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segunda-feira, 11 de março de 2013

Previna-se de 10 ameaças à saúde cardiovascular feminina

Saúde

Tratar apneia do sono e até se proteger de DSTs garantem coração saudável

São seis os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo, diabetes e colesterol elevado. E o que era preocupação quase que exclusiva do público masculino também começa a ameaçar o sexo oposto. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a incidência de infarto em mulheres tem crescido e deverá passar a de homens em poucos anos. Além disso, um estudo publicado pela Associação Médica Americana aponta que mulheres de 45 anos correm um risco 30% maior de sofrer um infarto sem dor no peito do que os homens.

Para mudar o quadro atual das estatísticas apresentadas pela Organização Mundial da Saúde, que mostra doenças cardiovasculares como principal causa de morte entre as mulheres, ficando acima de problemas como câncer de mama, listamos ameaças pouco conhecidas ao coração feminino. Mergulhe de cabeça no vermelho e proteja-se: 

Enxaqueca

Como se não bastasse as frequentes dores de cabeça, mulheres que sofrem de enxaqueca também apresenta um risco elevado de doenças cardiovasculares. Um estudo publicado pela Academia Americana de Neurologia aponta, inclusive, que o risco pode ser maior até se comparado ao de mulheres com diabetes e tabagistas. Para chegar à conclusão, foram acompanhadas 27.860 mulheres por 15 anos. No período, foram registrados 1.030 casos de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) ou morte por algum problema cardiovascular. A conclusão? A enxaqueca foi o segundo fator de risco que contribuiu para algum desses eventos, ficando atrás apenas da hipertensão e à frente do diabetes, do tabagismo e da obesidade. Ao tratar o problema, entretanto, os riscos diminuem.

Estresse

Mulher estressada - Foto Getty Images"O estresse é extremamente prejudicial ao organismo, pois promove a liberação de substâncias inflamatórias que, em longo prazo, aumentam o risco de problemas cardiovasculares", aponta o cardiologista Orlando. Isso é o que confirma um estudo publicado na revista PLoS ONE que acompanhou 22 mil mulheres durante 10 anos. Aquelas consideradas muito tensas tinham um risco 40% maior de sofrer ataques cardíacos fatais e 67% de sofrer um ataque cardíaco não-fatal do que as mulheres menos estressadas. Para o cardiologista, uma característica feminina que favorece o problema é a dupla jornada a qual grande parte delas precisa se submeter, trabalhando e cuidando da casa e dos filhos.

Alimentos de alto índice glicêmico

Mulher comendo chocolate - Foto Getty ImagesNão é só a gordura saturada que é vilã do coração. Uma pesquisa da Fundação Nacional do Câncer de Milão, na Itália, descobriu que o consumo exagerado de carboidratos pode duplicar o risco de doenças cardíacas em mulheres. O nutrólogo Roberto explica: "alimentos de alto índice glicêmico promovem grande liberação de insulina no sangue, hormônio que, quando em níveis elevados estimula processos inflamatórios que degradam os vasos sanguíneos". O mesmo problema afeta mulheres que não abrem mão de bebidas com adição de açúcar, como aponta um estudo feito pelo Centro de Saúde da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Apneia do sono

Apneia do sono - Foto Getty Images"A apneia do sono caracterizada pela interrupção da respiração durante o sono é um problema crescente e que favorece alterações metabólicas extremamente perigosas para a saúde cardiovascular", aponta o cardiologista Orlando Otávio de Medeiros, presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Tais alterações levam, entre outros problemas, ao desenvolvimento de doenças como o diabetes. O problema é destacado em um estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, que acompanhou 1.116 mulheres. A pesquisa mostrou maior taxa de mortalidade cardiovascular entre aquelas que sofriam de apneia. Neste caso, a prevenção, de acordo com o especialista, começa com a realização da Polissonografia, exame que monitora o sono do paciente para entender a gravidade da doença.

