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terça-feira, 1 de abril de 2014

Apoio de Carlos Eduardo a Wilma Faria sela rompimento com Fátima Bezerra

Política - RN - Eleições 2014

Wilma de Faria é vice-prefeita de Natal e ficará ao lado do PMDB nestas eleições 

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, anunciou apoio à chapa do PMDB com o PSB nas eleições deste ano para o governo e o Senado, aderindo ao palanque do pré-candidato do PMDB a governador, Henrique Alves, e da pré-candidata do PSB a senadora, Wilma de Faria. O chefe do executivo municipal participou, na sexta-feira, de ato de lançamento da pré-candidatura do PMDB ao governo, ao lado de Wilma e aliados. O apoio de Carlos Eduardo a Wilma de Faria sela o rompimento do prefeito com a deputada federal Fátima Bezerra (PT), parceira de longa data do gestor, desde os dois primeiros mandatos de Carlos à frente da Prefeitura de Natal.

Fátima Bezerra é pré-candidata ao Senado Federal e deverá disputar contra Wilma a única vaga do Rio Grande do Norte na Câmara Alta nas eleições deste ano. A petista aguardava o apoio de Carlos Eduardo a sua candidatura, o que não se configurou. O fato é que, em se concretizando a aliança de Carlos com Wilma para o Senado, este fato selará o rompimento do prefeito com a deputada do PT. E, neste caso, embora Fátima diga que jamais atuará contra os interesses de Natal na capital federal, com certeza, não dará mais tanta atenção aos pedidos do, a partir de agora, adversário político.
É o próprio Carlos Eduardo quem afirma isto: “Não haverá retaliação do governo federal de jeito nenhum. Até porque o PDT vai apoiar a presidente Dilma Rousseff. Já anunciamos isso. A presidente é republicana, o governo é republicano. Desde que tenhamos bons projetos, nós seremos atendidos. Nós vamos continuar essa parceria com o governo federal”, disse, afirmando que, no que toca aos petistas que fazem parte da administração, estes terão direito a permanecer. “Com relação à administração, nós vamos respeitar quem está dentro da administração e tomar uma posição política. Mas o prefeito não vai tomar posição política. Até porque tivemos o apoio do PT no segundo turno, tivemos o apoio do PSD no primeiro e segundo turno. Essas posições serão mantidas. Por conta disso, não vai haver mudança. Da minha iniciativa não vai haver. Haverá respeito à posição política de cada um”, afirmou.

DEMISSIONÁRIOS?

No campo local, os primeiros efeitos do rompimento de Carlos Eduardo com Fátima serão sentidos a partir de defecções do secretariado municipal. Tida como uma das principais auxiliares da gestão carlista, a economista Virgínia Ferreira poderá deixar a administração a partir de janeiro do ano que vem. Virginia é responsável pelo encaminhamento de diversos projetos da Prefeitura e, junto com a deputada Fátima, atua em favor dos projetos de Natal junto aos ministérios federais. A saída da economista da prefeitura é tida como certa por petistas da ala mais radical do partido.
Além de Virginia, outra possível baixa na equipe de Carlos Eduardo seria o secretário de Saúde, Cipriano Maia, já que ele é um quadro do PT e teve o nome avalizado pela deputada Fátima para integrar o primeiro escalão da administração municipal. Embora desgastado e prestando um serviço de poucos resultados até agora, o especialista em Sistema Único de Saúde (SUS) seria uma baixa relevante na administração carlista, por administrar um setor sensível.
No PSD, partido liderado no Rio Grande do Norte pelo vice-governador Robinson Faria, pré-candidato da legenda a governador, apenas um nome estaria cotado para deixar a equipe do prefeito Carlos Eduardo Alves: o atual secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Marcelo Toscano. Robinson também nega que irá associar eleições com gestão municipal, mas a saída de Toscano seria dada como certa, na medida em que ficar evidenciado que Carlos Eduardo é adversário político de Robinson Faria.

