quinta-feira, 21 de abril de 2011

Combate ao mosquito é prejudicado

Saúde - Natal,RN


Dengue pode se alastrar na grande Natal


Ricardo Araújo - repórter




O que seria um plano emergencial para combater o avanço dos casos da dengue em Natal, está se tornando um duelo que afeta negativamente o combate à dengue. Durante os três dias úteis desta semana, nenhum teve todos os 320 agentes em campo. A partir de hoje, com o feriadão, mais um hiato no combate. O infectologista Hênio Lacerda, afirma que cada dia a menos no combate à dengue significa que mais pessoas poderão se infectar. Os funcionários terceirizados que irão atuar no campo, iniciaram ontem pela manhã o treinamento. Até a próxima semana, porém, nenhum deles estará no front da guerra contra a doença.


Em Mãe Luiza, um surto epidêmico foi identificado há mais de uma semana e pouco tem sido feito para, no mínimo, controla-lo. Para Hênio Lacerda, as ações do Município não estão tendo nenhum impacto. “Nós continuamos recebendo pacientes no Giselda Trigueiro. Não consigo identificar onde as medidas adotadas pelo Município estão acontecendo”, disse.



O infectologista consultor da prefeitura, Luiz Alberto Marinho, compartilha um pensamento similar ao de Lacerda. Marinho afirmou que o atraso nas ações de combate é um grande prejuízo para a população. “Este trabalho deveria estar sendo feito desde o ano passado. As medidas devem ser perenes. Em 2009 reduzimos significativamente os índices de contágio”.


A Sociedade de Infectologia do Rio Grande do Norte, irá realizar uma reunião na próxima semana para avaliar o atendimento do Centro de Hidratação. “Espero discutir o plano montado pelo ITCI para combater a doença e tratar os pacientes infectados”, disse Hênio Lacerda.


Além do combate em Natal ser alvo de discussões entre especialistas em infectologia, o atendimento no Centro de Hidratação já se tornou alvo do Ministério Público. A promotora da Saúde, Kalina Filgueira, solicitou que relatórios sejam encaminhados semanalmente para análise. O diretor executivo do Instituto, Ricardo Oliveira, havia declarado que o Centro funcionaria como uma unidade de referência, o que foi rebatido pela promotora alegando que a unidade deve funcionar de portas abertas.


Os agentes de saúde do Município defendem a incorporação de gratificações ao salário e afirmam que não irão treinar nenhum agente contratado pelo Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI) até que o secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, sinalize que as reivindicações serão atendidas permanentemente.


De acordo com o membro do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Júnior, é mais barato combater o mosquito no período correto do que equipar hospitais e postos de atendimento. A prefeitura está fornecendo todos os medicamentos utilizados no Centro. Os mesmos que, há seis meses, estão em falta nos postos de saúde municipais.


Agentes anunciam indicativo de greve


Em mais uma tentativa de convencer os agentes municipais a recuar, gestores do ITCI realizaram uma reunião ontem pela manhã no Centro Municipal de Referência em Educação (Cemure), na Cidade da Esperança. Nenhum representante oficial da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esteve presente. Mais um dia de trabalho “perdido”. Mais uma semana sem o efetivo total de agentes nas ruas.


No início da reunião, enquanto o secretário do Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindas) concedia entrevistas dentro do auditório do Cemure, o funcionário do ITCI, Marcos Crispim, solicitou a saída dos repórteres e afirmou que nada tinha a declarar à imprensa. “Não estou aqui para discutir questões administrativas”, disse. A equipe da TRIBUNA DO NORTE chegou a sair do local mas voltou em menos de cinco minutos e constatou as contradições entre os discursos dos próprios funcionários do Instituto. O combate ao mosquito da dengue em Natal, se transformou num imbróglio.


Os argumentos utilizados por Marcos Crispim para convencer os agentes a aderir às ações coordenadas pelo ITCI passaram pelo o que seria oferecido até uma tentativa de inflar os egos dos profissionais do Município. “Nós vamos oferecer- já que a Secretaria (Saúde) não dispõe - todo o material: uniforme, mochila, fita métrica, botas. Vamos dar R$ 10 para almoço. Não é gratificação. Entenderam?”, indagou.


Num outro momento da discussão, Crispim elogiou os agentes locais e reafirmou de que não haveria treinamento algum dado pelo Instituto. “Vocês já são treinados, são capacitados. O que nós vamos fazer é apresentar palestras. Ninguém (referindo-se ao ITCI) está aqui para capacitar ninguém (referindo-se aos agentes). Nós viemos aqui para aprender”, ressaltou. As palavras ditas por ele põem em xeque o discurso do diretor executivo do ITCI, Ricardo Oliveira, e do secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade. Ambos disseram o oposto do que foi defendido por Crispim.


Também na manhã de ontem, o ITCI iniciou o treinamento dos 150 agentes contratados. De acordo com o secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, o procedimento se estenderia pelo feriado e final de semana. A informação, porém, foi rebatida por uma das selecionadas para trabalhar no Instituto como agente. Garantido o sigilo de identidade, ela disse que somente uma palestra foi realizada e que só na próxima segunda-feira o treinamento será retomado.


O resultado negativo da reunião, de acordo com os agentes, já era esperado. “Os técnicos do ITCI mostraram que não conhecem nada sobre o combate ao dengue. Não vamos treinar ninguém até que o secretário atenda nossas reivindicações”, afirmou o secretário do Sindas, Michael Borges. Thiago Trindade está na Europa e nenhum dos seus assessores atendeu às chamadas ontem.


Projeto foi totalmente copiado do Rio de Janeiro


“Olá, bem-vindo ao site Rio contra a dengue.” A frase pode confundir um internauta que acessar o portal www.natalcontradengue. com.br. Ela é dita pela médica Sônia Maria Zagne, que explicou à população carioca os métodos de prevenção e tratamento da doença. O mesmo vídeo, sem nenhuma adaptação à realidade natalense, foi publicado no site da campanha “Natal contra a dengue”.


Todos os vídeos postados no site que segundo os diretores do ITCI teria sido desenvolvido exclusivamente para a campanha contra a dengue em Natal, foram extraídos de um já existente endereço eletrônico: www.riocontradengue.com.br .


Além dos vídeos, a própria estrutura do site natalense remete à ideia utilizada no Rio de Janeiro. Os conteúdos dos informativos contidos nos links dos sites são basicamente os mesmos, mudando apenas algumas nomenclaturas.


Na aba “Grupo Técnico” do endereço natalense não há, porém, a descrição do processo que culminou com o lançamento da campanha, diferente do portal carioca. Lá, foi desenvolvido o Grupo Técnico de Discussão Periódica da Situação da Dengue no Estado do Rio de Janeiro (GT). Em Natal, somente dias depois do decreto de estado de emergência, a prefeitura criou um comitê intersetorial para discutir o tema. As ações deste grupo até hoje não foram divulgadas.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Comperve abre inscrições para isenção da taxa do vestibular 2012

Vestibular 2012 da UFRN


Foram abertas nesta segunda-feira, 18, as inscrições para os alunos que desejam obter isenção na taxa de inscrição para o vestibular 2012 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os interessados devem fazer a inscrição por meio do site da Comissão Permanente do Vestibular (COMPERVE), até as 23h59 do dia 15 de maio deste ano.