Frituras

Peixe frito - Foto Getty ImagesO peixe é conhecido por ser amigo da saúde cardiovascular, graças ao ômega 3, ácido graxo poli-insaturado que realiza uma faxina nas artérias evitando a formação de placas e ainda controla as taxas de colesterol no sangue. O modo de preparo do alimento, entretanto, pode torná-lo um vilão. Isso é o que mostra um estudo publicado no periódico Circulation: Heart Failure. Depois de acompanhar o diário alimentar de mais de 84 mil mulheres, pesquisadores concluíram que aquelas que consumiam peixes grelhados apresentavam menor risco de desenvolver doenças cardíacas do que as que ingeriam mais peixe frito. De acordo com o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, quando o óleo é submetido a altas temperaturas produz substâncias inflamatórias que prejudicam os vasos sanguíneos, favorecendo infartos e derrames. Assim, prefira optar não só por essa carne magra, mas também pelo tipo grelhado, protegendo seu coração em dobro.

HPV

Mulher entregando camisinha para o parceiro - Foto Getty ImagesDoença sexualmente transmissível que aumenta o risco de câncer de colo de útero, o HPV também parece ser uma ameaça ao coração feminino. A descoberta, que faz parte do Women's Health Initiative Observational Study, aponta que o vírus pode atuar como modificador de genes ligados à saúde cardiovascular. "Algumas viroses tendem a prejudicar o metabolismo de gorduras no corpo, favorecendo a aterosclerose, que é o endurecimento das artérias", explica o cardiologista Orlando. Com o tempo, o fluxo sanguíneo por esses vasos vai diminuindo, o que pode culminar em um ataque cardíaco. Para se prevenir da DST, especialistas recomendam não só o uso da camisinha como também a vacinação contra o vírus.

Suplementos de cálcio

Idosa tomando suplemento - Foto Getty ImagesCom a menopausa, caracterizada pela queda de estrogênio no organismo, aumenta o risco de desenvolvimento da osteoporose, o que faz com que muitas mulheres recorram a suplementação de cálcio. Entretanto, um estudo divulgado no British Medical Journal mostra que os suplementos podem ser uma ameaça ao coração feminino. "A ingestão de cálcio por meio da dieta ocorre em pequenas quantidades, diferente da suplementação, que fornece grandes quantidades do nutriente de uma só vez", explica o nutrólogo Roberto. O resultado disso é uma possível calcificação dos vasos e crescimento das placas de gordura, podendo levar ao entupimento de uma artéria. O especialista recomenda, portanto, que um bom profissional seja consultado para avaliar a necessidade de incluir a suplementação na alimentação e, se confirmada, a quantidade a ser ingerida.

Artrite

Artrite - Foto Getty ImagesEmbora pareçam problemas distantes, a artrite e as doenças cardiovasculares parecem ter uma relação bastante próxima. Um estudo apresentado no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo descobriu que quem sofre da doença apresenta seis vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco. A doença, que afeta principalmente o público feminino, é conhecida por desencadear processos inflamatórios no organismo que, possivelmente, afetam os vasos sanguíneos. "A doença favorece o surgimento de placas de gordura nas artérias, fazendo com que fiquem endurecidas, o que reduz o fluxo sanguíneo", explica o cardiologista Orlando.

domingo, 29 de abril de 2012

HPV

Saúde

O que é HPV?


O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito rotineiramente por todas as mulheres.
Não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável procurar serviços de saúde para consultas periodicamente.

Causas

A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual. Para ocorrer o contágio, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas. Mas, quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

Sintomas de HPV

A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas.

Tratamento de HPV

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Prevenção

Vacina

Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero. Essa vacina, na verdade, previne contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma dessas vacinas é quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos de HPV 16 e 18.

Foto Getty Images 
 
A vacinação contra HPV é a melhor forma de prevenir a doença
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, Papanicolaou (preventivo).
A vacina é mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST. Ainda há muitas perguntas sem respostas relativas à vacina:
  • Ela só previne contra as lesões précancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo de útero?
  • Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?
  • Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debelada pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?
  • Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero e condilomas (verrugas)?

A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.
A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, principalmente pelo pouco tempo em que é comercializada no mundo, desde 2007. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual é o seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.