Os três nomes – Virginia, Cipriano e Toscano – foram indicados pelo PSD e o pelo PT porque os dois partidos apoiaram a eleição de Carlos Eduardo na eleição de 2012. Foram indicados para comporem a equipe de gestão. As vagas seriam preenchidas por indicações do PMDB, do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, do PSB, da vice-prefeita Wilma de Faria, e do PR, do deputado federal João Maia.
Ainda não se sabe se haverá abertura para que outros partidos, que poderão integrar o mesmo palanque apoiado por Carlos Eduardo, como PSDB, DEM e PPS, façam indicações na gestão da capital. O PSDB de Rogério Marinho e o DEM de José Agripino também poderão apoiar o palanque formado por PMDB, PSB e PR.


Alex Viana
Repórter de Política -O JORNAL DE HOJE

quarta-feira, 26 de março de 2014

Negociação da vaga de vice gera turbulência entre Henrique e João Maia

Política - RN - Eleições 2014

PMDB quer esperar resposta de Robinson Faria para confirmar líder do PR como candidato a vice-governador.

Nem bem foi anunciada a chapa encabeçada pelo PMDB já enfrenta suas primeiras turbulências. A estratégia de esperar a decisão de Robinson Faria (PSD), convidado para ser candidato a vice-governador mais uma vez, desagradou o deputado federal João Maia (PR), cotado para a função. Ontem (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), conversou com Maia para minimizar o desgaste e a reafirmar a aliança com o PR. "Os dois conversaram e se entenderam", declarou uma fonte da cúpula do PMDB.

O nome mais forte para ocupar a vaga de vice-governador é João Maia, mas Henrique Alves ainda aguarda uma resposta do dirigente do PSD, Robinson Faria, ao convite intermediado pelo filho do vice-governador, deputado federal Fábio Faria. Segundo Fábio, Robinson teria sinalizado a possibilidade de entendimento com o PMDB. O vice-governador está em viagem de férias aos Estados Unidos e só deve retornar ao Estado no início de abril.

João Maia não gostou da articulação às vésperas do anúncio oficial da chapa encabeçada pelo PMDB, na próxima sexta-feira (28), em ato no Hotel Praiamar, na Praia de Ponta Negra. A expectativa era que a chapa completa fosse anunciada, mas especula-se que o candidato a vice só será anunciado em 5 de abril.

O líder do PR está chateado porque sempre afirmou que não seria problema para a acomodação de aliados na chapa majoritária, mas não esperava ser descartado neste momento. Como a vaga de vice estava praticamente acertada para o PR, João Maia chegou a anunciar que a irmã Zenaide Maia, esposa do prefeito de São Gonçalo do Amarante, será candidata à Câmara Federal, lugar que ocupa hoje.
A possibilidade de entendimento do PMDB com Robinson Faria atrapalha os planos do PR às vésperas da campanha eleitoral. João Maia teria de reformular tudo.

Suplência do Senado

Segundo a fonte do PMDB, o PDT do prefeito Carlos Eduardo Alves nunca pleiteou a vaga de vice-governador como a imprensa vem especulando nas últimas semanas. Os pedetistas desejam eleger um deputado federal e o nome do partido é o jornalista Sávio Hackradt, chefe do gabinete civil do prefeito de Natal.
A única vaga aberta para entendimento com Robinson Faria é a de vice-governador. A primeira suplência da candidata ao Senado, Wilma de Faria (PSB), será ocupada pelo empresário Flávio Azevedo (PMDB), conselheiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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domingo, 1 de julho de 2012

Hermano Morais destaca condição de ficha limpa

Politica - Natal,RN

Com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, a convenção municipal do PMDB, no Palácio dos Esportes, oficializou a candidatura de Hermano Morais a prefeito de Natal. A convenção foi aberta às 9h, com um ginásio lotado pelos filiados, militantes e aliados do partido. Depois de vinte anos, o PMDB lança uma candidatura, que tem apoio de sete legendas.

Durante a convenção, os pemedebistas destacaram que vão investir "numa candidatura ficha limpa" e num programa de governo focado no desenvolvimento de Natal e que, por isso, acreditam na vitória da chapa que une Hermano Morais (PMDB) e Osório Jácome (PSC). O deputado federal e presidente estadual do PMDB, Henrique Eduardo Alves, destacou que a candidatura é a que agrega o maior número de partidos, "o que a seu ver é muito positivo".