O pedido de isenção é permitido somente aos alunos que tenham cursado, com aprovação, o 2º ciclo do ensino fundamental (6º ao 9º anos) e os dois primeiros anos do ensino médio em escolas públicas ou credenciadas no Conselho Nacional da Assistência Social e/ou Estadual e Municipal como filantrópicas, e que tenham cursado ou estejam cursando o último ano do ensino médio nas mesmas escolas citadas anteriormente.



Os interessados devem fazer a inscrição até as 23h59 do dia 15 de maio

O estudante que no vestibular 2011 foi selecionado como isento e não efetuou sua inscrição ou faltou há pelo menos um dia de aplicação das provas, não poderá concorrer ao processo de isenção.


Para se inscrever, o candidato deve acessar o site da COMPERVE, preencher na íntegra o formulário de inscrição, enviá-lo eletronicamente e imprimir o comprovante. Feito isso, entregar, de uma só vez, cópia dos seguintes documentos: comprovante de inscrição; histórico do ensino fundamental e do 1º e 2º anos do ensino médio; declaração de que está cursando, em 2011, o último ano do ensino médio; histórico do ensino médio (caso já tenha concluído); comprovante de que foi aprovado na disciplina que cursou por meio de progressão parcial (se for o caso) e documentos de identificação.


As cópias devem ser entregues nos dias úteis de 18 de abril a 16 de maio, das 7h30 às 11h30 ou das 13h30 às 17h30, na sede da COMPERVE ou enviadas via Correio, com Aviso de Recebimento, endereçada à COMPERVE. O resultado da seleção será divulgado a partir do dia quatro de julho no site
www.comperve.ufrn.br.




Com informações da Agecom-UFRN

 

Atendimento só depois da triagem

Saúde - Dengue - Natal,RN


Ricardo Araújo - repórter da Tribuna do Norte



Há quem pergunte, três dias após o lançamento oficial da campanha “Natal contra a dengue” se as ações terceirizadas pelo Município - para o combate ao mosquito transmissor e assistência aos portadores da moléstia - de fato, começaram. A data de início de trabalho dos 150 agentes de saúde a serem contratados pela organização social terceirizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), permanece uma incógnita. Apesar disso, ontem à tarde o secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, “inaugurou” o Centro de Hidratação, anexo à Policlínica Oeste na Cidade da Esperança. Lá, os pacientes diagnosticados em estágio inicial da doença serão tratados.


Porta do atendimento da Policlíníca não tem nem fechadura

Diferente, porém, do que foi informado pelo diretor executivo do Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), Ricardo Oliveira, na semana passada, o Centro não funcionará como um atendimento de portas abertas no qual o paciente possa chegar espontaneamente para ser atendido. “Os funcionários dos postos de saúde é quem devem procurar a unidade (Centro de Hidratação) e solicitar o procedimento”, afirmou.



Ou seja, se alguém estiver com os sintomas da dengue deve primeiro procurar uma unidade de saúde municipal mais próxima da residência para que depois de um contato com a equipe médica do Centro de Hidratação, possa ser encaminhado para receber atendimento especializado (sorologia ou medicação intravenosa, por exemplo). De acordo com Ricardo Oliveira, as 36 vans locadas para serem utilizadas durante os três meses de operação, servirão também para o transporte de pacientes entre dos postos de saúde para o centro e deste para os hospitais de referência, em casos mais graves.


Quase duas horas depois da hora previamente marcada para a inauguração do Centro – 14 horas de ontem – Thiago Trindade chega ao local com alguns assessores. Discretamente, o secretário percorreu as instalações montadas pelo ITCI onde funcionou o pronto-socorro do Posto de Saúde da Cidade da Esperança.


Questionado sobre o resultado de uma reunião realizada com representantes dos agentes de saúde do Município, Thiago Trindade afirmou estar confiante. “Chegamos a um entendimento de estudar a possibilidade de atender algumas reivindicações”, disse. Dentre as possíveis mudanças sinalizadas pela Prefeitura, está a inclusão de um bônus por produtividade no contracheque de forma permanente. Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 29, na qual os agentes apresentarão uma contraproposta. O representante do Sindicato de Agentes, Michael Borges, informou que uma reunião será realizada hoje para discutir a continuidade da paralisação.


Giselda Trigueiro está lotado com casos de dengue


As estatísticas relacionadas à dengue analisadas pela diretora geral do Hospital Giselda Trigueiro, Milena Martins, refletem o rápido avanço do número de casos da doença. Somente na primeira quinzena de abril cerca de 550 pessoas deram entrada no hospital e 80 delas com sintomas da forma mais severa da doença, a febre hemorrágica. No mesmo período, 78 pacientes precisaram ficar internados. Dois pacientes com suspeita de febre hemorrágica morreram em Natal. A diretora aguarda o recebimento dos resultados da análise cadavérica para confirmar os óbitos pela doença.


“Os números estão crescendo dia após dia. O que nos preocupa é a falta de estrutura da rede municipal de Saúde. Nosso paciente deveria ser apenas o mais crítico, com suspeita de febre hemorrágica. Mas diante da situação dos postos municipais, estamos recebendo desde aquele que precisa somente de soro ao que deve ficar internado”, ressaltou Milena.


Os 126 leitos do hospital estão lotados. Deste total 20 são de pediatria infantil que não deixam de estar operando em sua capacidade máxima há muito tempo, de acordo com Milena. “Se o Centro (de Hidratação) da prefeitura funcionar, poderá desafogar um pouco a superlotação do Giselda Trigueiro. Tudo depende, porém, de um atendimento nos primeiros sintomas da doença”, afirmou.


A diretora enviou uma solicitação à Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) de mais leitos em outros hospitais da rede para pacientes diagnosticados com o caso mais grave da doença. Milena afirmou que ainda não recebeu um posicionamento da Secretaria. Na manhã de ontem, todos os leitos da emergência estavam ocupados. Além disso, inúmeros pacientes recebiam tratamento em macas colocadas nos corredores do hospital.

O mesmo prédio com duas realidades destoantes


Do lado direito, o prédio da Policlínica Oeste, administrado pela Prefeitura do Natal, apresenta problemas estruturais que põem em risco o atendimento aos pacientes. O lado esquerdo do mesmo prédio, onde funciona o Centro de Hidratação gerenciado pelo ITCI, contratado pela Secretaria Municipal de Saúde por R$ 8,3 milhões para, dentre outros serviços, atender pacientes com dengue, reflete a realidade paradoxal de serviços públicos terceirizados.


A Policlínica Oeste é um centro de atendimento ambulatorial encravado numa das zonas mais pobres da cidade, a Oeste. Além de consultórios médicos, a unidade é responsável pela distribuição de remédios de baixo e alto custo para diversos tipos de doenças. Há alguns meses falta medicamentos destinados aos pacientes de psiquiatria e até mesmo gazes, bandagens e insumos para curativos. O caos na unidade é relatado por pacientes e por servidores que trabalham no local.


São goteiras, cupins devastando a porta de entrada da sala de vacinas, fios elétricos expostos, laboratório funcionando com estrutura inadequada, pias interditadas, cadeiras para procedimentos odontológicos quebradas há meses e, por mais barato que possa custar uma lâmpada fluorescente, estas são raras pelos corredores da unidade municipal de saúde.


A escuridão da improvisada recepção direita dá lugar a uma porta de entrada iluminada, segura e recentemente pintada do lado esquerdo. Uma televisão de tela plana serve como entretenimento aos que aguardam atendimento, enquanto o calor é aliviado por ventiladores e por um bebedouro com copos descartáveis repostos sempre que necessário. No outro lado, pacientes só tem um bebedouro onde a possibilidade de sofrer um choque elétrico não está descartada. O mesmo prédio, a mesma localização. Realidades completamente diferentes.


