devido às ideias de seu partido de origem.

Agripino e os presidentes partidários Sérgio Guerra (PSDB), Francisco Dornelles (PP) e Valdir Raupp (PMDB) foram pessoalmente ao STF entregar a Adin. A ação do PSD sobre fundo partidário está na pauta do Tribunal Superior Eleitoral da sessão desta terça-feira (12).