Integram a coligação para a chapa majoritária liderada pelo PMDB, os seguintes partidos: PMN, PP, PR, PSDC, PSC, PTC e PRTB. O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho destacou o perfil agregador de Hermano Morais e afirmou seu apoio incondicional à candidatura de Hermano Morais. "Essa será uma campanha disputada, mas não tenho dúvida de que terá êxito, sairá vitoriosa", afirmou.

Ontem, o partido conquistou o apoio do PTC. No dia anterior o PP (Partido Progressista passou a integrar a coligação do peemedebista. Ontem, apesar de presente à convenção do PMDB, o presidente municipal do PP, Paulinho Freire, não chegou a falar em palanque, mas reafirmou, em entrevista, que os pepistas adotaram o rumo para o palanque de Hermano por acreditarem "na proposta e no projeto de desenvolvimento da cidade.

Durante seu discurso, Hermano leu uma carta de intenções, com as linhas gerais do programa de governo. "Nós temos uma situação tranquila, bastante tempo e muitos apoios que fortalecem a campanha. Estamos preparados para esse embate", disse o candidato do PMDB a prefeito. Hermano afirmou que abrirá dialogo com lideranças do Partido Verde PV (que não terá candidatura majoritária), em busca de apoios, principalmente, com os que estão mais afinados com seu programa de governo.

"Temos um programa de governo consistente, com embasamento técnico e com respaldo da população, que foi ouvida. É hora de permitir a implantação de um governo mais comprometido e mais honesto", afirmou Hermano. Em palanque, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp convocou as lideranças e a militância do partido a levar às ruas a mensagem da candidatura de Hermano e Osório.

O vice-presidente da República, Michel Temer disse que "o currículo de Hermano o capacita a uma boa administração". Temer afirmou que o novo prefeito da cidade "terá apoio extraordinário do governo federal. Vocês (Hermano e Osório) não estarão sozinhos na empreitada de reestruturar Natal".

Dilma Rousseff deve manter a neutralidade, diz Michel Temer

Ao participar da convenção do PMDB que homologou a candidatura do deputado Hermano Morais a prefeito de Natal, o vice-presidente da República, Michel Temer, destacou que espera neutralidade da presidenta Dilma Rousseff. "Dilma tem dito que onde houver vários candidatos da base aliada, ela não apoiará nenhum. É essa postura que esperamos dela em Natal", afirmou Temer.

Michel Temer afirmou que há um compromisso para evitar envolvimento da presidenta nas cidades onde as legendas partidárias da base aliada não estejam coligadas. A disputa entre os partidos que integram a base de Dilma nos municípios se dá em várias capitais. Um dos casos mais notórios é São Paulo, onde o PMDB concorre com o nome do deputado Gabriel Chalita e, o PT, com o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad.

Em Natal, os partidos da base aliada da presidenta têm três candidatos diferentes: Hermano Morais (PMDB), Carlos Eduardo (PDT) e Fernando Mineiro (PT). Segundo o vice-presidente "as disputas locais não irão contaminar a aliança nacional que temos com a presidente Dilma com e o PT". Também está preservado, garantiu Michel Temer, os diálogos e articulações entre os dois partidos no Congresso Nacional. Além de Michel Temer, o prrsidente nacional do PMDB, Valdir Raupp também participou da convenções que homologou a candidatura de Hermano Morais. Eles destacaram a meta de ampliar, nesta eleição municipal, o número de 1.174 prefeitos filiados à legenda.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Partidos questionam no Supremo tempo de TV do PSD

Politica - Brasil

Sete partidos entraram nesta terça-feira (12) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar ação do PSD que pede à Justiça eleitoral direito à parcela do fundo partidário e ao tempo da propaganda eleitoral na TV e no rádio, proporcional ao número de parlamentares que possui atualmente.