Funcionários que não revelam a identidade por medo de serem perseguidos, afirmam que o pior está na sala da nutrição. Alimentos apodrecem devido a goteiras e mal condicionamento. Inúmeros ofícios foram encaminhados à prefeitura e até agora, nenhum retorno. “Eles estão esperando que alguém morra eletrocutado ou pegue uma bactéria para intervir na unidade”, afirmou uma servidora municipal.


Central foi liberada no final da tarde de ontem


A equipe da TRIBUNA DO NORTE tentou percorrer as instalações do Centro de Hidratação nas primeiras horas da manhã de ontem. O horário escolhido foi o informado pelo diretor do ITCI, Ricardo Oliveira, quando, de acordo com ele, tudo estaria em funcionamento. Com inúmeros funcionários trabalhando na limpeza e arrumação do espaço durante a manhã.


A equipe chegou ao Centro de Hidratação às 9h30 da manhã e percorreu a ala destinada ao Centro mas, quando o repórter foi solicitar autorização do diretor geral da Policlínica Oeste, Eliázaro, para tirar fotos, o diretor do ITCI solicitou que a porta de acesso ao local fosse fechada por um dos servidores municipais, impedindo o retorno da equipe de reportagem. Eliázaro não autorizou que fotos fossem feitas e que o repórter percorresse o local.


A recepção na qual estão instalados os equipamentos e funcionários do ITCI, era utilizada pelos servidores do ambulatório por ser mais segura e adequada para o recebimento dos pacientes da comunidade que se consultam no local. Desde a manhã de ontem, uma mesa foi colocada numa outra entrada do posto médico e os funcionários municipais trabalham em condições precárias.


Opinião do Folha de Noticias

A Saúde no municipio de Natal está totalmente sem rumo,temos que rezar e orar pedindo a DEUS que o Restante do mandato da Prefeita Micarla Souza termine o mais rapído possivel.
Que saudade do Ex-prefeito Carlos Eduardo



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Médicos recusam proposta de pagamento da Sesap e continuam com greve

Saúde - RN

Médicos concursados do estado continuam em greve


Reunidos em audiência na tarde desta segunda-feira (18) com secretária adjunta da Sesap, Ana Tânia Sampaio, os médicos concursados do estado não aceitaram de imediato a proposta do governo para encerrar a greve da categoria, iniciada na manhã desta segunda-feira (18). Para dar cabo à paralisação dos profissionais, que estão com os salários atrasados há cerca de seis meses, o executivo propôs pagar os valores atrasados paralelamente aos valores do mês atual. O salário de abril seria pago juntamente com o atrasado de novembro, e assim por diante.



Reunião entre Sesap e Sinmed não acabou com a paralisação dos médicos, iniciada nesta segunda-feira

Diante da negativa, os médicos concursados continuam de braços cruzados. De acordo com o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, a categoria irá se reunir em assembléia na quarta-feira (20), às 13h, para discutir e analisar a proposta de governo, que segundo ele "não é a ideal". Além disso, a categoria tem uma reunião agendada para o dia 25 com o titular da Sesap, Domício Arruda, onde serão debatidas questões como o pagamento do terço de férias, plantões eventuais e incorporações de gratificações, também atrasados desde o ano passado.


A secretária adjunta Ana Tânia Sampaio se diz otimista quanto à aceitação da proposta por parte dos médicos. De acordo com ela existe um compromisso do governo do estado de resolver a questão dos médicos recém-contratados até o mês de agosto.


 

Natal tem a 6ª bandeirada de táxi mais cara do país

Natal - RN


Preço da corrida é a mais cara do Nordeste

Rafael Barbosa - Repórter




Natal tem a 6ª bandeirada de táxi mais cara do Brasil. Um levantamento feito pela revista Veja apontou os custos das corridas de táxi com e sem trânsito nas capitais do país para um percurso de 5 km. O valor de uma bandeirada na capital potiguar é de R$ 3,88.


Natal aparece na pesquisa em 9º lugar para o resultado dos dias com trânsito, apresentando um valor total a pagar de R$ 34. Nas corridas de táxi sem trânsito, a capital potiguar aparece em 13º lugar, sendo cobrado dos passageiros o valor de R$ 14.
Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS) são as capitais onde se paga a bandeirada mais cara do país, com os taxistas cobrando R$ 4,50. São Luis (MA), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC) empatam na última posição. Nessas capitais, são cobrados R$ 2,50 pela bandeirada.




domingo, 17 de abril de 2011

“A hora é de trabalho, de vencer desafios”

Politica - RN


Anna Ruth Dantas - repórter da Tribuna do Norte
Entrevista o Deputado Federal Henrique Eduardo Alves


Líder do PMDB na Câmara dos Deputados e presidente estadual do partido, o deputado federal Henrique Eduardo Alves enaltece os avanços recentes para dois dos projetos do Rio Grande do Norte - a Copa do Mundo de 2014 e o Aeroporto Internacional de São Gonçalo -, critica o debate “precipitado” sobre eleições de 2012 e 2014 e convoca a classe política potiguar para se unir em defesa dos interesses do RN. Para o parlamentar peemedebista, as discussões sobre eleições entravam a própria unidade da classe política por projetos administrativos. “A gente tem que se unir e esquecer eleição e não ficar preocupado se vai gerar ou não aliança política, isso aí a gente deixa para época própria da política eleitoral e cada um que avalie o que é melhor para o seu partido”, analisa.



 
Contundentes, as críticas do deputado federal Henrique Eduardo também são dirigidas aos gestores municipais e estadual. Para ele, é preciso integrar ações, programas conjuntos, como é caso do turismo, do trabalho de combate à dengue, do projeto de integração do transporte.
Em meio a declarações da política administrativa, o deputado federal Henrique Eduardo Alves foi questionado sobre a política partidária e eleitoral, tanto de 2012 como de 2014. Foi cauteloso, ponderado e sucinto: “Convoco o Rio Grande do Norte para deixar a eleição que passou, não pensar na eleição que virá daqui a dois anos.”
Sobre os projetos administrativos e política 2012, o deputado federal Henrique Eduardo Alves concedeu a seguinte entrevista:


Como o senhor avalia essa nova fase do projeto do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante?



A grande notícia para o nosso Estado foi a consolidação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. É um processo que se arrasta há 14 anos. Quero fazer justiça a todos que participaram dessa luta, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso porque foi no Governo Garibaldi Filho que ocorreu o primeiro passo. A partir dali todos tentaram viabilizar esse aeroporto com recursos da União, da Infraero. Ao longo do tempo foi se arrastando. E aí houve o grande gesto político da então ministra Dilma e do presidente Lula que tiveram coragem de quebrar o paradigma e tornar o aeroporto de São Gonçalo a primeira experiência, inovadora, única no Brasil, de aeroporto de carga e passageiro privado. Depois participei do enfrentamento com o pessoal do Rio de Janeiro e São Paulo que queriam essa modelagem para os aeroportos de lá. A ministra e o presidente foram de uma correção ímpar com nosso Estado, sensibilidade ímpar com o Nordeste brasileiro, quando disseram para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro que a experiência inovadora, primeira, seria no Nordeste, no Rio Grande do Norte e em São Gonçalo. Se fosse abrir para o Brasil esse tipo de modelo, pela força de mercado esse investimento iria para São Paulo e para o Rio e no final da fila o Rio Grande do Norte. A tese prevaleceu, Graças a Deus e a eles (Dilma Rousseff e Lula), teremos um aeroporto com capacidade, no espaço de três anos, para 5 milhões de passageiros. É um investimento total de R$ 1 bilhão. R$ 250 milhões a R$ 300 milhões do Poder Público e o restante da iniciativa privada. Vai gerar mais de 20 mil empregos. Será um Rio Grande do Norte antes e depois do aeroporto.