DivulgaçãoAgripino, Dorneles, Guerra e Raupp foram ao STF apresentar a Adin contra o tempo de TV ao PSDAgripino, Dorneles, Guerra e Raupp foram ao STF apresentar a Adin contra o tempo de TV ao PSD

Para os presidentes do DEM, PMDB, PSDB, PR, PPS, PP e PTB, partidos que assinaram a Adin, a medida é inconstitucional. Eles alegam que, de acordo com a lei eleitoral, somente os partidos que elegeram deputados federais no último pleito têm o direito aos 2/3 do tempo da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

"Esse pleito é absolutamente inconstitucional uma vez que a lei é clara no que se refere a partido que não participou de eleição pleitear participação no tempo de rádio de televisão", afirmou o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino.

De acordo com a Adin, "uma alteração a menos de quatro meses do início da eleição e a menos de 75 dias do início da propaganda eleitoral viola sem só dó o princípio da anterioridade eleitoral presente no artigo 16 da Constituição Federal". Outra intenção expressa na Adin é defender a vontade do cidadão que votou em determinado representante devido às ideias de seu partido de origem.

Agripino e os presidentes partidários Sérgio Guerra (PSDB), Francisco Dornelles (PP) e Valdir Raupp (PMDB) foram pessoalmente ao STF entregar a Adin. A ação do PSD sobre fundo partidário está na pauta do Tribunal Superior Eleitoral da sessão desta terça-feira (12).

sábado, 17 de março de 2012

PR vai discutir com Rosalba permanência do secretário

Politica - RN
O deputado federal João Maia, presidente estadual do PR, confirmou que buscará a governadora Rosalba Ciarlini para discutir a situação do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Fábio Hollanda. Em entrevista publicada ontem na TRIBUNA DO NORTE, o auxiliar de primeiro escalão, indicado pelo PR para o Governo, fez uma série de críticas ao modelo de gestão e admitiu que as fugas ocorridas em Alcaçuz foram provocadas por negligência.

"Vou conversar com a governadora, saber o que ela está pensando. Ela tem toda liberdade de tomar a decisão que achar melhor", disse. Analisando as declarações de Fábio Hollanda, João Maia foi reticente: "Se ele (Fábio Hollanda) acha que não pode ajudar... Se não é a pessoa apropriada...".

O líder do PR chegou a dizer que iniciou, em visita que a governadora fez à sua casa em Brasília, uma conversa sobre os problemas da Secretaria de Justiça e Cidadania, mas por compromissos no Congresso Nacional, na Comissão de Finanças e Tributação, teve que interromper o diálogo. Por isso, afirmou, o debate não ocorreu com a "profundidade necessária". Ontem à tarde João Maia desembarcou em Natal e estava sendo aguardada uma conversa entre ele e o secretário Fábio Hollanda.

O líder do PR disse que ficou surpreso com o fato do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Fábio Hollanda, ter exposto os problemas do órgão em entrevista publicada na TRIBUNA DO NORTE. "O que ele disse na entrevista não é surpresa para mim, mas a surpresa é o fato dele ter tornado público", afirmou o deputado, que foi responsável pela indicação de Fábio Hollanda ao cargo de primeiro escalão no Governo Rosalba Ciarlini.

João Maia afirmou que o secretário já havia exposto para ele toda problemática da Secretaria de Justiça e Cidadania. "Fábio (Fábio Hollanda) conversou muito comigo e externou a situação dizendo da precariedade do sistema, da situação das Centrais do Cidadão e afirmando que é preciso implementar outro modelo de gestão", destacou João Maia.

Para o líder do PR, o problema da Secretaria de Justiça e Cidadania é de gestão e, portanto, "precisa mudar o modelo". "Temos a Copa do Mundo que vai chegar, uma fuga de preso levará o Rio Grande do Norte para uma manchete mundial, é preciso mudar o modelo de gestão, como já vez fazendo outros Estados, como Espírito Santo e Minas Gerais", comentou o parlamentar. Ele observou que a "precária" situação do sistema carcerário deixa o Rio Grande do Norte como "alvo fácil" do crime organizado.

Sobre a participação do PR no Governo, João Maia ressaltou que o partido "foi para o Governo para ajudar". A nomeação do titular de Justiça e Cidadania para o Governo Rosalba Ciarini, ocorrida em janeiro deste ano, foi o fato concreto que marcou a adesão do PR à base governista. A articulação de aproximar o PR do Governo Rosalba foi feito pelo senador José Agripino.