Mas o senhor acha que concluirá antes da Copa? O estudo do Ipea afirma que não será finalizado antes do Mundial.


 
Não tenho dúvida que será concluído antes da Copa. Antes as pessoas diziam que o aeroporto não iria sair. Agora todos acreditam que o aeroporto vai sair. Agora um documento do IPEA, que eu vou tratar disso depois da Semana Santa, afirma que o aeroporto não vai ficar pronto. Vai ficar pronto sim. A empresa que for assumir, ganhadora do consórcio, terá que assumir o compromisso, será a exigência de entregar no prazo de início de 2014. E é possível sim com uma boa cobrança e boa vontade. Ainda há algumas etapas a serem feitas. O ministro Valmir Campelo (do Tribunal de Contas da União), a nosso pedido, dividiu o processo do Aeroporto de São Gonçalo em três estágios. O de concessão, que é o mais importante, que dá o ponto de partida, esse nós já vencemos. Tem ainda o ambiental, que está caminhando muito bem, e o edital da construção. Se ele fosse juntar os três numa base só demoraria mais tempo. Então o ministro disse que iria separar e faria o da concessão primeiro, porque este dá início a todo processo.


Há previsão para início das obras?


Antes do final deste mês teremos o edital nas ruas com o preço mínimo de R$ 51,8 milhões para quem vai ser o ganhador desse processo novo, de uma concessão onerosa por 28 anos. Será o aeroporto que se transformará na porta do mundo para entrar no Brasil. Vamos inverter esse processo, de entrar por São Paulo e depois chegar aqui o passageiro ou a carga. Primeiro entrarão por aqui e depois se deslocarão para o Sul do país. Vamos mudar a fisionomia do Rio Grande do Norte.


O aeroporto entra em uma nova fase, ao mesmo tempo em que a Copa do Mundo de 2014 em Natal teve a ordem e serviço assinada...


É bom esclarecer que aqui ou acolá ouço declarações de que o Estado esteve perto de perder a Copa do Mundo. Pois digo que nunca o Estado do Rio Grande do Norte correu esse risco. Atrasos aconteceram, mas outras (sedes da Copa) estão mais atrasadas que a nossa, mas tudo dentro do prazo previsível e suportável. Não houve, em momento algum, risco de Natal deixar de ser sede da Copa do Mundo. Quem estiver usando esse discurso trate de mudar porque eu terei de contestar. Foi o projeto mais bem avaliado, foi a cidade mais bem avaliada, foram o clima, a amabilidade do povo, a cidade plana, a rede hoteleira que nos credenciaram. As obras serão feitas, o aeroporto complementa, mas nunca Natal deixou de ser sede da Copa do Mundo. A assinatura do contrato é importante. No caso do Machadão acho que poderia ter sido feito um esforço para antecipar a demolição, poderia ter avançado nisso. Mas está tudo dentro do prazo e as coisas irão acontecer.


A sua influência junto ao Governo Federal parece trazer garantias de obras como o aeroporto.



Não é influência minha. Não é a força do deputado Henrique, tem muito aí a força do meu partido, do PMDB, é um partido que é forte na Câmara, forte no Senado, é o maior partido do Brasil e isso pesa na hora de decidir candidato junto ao Governo.


Mas o senhor é o líder do PMDB na Câmara dos Deputados?


Sim, mas isso é questão de interlocução. Mas essa é a força do partido e todos colaboraram. Essa luta foi do governador Garibaldi antes, da governadora Wilma, do governador Iberê, da governadora Rosalba agora. É um esforço de todos nós, coletivamente. Não há guerra, disputa de vaidade que seria algo muito primário e imaturo. Mas agora há outras etapas há vencer.


E no meio dessas etapas, eleições municipais. Isso atrapalha?



Acho que a questão de se colocar disputa para prefeito, pesquisa, isso está muito fora de época. O eleitor não quer saber disso, ele está pensando em outras coisas. O eleitor quer saber agora dos projetos, dos programas, como estão os resultados. Essa é a hora da união, independente da eleição daqui a dois anos. Nós temos desafios urgentes. As ZPEs (Zonas de Processamento Ambiental) são importantes que elas sejam consolidadas junto com o aeroporto. Tem também a questão do Porto de Natal. Nosso porto já está perdendo pela sua capacidade reduzida, perdendo para Pecém, Suape. Há um projeto muito bem feito pela Codern viabilizando um novo cais do outro lado do rio.


Mas um outro porto naquele local não traz uma discussão ambiental?


É verdade. Isso vai gerar uma polêmica de meio ambiente, mas precisamos discutir logo isso. Esse é um desafio urgente de toda bancada, governadora, é compromisso do Rio Grande do Norte com o seu futuro. Temos ainda a questão da BR 304, Natal-Mossoró. Nós já temos duplicado Fortaleza chegando a Aracati, se duplicarmos o braço Natal-Mossoró, faremos Natal-Fortaleza com muito mais proximidade. A produção será escoada mais rapidamente. Acho que é uma interligação importante para conseguirmos nessa luta comum, duplicar Natal-Mossoró. Temos outros desafios que é a qualificação da mão-de-obra. Esses eventos que irão ocorrer, os instrumentos que serão viabilizados temos que ter o aproveitamento da mão de obra daqui. Como será instalar essas empresas, esses equipamentos e virem trabalhadores da Bahia, do Rio de Janeiro, de São Paulo? Esse é o apelo que eu faço para o nosso jovem estar habilitado, preparado, para ocupar esse emprego. Só no nosso aeroporto de 25 mil empregos, 40% das empresas de aviação aérea irão se instalar no aeroporto aqui. Elas precisarão de funcionários que falem Inglês, Espanhol, Japonês, Francês, isso é um curso que leva dois ou três anos para fazer um curso de boa qualidade. Precisamos trabalhar essa garotada toda. Inclusive, promover curso de Informática, virão muitas empresas. Temos que gerar emprego, primeiro os nossos (trabalhadores locais), a qualificação precisa ser feita para que o cidadão possa ter o seu emprego, a sua renda e ajudar a gerar o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.


Não é perigoso apostar o desenvolvimento do Estado apenas no aeroporto?


Tem também a questão da eólica. Estão investindo R$ 8 bilhões que pode ser muito mais e há um estudo ainda preliminar de poder fazer a eólica no mar. Temos um dos mais rasos (mares) do Nordeste. Então essa questão poderia ser viabilizada com um custo muito mais baixo porque não teria a compra do terreno e forçariam os terrenos a terem o preço mais. É uma opção que poderemos ter e favorecendo muito o Rio Grande do Norte. A eólica será um braço muito forte do nosso desenvolvimento.
Temos que aproveitar o bom momento do país"


Embora o senhor esteja evitando falar de política, o que se percebe é uma proximidade do senhor com a governadora Rosalba Ciarlini. Seria uma proximidade administrativa que poderá se converter em aliança política?


Não votei na governadora Rosalba, votei em Iberê, não me arrependo. Conheço Iberê e ele mereceu meu voto, mas a eleição passou. Só queria que os políticos entendessem que a eleição passou. Quem ganhou, ganhou, quem perdeu que respeite. Desde primeiro de janeiro a governadora é Rosalba. Mesmo não tendo votado nela, quem teve a iniciativa de levá-la à presidenta Dilma para abrir as portas - e elas foram abertas - foi o deputado Henrique em uma audiência que foi importante pela postura da presidenta Dilma e pela postura da governadora Rosalba. Elas se afinaram, são mulheres administradoras com desafios, a partir dali (ele, Henrique Eduardo) quis mostrar à classe política e ao Rio Grande do Norte que nós temos que nos unir. O Ceará é conhecido pela sua briga com outros Estados, mas dentro se une como ninguém. Pernambuco mostrou como cresceu pelo que construiu. A Bahia está aí e nem Nordeste mais é por tanto crescimento que teve. Agora é a vez do Rio Grande do Norte. Com esse aeroporto, com as ZPEs, com o novo porto, com a energia eólica. A gente tem que se unir e esquecer eleição e não ficar preocupado se vai gerar ou não aliança política, isso aí a gente deixa para época própria da política eleitoral e cada um que avalie o que é melhor para o seu partido. Agora convoco a classe política para a gente dar as mãos e fazer a luta da unidade do Rio Grande do Norte. O Brasil está hoje em um bom momento, bons investimentos, recursos na infraestrutura, mas vão ter as prioridades. E no Nordeste a briga é terrível no bom sentido. Quem tiver maior força, e isso passa pela unidade, vai priorizar os seus projetos. Convoco o Rio Grande do Norte para deixar a eleição que passou, não pensar na eleição que virá daqui a dois anos. Se não acontece isso: você não se une com fulano porque ele pode ser prefeito daqui a dois anos, não dar as mãos porque pode se reeleger, se pensar nisso como fica cidadão que mora aqui e quer melhorias na educação, saúde, segurança, geração de renda? Não adianta pensar agora quem será prefeito, governador. Já vejo especulação de quem será o senador. Acho isso tão fora de propósito porque isso termina nos dividindo. Podem dizer que não, mas divide sim porque (pensando na política eleitoral) os encontros são rarefeitos, reuniões desmotivadas, cada um pensando se vai ajudar um adversário ou não. Isso é um grave erro que aqui eu quero evitar que ocorra. É hora de deixar a eleição que passou e a eleição que vem e fazer o presente do Rio Grande do Norte.


Embora o sr. diga isso, o PMDB já disse que vai lançar candidato próprio a prefeito de Natal.



Isso é um conceito partidário. Não é definição de candidatura e nem dizer quem será o candidato. É um conceito que vai prevalecer em todos os partidos. Há muitos anos não temos candidato a prefeito de Natal. Como conceituação o partido decidiu que onde há eleição em cidades maiores é obrigatório ter candidato a prefeito.


O deputado Hermano Morais é o nome do PMDB para disputar a Prefeitura do Natal?



Se estou condenando a antecipação de candidatura não vou cometer esse erro (de falar sobre candidatura). O deputado Hermano é qualificado, mas vamos deixar para depois a questão eleitoral. Agora estou preocupado com o projeto para desenvolver, para libertar o Rio Grande do Norte.


Mas ainda insistindo um pouco sobre política, o seu nome é citado como provável candidato a senador. Seria o seu caminho em 2014?


Esse assunto é fora de pauta. Se eu pensar nisso, é da pessoa humana quem é que será meu concorrente daqui a quatro anos aí já começa a ver a pessoa diferente. Isso não é bom para o Estado. O cidadão se você perguntar na próxima eleição ele até se irrita. A obrigação de quem se elegeu é cumprir agora o seu projeto.


Então o senhor reprova candidato que já está defendendo candidatura?


Acho equivocado. Respeito as diferentes visões, é hora de organizar partido sim, é permanente, atualizar. Agora colocar como principal ponto a questão da eleição daqui a dois anos não. É hora de dar as mãos. Como vou dar as mãos com sinceridade pensando em eleição? Temos que ser todos iguais na luta igual pelo Rio Grande do Norte. Dou um exemplo claro e faço até um apelo à governadora e à prefeita de Natal e aos prefeitos da Grande Natal, não entendo como a questão do turismo que é básico para a cidade, não entendo como os Governos não se sentam para isso, não conversam. É prefeitura para um lado e Governo para outro, quando é coisa vital para o Rio Grande do Norte.


Falta amadurecimento desses gestores?


Não. Acho que falta decisão política. Veja a questão da dengue. Por que o Estado não se une a Prefeitura para combater juntos? Não é só Natal. Não é só São Gonçalo, Parnamirim. Haveria um momento de problema comum, estratégia comum, dividir parcela de recursos e se unir. O trânsito em Natal avança, em Parnamirim também, avança em São Gonçalo e não vejo ação conjunta, vejo ação isolada. A questão de qualificação de mão de obra poderia ser feita conjuntamente. Por que as pessoas não se sentam? E eu sei da boa vontade da governadora Rosalba. Ela teria a maior disponibilidade para isso. A prefeita Micarla está aí, lutando com muitas dificuldades.

ESCLEROSE MÚLTIPLA

Saúde - Brasil


O que é?


É uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas disseminadas de desmielinização (perda da substância - mielina - que envolve os nervos) no crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos sumamente variados e múltiplos, às vezes com remissões, outras com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis.

O que causa?

Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas.

Observações de casos familiares sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.

Podemos dizer que atualmente há maior número de casos do que nos anos 50, e que as manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais.

O que se sente?

Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor.

A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico possível e provável dependerá da experiência do neurologista que, auxiliado por exames para-clínicos pertinentes, tais como: Ressonância Magnética, líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e outros, chegará ao diagnóstico definitivo, sem praticamente precisar do exame anátomo-patológico.

Qual é o tratamento?

Quanto ao tratamento, além dos cuidados gerais, recomenda-se fisioterapia e psicoterapia. Usam-se antivirais como Amantadina, Aciclovir, Interferon, Imunossupressores, ACTH, Corticóides que, se não curam, poderão melhorar às vezes sensivelmente a sintomatologia, sobretudo Pulsoterapia corticóide, acompanhado ocasionalmente por plasmaferese, são algumas armas utilizadas com o intuito de combater a doença, porém devemos reconhecer que são sumamente dispendiosos e com resultados discutíveis. Inobstante poder combater os sintomas como a espasticidade (droga antiespástica), toxinas botulínica, betabloqueadores e as dores raras do Trigêmeo (carbamazepina e clonazepam), inequívocamente auxiliam a vida dos pacientes, que apresentam sempre um sinal de interrogação no seu prognóstico.


Veja abaixo um exemplo de superação


Claudia Rodrigues: "Saí do consultório e me acabei de chorar"

A atriz descreve o drama da esclerose múltipla e fala de sua expectativa de voltar à TV


O sorriso com que a atriz e humorista Claudia Rodrigues recebeu a reportagem de ÉPOCA sumiu quando ela notou a presença do fotógrafo. “Vai ter fotografia? Não gosto de foto, prefiro vídeo”, disse, na sala de seu apartamento na Gávea, no Rio de Janeiro, uma cobertura com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas, o mar e o Cristo Redentor. Claudia estava vestida à vontade e sem maquiagem. Para ficar arrumada, limitou-se a pôr brincos e um vestido. “Nem um batonzinho?”, disse Lucia Colucci, sua agente. Não. Após a foto, desfez a produção. “Voltei a ser eu”, afirma, satisfeita. Em vários sentidos, Claudia quer voltar a ser ela mesma.