Em entrevista à TN, publicada ontem, o titular da SEJUC disse que a fuga no presídio de Alcaçuz ocorreu por falta de cuidado e negligência. Hollanda também afirmou que não teria qualquer problema em deixar a Secretaria. "Eu não terei nenhum constrangimento em deixar a Secretaria. Eu terei constrangimento em ficar na Secretaria e não conseguir desenvolver um bom trabalho com o dinheiro do contribuinte do Rio Grande do Norte. Se dependesse de mim, na condição de presidente do PR em Natal, o partido entregaria a Secretaria e manteria uma posição independente do ponto de vista administrativo do Governo Rosalba Ciarlini", disse.

Deputados foram surpreendidos

A entrevista do secretário estadual de Justiça e Cidadania Fábio Hollanda, publicada ontem na TRIBUNA DO NORTE, repercutiu muito entre os deputados estaduais. Parlamentares da bancada de oposição e de apoio ao Governo se mostraram surpresos com as afirmações do secretário, apontando problemas do próprio órgão que dirige e detalhando, inclusive, que requereu segurança ao BOPE e não foi atendido.

Correligionário de Fábio Hollanda, o deputado estadual George Soares (PR) disse que estava surpreso com a entrevista. "Eu fui pego de surpresa, achava que estava tudo bem", disse o deputado. Ele afirmou que será necessário a direção do PR marcar uma reunião para adotar uma decisão. "Até então, achava que estava tudo caminhando dentro do que o Governo e o próprio Fábio queria; não tenho dúvida que o trabalho dele (Fábio) na Secretaria era muito sério", disse o parlamentar.

O deputado estadual Walter Alves (PMDB) também se disse surpreso com as declarações e observou que a problemática da segurança pública no Rio Grande do Norte é de muitos anos. "A governadora está no mandato há um ano e três meses; o governo está fazendo um trabalho de reestruturação financeira para que o Estado possa ter capacidade de investimento e tratar da questão (segurança) que aflige todos nós", comentou.

Integrante da bancada oposicionista, o deputado estadual Fábio Dantas (PHS) disse que a entrevista de Fábio Hollanda mostra o retrato da falta de profissionalismo do governo. "Na gestão falta planejamento, profissionalismo, a secretaria está entregue ao secretário a quem não é dado condição de trabalho", ressaltou. Para Fábio Dantas, o "sentimento de Fábio Hollanda é de um gestor que não está conseguindo implantar o necessário e não tem o básico", analisou o parlamentar do PHS.

Sindicato prefere a permanência do secretário

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindasp/RN) se posicionou de forma contrária à possibilidade do secretário Fábio Hollanda deixar o cargo que ocupa na Secretaria de Justiça e Cidadania. Para a presidenta do Sindasp, isso representaria um retrocesso no diálogo e projetos desenvolvidos com o atual titular da pasta. "Se ele reclama da situação que está passando, imagine os servidores como não estão. O cenário é lamentável no Sistema Prisional, e todos sabem disso", disse a presidenta da Sindasp, Vilma Batista.

Para ela, o secretário teve um primeiro mês de trabalho turbulento, em virtude da adaptação ao cargo e às recorrentes fugas. "Mas agora já estávamos desenvolvendo conversas, visando dar mais assistência à nossa categoria. Não queria que esse contato fosse desfeito agora e ter que começar tudo do zero", afirmou Batista.

Ela classifica os problemas entre o partido e o Governo como um impasse, e espera pela solução do problema. "Esperamos pela solução desse impassem, que eles possam encontrar um entedimento. O secretário tem razão ao fazer aquelas críticas. Vamos lutar pela melhoria do Sistema Prisional".

Vilma Batista informou que assembleias já estão marcadas com a categoria para discutir melhorias e projetos propostos em acordo com o secretário Fábio Hollanda. Há dois meses como titular da Sejuc, Hollanda enfrenta problemas para solucionar os diversos problemas enfrentados pelo Sistema Prisional.