Claudia é portadora de esclerose múltipla, doença que atinge cerca de 35 mil brasileiros e provoca sintomas como perda de memória, dificuldades motoras e na fala. A doença foi diagnosticada há cerca de dez anos. Os sintomas se agravaram em 2009, levando ao cancelamento das gravações da série A diarista, em que interpretava a protagonista Marinete. Ela se afastou para fazer tratamento. Quase dois anos depois, melhor, ensaia a volta ao trabalho. Na semana passada, aguardava resposta sobre a volta da personagem Ofélia em Zorra total. Acompanhada de sua agente (“ela sou eu”, diz sobre a proximidade das duas), Claudia falou do período em que a doença atingiu seu estágio mais severo e de sua recuperação.

ENTREVISTA - CLAUDIA RODRIGUES
 
 
QUEM É


Formada em educação física pela Universidade Gama Filho, seguiu carreira como atriz e comediante. Estudou artes cênicas no Teatro Escola da Rosane Gofman. É mãe de Iza, de 8 anos

O QUE FEZ

Fez filmes como Xuxa popstar e programas humorísticos de televisão como Escolinha do Professor Raimundo, Sai de baixo, Zorra total e A diarista
 
 
 
 
ÉPOCA – Como você descobriu que sofria de esclerose múltipla?


Claudia Rodrigues – Estava na peça Monólogos da vagina, em São Paulo, quando senti uma dormência no braço esquerdo. Achei que fosse cansaço ou algum problema de coluna. O pessoal da produção disse que eu poderia estar infartando, então fui ao hospital. Segunda-feira eu vim a uma clínica no Rio. Fiz exames, não deu nada. A médica pediu ressonância do cérebro. Eu respondi: “Minha cabeça é vazia, mas se você quiser ver...”. Uma médica entrou e disse: “Chamei outro médico para falar com você”. Perguntei o que eu tinha. Ela disse: “Ah, o neurologista vai te explicar”. Ele entrou e foi bem direto: “Esclerose múltipla”. O nome não me dizia muita coisa, mas assustou. O médico disse que eu poderia ter uma vida normal e mais para frente poderia sentir alguma coisa. Saí do quarto e me acabei de chorar. Voltei e perguntei: “Doutor, tenho uma pergunta só: vou poder ser mãe?”. Ele disse que sim. Fiquei um pouco mais tranquila.

ÉPOCA – Quando a doença passou a incomodar?

Claudia – Foi por volta de junho de 2009. Passei a sofrer problemas de memória durante as gravações de A diarista. Eu nunca tinha problemas para decorar textos. Me passavam em cima da hora, eu ia lá e fazia. Nunca tinha pedido texto no meio da gravação. O esquecimento me abateu. As gravações foram interrompidas. Fiquei chateada.

ÉPOCA – Como a doença a afetava?

Claudia – Não conseguia nem falar, né? Eu falava era um “blã, blã, blã”. Eu tinha dificuldades para andar. Agora estou andando melhor. E a memória, né?

ÉPOCA – Como foi interromper a carreira?

Claudia – Foi muito complicado. Eu sou formada em educação física, dei aulas por três anos. Não sinto muitas saudades. Me descobri atriz. Não sei fazer outra coisa. Minha mãe até perguntava se eu iria ficar parada em casa. “Mãe, eu só quero atuar.” (Silêncio.) Fico chateada. Não tinha costume de ficar em casa. Agora fico muito tempo aqui.

ÉPOCA – Como era sua rotina nos primeiros meses?

Claudia – Não era nada. Ficava o tempo todo em casa, montando quebra-cabeça e cuidando da minha filha (Iza, de 8 anos).

ÉPOCA – O que mais você fazia?

Claudia – Quando era criança, eu tinha mania de passar trotes. E voltei a passar. Eu digo que hoje é dia do Mc Lanche Feliz e pergunto à pessoa qual a loja mais próxima. Aí eu falo, falo, falo, falo... Liguei para algumas amigas que diziam com um “não posso” ou eram grosseiras. Eu chamava de sem coração. Alguns desligavam na minha cara. Era minha onda passar trote. Eu esculachava geral quem não comprava.
"Eu vejo televisão e penso: ‘Por que não estou lá?
Não quero tomar o papel de ninguém. Só quero atuar"

ÉPOCA – Você não sentia vontade de sair de casa?

Claudia – Não. As pessoas me chamavam, mas eu não saía. Minha mãe me mandava para a rua. Eu dizia “não quero, para quê?”. Todo mundo vira para você e pergunta “quando você volta?”. “Já, já”, eu respondia. “Mas quando?” “Meu amor, não sei quando, mas já já, eu estou em tratamento e...” “Ah, minha tia também sofre desse problema, sabia?” “Ah, manda um beijo para sua tia.” É chato. Como eu não quero ser grossa, prefiro não sair.
Sempre tem alguém para te botar para baixo. Eu entrei no Facebook, mas quero sair. Vem alguém e escreve “conheço uma igreja, queria muito que você fosse...”. Outro me pergunta se eu conheço Jesus... sim, conheço Jesus. Minha mãe é católica e eu estudei em colégio batista.

ÉPOCA – Como é ficar sem atuar?

Claudia – Eu vejo televisão e penso: “Por que eu não estou lá?”. Não quero tomar o papel de ninguém. Só quero atuar. Depois que você sai do foco, as pessoas te esquecem.

ÉPOCA – E o tratamento?

Claudia – Eu fiz em São Paulo. Logo eu, que sempre fiz piada de São Paulo, uma cidade com muita gente, prédio pra caramba, com pessoas que falam mal de carioca... (a agente, paulistana, faz cara feia). Não adianta fazer essa cara, não (risos). Me consultei com o doutor Charles Tibery, do (Hospital Albert) Einstein. Eu falei: “Meu cérebro não está bom, né?”. Ele disse que não. “Então tchau”, respondi. Ele disse: “Tchau, não. Você vai ficar aqui uns dias”. Comecei a tomar o natalizumabe (medicamento) e melhorei muito.

ÉPOCA – E hoje, você acha que está boa?

Claudia – Minha memória está bacana. Coisas de que eu não lembrava, como números de telefone, agora eu me lembro. Outro dia lembrei da minha matrícula da faculdade. Eu me sinto bem.

ÉPOCA – O que pretende fazer agora?

Claudia – Se Deus quiser, sexta-feira vou ao Projac e gravo uma Ofélia. Tomara que seja a primeira de muitas.

ÉPOCA – Ansiosa?

Claudia – Mais ou menos. Quero voltar a interpretar e fazer bem o papel.

ÉPOCA – Alguma insegurança?

Claudia – Não.

ÉPOCA – Você ensaia em casa?

Claudia – Não.

ÉPOCA – Alguma personagem que você viveu lhe serve de inspiração?

Claudia – A Thalía (da Escolinha do Professor Raimundo, que tinha o bordão “vou beijar muuitoo”). Ela é uma mulher que eu queria ser. É péssima, mas se acha “a” mulher. Ela tem uma autoestima muito forte. A Marinete (protagonista de A diarista) é muito correta, muito honesta. Não que eu não seja honesta! (Risos.)

História dos Mártires - Parte 2

Religião - RN


Eliminando a resistência


Em Uruaçu, massacre eliminou os líderes locais para evitar que levante chegasse ao Rio Grande do Norte



A notícia do massacre em Cunhaú espalhou-se rápido entre os colonos luso-brasileiros do Rio Grande. Em Natal, mesmo suspeitando da conivência do governo holandês com o crime, alguns moradores influentes, liderados pelo padre Ambrósio Francisco Ferro, pediram abrigo no Castelo de Keulen. A princípio foram recebidos como hóspedes.


Outros, que não foram ao castelo, ergueram um paliçada para forticar a localidade conhecida como Potengi, distante cerca de três léguas (18 km) do Castelo de Keulen, às margens do rio Jundiái. O número de moradores refugiados na paliçada passava é incerto. Cronistas portugueses falam em "70 homens". Documentos holandeses citam 232 pessoas.


O terror aumentava a medida que chegavam notícias da marcha dos tapuias e potiguares, junto com o grupo de Jacob Rabbí, por vários localidades entre o Rio Grande e Paraíba. Os colonos juntaram armas e mantimentos para resistirem a um possível ataque e cerco dos índios e holandeses.


Alguns cronistas atribuem à vontade pessoal de Jacob Rabbí a ordem de ataque ao arraiá do Potengi. A lógica da guerra mostra que foi o próprio conselho holandês quem deve ter determinado o ataque que acabou no segundo massacre de colonos luso-brasileiros no Rio Grande. Uma paliçada, com homens em armas e prontos para a resistência, não deve ter parecido nada amistoso aos holandeses que já começavam a perder terreno para revoltosos, com táticas semelhantes, em Pernambuco.


Pesquisando nos arquivos de Haia para a causa da postulação dos martíres, monsenhor Francisco de Assis, encontrou documentos que provam a conivência do governo holandês. A reconstituição dos fatos, com base em documentos portugueses e flamengos, mostram que o cerco a paliçada do Potengi durou 16 dias. Foi iniciada em setembro pelo grupo de Jacob Rabbí e, depois, contou com reforços enviados pelo Castelo de Keulen, incluindo duas peças de artilharia. O bombardeio forçou a rendição dos luso-brasileiros.


Ocupada a paliçada do Potengi, os holandeses levaram cinco reféns para o Castelo de Keulen. Os demais colonos ficaram confinados a paliçada, mas já não tinham muitas esperanças sobre o que poderia acontecer. Diogo Lopes Santiago (Historia da Guera de Pernambuco) e Manuel Calado do Salvador (O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade) contam que o clima entre os refugiados era de "intensa religiosidade", fazendo-se penitências e procissões.


No Castelo de Keulen, aguardava-se a visita de um emissário do Alto e Secreto Conselho do Recife, Adriaen van Bullestrate, que deveria inspecionar o que acontecia no Rio Grande. No dia 2 de outubro chegou uma lancha ao castelo, com uma mensagem do conselho. Os historiadores consideram que era a ordem para executar os principais líderes dos colonos, desestimulando a revolta em terras do Rio Grande.


Não há comprovação dessa ordem, em outros registros históricos, mas o fato é que no dia seguinte - 03 de outubro - os 12 colonos que estavam no castelo são levados em botes para o porto de Uruaçu e executados. À morte deles, segue-se a chacina dos que estavam refugiados em Potengi, depois de terem sido retirados da paliçada e levados para o mesmo porto.


Perfis da fé e do ódio



Dados biográficos são imprecisos pela falta de registros sobre a população do século XVII nas colônias



Os nomes das vítimas de Cunhaú e Uruaçu constam de várias crônicas portuguesas do século XVII sobre a guerra contra os holandeses em Pernambuco. As três principais, nas quais o monsenhor Francisco de Assis Pereira baseou-se para elaborar a lista dos 30 mártires propostos para a beatificação, são as crônicas de Frei Manuel Calado do Salvador (in O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade, de 1648), Diogo Lopes Santiago (in História da Guerra de Pernambuco) e Frei Rafael de Jesus (in Castrioto Lusitano, de 1679).


Abaixo, relação completa dos mártires, com detalhes biográficos de alguns.



Biografias


Padre André de Soveral


O sacerdote é um dos dois brasileiros incluídos na lista para a beatificação. Nasceu em São Vicente, litoral paulsita, em 1572. Como missionário jesuíta catequizou os índios no Nordeste do Brasil. Depois, já no Clero diocesano, foi pároco de Cunhaú, onde foi morto durante a missa com mais 69 fiéis.


Domingos de Carvalho


Além do padre André de Soveral, é o único dos fiéis mortos em Cunháu, identificado com segurança. Não há informações sobre seus afazeres, mas no corpo foram encontradas moedas de ouro, sinal de que devia ser algum mercado próspero. Há dúvidas se foi morto na capela ou na casa do engenho.


Padre Ambrósio Francisco Ferro


Português dos Açores, foi nomeado vigário do Rio Grande em 1636. Refugiou-se na Fortaleza dos Reis Magos (Castelo de Keulen), após o massacre de Cunháu, junto com mais cinco principais da cidade. Foi levado para a morte em Uruaçu.


Antônio Vilela Cid


Fidalgo, nascido em Castela, Espanha, veio para o Rio Grande em 1613 para assumir por ordens do rei Felipe II o cargo de capitão-mor. Nâo se sabe porque não exerceu a função, mas em 1620 era juiz ordinário em Natal. Casou com Dona Inês Duarte, irmão do padre Ambrósio Francisco Ferro. Acusado pelo chefe Janduí de ter sido cúmplice na morte de um holandês, na capitania do Ceará, foi preso no Castelo de Keulen por suspeita de conspiração.


Estêvão Machado de Miranda


Um dos principais da capitania do Rio Grande, casado com dona Bárbara, filha de Antonio Vilela Cid. Em 1643 fazia parte da Câmara dos Escabinos, espécie de câmara municipal junto ao governo holandês. Esteve na paliçada do Potengi e foi um dos cinco refêns presos na fortaleza. Junto com ele foram sacrificadas, em Uruaçu, duas filhas pequenas.


Antonio Vilela, o Moço


Filho de Antonio Vilela Cid. Retirado da paliçada do Potengi e morto juntamente com uma filha pequena.


Mateus Moreira


Estava na paliçada do Potengi. Teve o coração arrancado pelas costas e morreu exclamando "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".


Antônio Baracho


Também retirado da paliçada do Potengi. Teve o corpo amarrado a uma árvore. Arrancaram-lhe a língua e o castraram, colocando na boca os orgãos genitais. Foi açoitado e queimado com ferros em brasa.


Manuel Rodrigues de Moura


Resistente da paliçada do Potengi. Foi levado para o sacrifício com a mulher, que os cronistas não identificam o nome. Relatam apenas que, depois de morto o marido, ela teve os pés e as mãos amputados, sobrevivendo ainda por três dias.


João Lostau Navarro


Nascido em Navarra, a época incorporado à França de Henrique IV. Um dos mais antigos moradores da capitania do Rio Grande. Tinha uma "casa forte" na praia de Tabatinga, invadida por Jacob Rabbi após o ataque em Cunhaú. João Lostau resistiu e foi preso no Castelo de Keulen. Era sogro do tenente-coronel Joris Garstman, comandante holandês que governou o Rio Grande de 1633 a 1637.


João Martins


Jovem que liderava um grupo de sete companheiros. Pariciparam da resistência na paliçada do Potengi. Em Uruaçu foi convidado a passar-se para o lado dos holandeses. Como recusaram, foram mortos. João Martins foi o último a ser executado, após ter sido obrigado a presenciar a morte dos amigos.


Relação completa dos mártires


Mortos em Cunháu:


- Padre André de Soveral

- Domingos de Carvalho


Mortos em Uruaçu:


- Padre Ambrósio Francisco Ferro

- Antônio Vilela, o Moço

- José do Porto

- Francisco de Bastos

- Diogo Pereira

- João Lostau Navarro

- Antônio Vilela Cid

- Estêvão Machado de Miranda

- Vicente de Souza Pereira

- Francisco Mendes Pereira

- João da Silveira

- Simão Correia

- Antônio Barracho

- Mateus Moreira

- João Martins

- Uma filha deManuel Rodrigues de Moura

- A esposa de Manuel Rodrigues de Moura

-Antônio Vilela, o Moço

- Uma filha de Francisco Dias, o Moço

- Primeiro Jovem companheiro de João Martins

- Segundo Jovem companheiro de João Martins

- Terceiro Jovem companheiro de João Martins

- Quarto Jovem companheiro de João Martins

- Quinto Jovem companheiro de João Martins

- Sexto Jovem companheiro de João Martins

- Sétimo Jovem commpanheiro de João Martins

- Primeira filha de Estêvão Macado de Miranda

- Segunda filha de Estêvão Machado de Miranda

Jacob Rabbí teve carreira marcada pela crueldade


Na repressão desencadeada pelos holandeses na capitania do Rio Grande, após o início do levante em Pernambuco, o alvo mais frequente foi a população civil. Os agentes mais atuentes dessa repressão foram os índios - tapuias e potiguares - e o alemão Jacob Rabbí.


A figura de Jacob Rabbi inspirou diversas versões entre os cronistas e historiadores, a maioria delas demoníacas. Natural do condado de condado de Waldeck, emigrou para a Holanda e foi contratado pela Companhia das Índias Ocidentais. Os historiadores o consideravam judeu, mas essa é uma versão que vem sendo discutida e alguns autores já descartam essa possibilidade.


Rabbi chegou ao Brasil junto com o conde João Maurício de Nassau-Siegen, em 23 de janeiro de 1637, desembarcnado no Recife. Em território brasileiro, a missão do alemão era de intérprete junto aos indios aliados, no meio dos quais passou a viver, adotando alguns dos seus costumes. Casou com uma índica janduí, Domingas, e mostrou-se um observador culto. Seus estudos etnográfico sobre os índios não eram destituídos de valor e foi citado por autores posteriores, apesar dos manuscritos terem se perdido. Sintetizou suas informações sobre a vida indígena na obra " De Tapuryarum moribus et consuetubinibus, e Relatione Iacobbi Rabbi, Qui aliquot annos inter illos vixit".


No comando das tropas de janduís e potiguares, além de aventureiros que viam na guerra uma oportunidade de enriquecimento, Rabbí foi responsável por massacres e saques a engenhos entre nas capitanias do Rio Grande, Paraíba e Pernambuco. Entre o massacre de Cunhaú, em 16 de julho de 1645, e o de Uruaçu, em 3 de outubro do mesmo ano, o aventureiro desceu em direção a Goiana (Pernambuco), saqueando tudo pelo caminho. Em meados de agosto, as margens do rio Goiana, foi detido e rechaçado por tropas luso-brasileiras, tomando então a decisão de voltar ao Rio Grande, onde atacou, em setembro, a paliçada do Potengi.


Por conta da morte de João Lostau Navarro, em Uruaçu, Rabbi foi morto em emboscada na noite de 4 de abril de 1646 – menos de um ano depois do massacre - quando sai de um jantar na casa de um certo Dirck Maeller, as margens do Potengi. As investigações apontaram como mandante do crime o tenente-coronel Joris Garstman, genro de João Lostau. Garstman chegou a ser punido e enviado de volta à Holanda, mas acabou anistiado e voltou ao Brasil, permancendo até 1654.

GP da China - Hamilton bate Vettel e vence uma corrida emocionante

Formula 1


Mark Webber completou o pódio em terceiro, e Massa foi o sexto


O atual campeão do mundo, Sebastian Vettel, foi finalmente superado. Em uma emocionante corrida, Lewis Hamilton venceu neste domingo o GP da China, terceira etapa do mundial de F-1 em 2011. O piloto alemão da Red Bull ficou em segundo lugar.



Vettel conquistou a pole position nas três corridas do ano e havia vencido com tranquilidade na Austrália e na Malásia. Desta vez, porém, o alemão teve muitas dificuldades desde o início. Foi ultrapassado logo na largada e caiu para terceiro lugar. Só recuperou a ponta na estratégia da equipe, ao fazer uma parada a menos que os carros da McLaren. No entanto, perto do fim, foi superado por Hamilton.


Mark Webber completou o pódio de forma espetacular. O australiano foi mal na classificação para o grid de largada e começou a corrida apenas na 18ª posição. Jenson Button foi o quarto, e Nico Rosberg terminou em quinto.
Felipe Massa também fez uma boa corrida, com uma estratégia de duas paradas, e chegou a estar na briga por um lugar no pódio. No entanto, com muito desgaste de seus pneus, terminou em sexto, uma posição à frente de seu companheiro de Ferrari, o espanhol Fernando Alonso. Rubens Barrichello, que largou em 15º, fechou a corrida na 13ª posição.
Vettel ainda lidera o campeonato com folga, agora com 68 pontos. Hamilton pulou para o segundo lugar e soma 47, contra 38 de Button e 37 de Webber. Fernando Alonso continua uma posição à frente de Massa, em quinto, com 26, contra 24 do brasileiro.


A quarta etapa do Mundial de F-1 será o GP da Turquia, no dia 8 de maio.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Reajuste do Bolsa Família começa a ser pago amanhã

Bolsa Familia - Brasil



O benefício do Programa Bolsa Família com reajuste médio de 19,4% começa a ser pago amanhã (14). Os valores variam de R$ 32 a R$ 242 mensais. O programa vai beneficiar famílias com renda de até R$ 140 por mês para cada integrante.



 
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social que coordena o programa, todas as famílias beneficiadas terão o crédito reajustado. A intenção do ministério é tornar o programa mais efetivo no combate à extrema pobreza.
A escala de pagamento será iniciada com os usuários que possuem cartão terminado em 1 e encerrará dia 29, com os usuários cujo cartão termine 0. O saque pode ser efetuado em toda a rede da Caixa Econômica Federal.
Para que a família possa receber o benefício é necessário manter o calendário de vacinas em dia, pelo menos até as crianças completarem 7 anos, fazer acompanhamento do crescimento infantil e vigilância nutricional, além de exames pré-natal em gestantes. Também é preciso manter os filhos entre os 6 e os 17 anos na escola com percentuais mínimos de presença.
Outro cuidado necessário é manter o cadastro atualizado. A família que estiver com cadastro desatualizado há mais dois anos, e não buscar atualização, corre o risco de perder o benefício.



Fonte: Agência Brasil



Sesap registra 7.701 notificações de casos de dengue no RN em 2011

Saúde - RN


Dengue se espalha por todo Rio Grande do Norte


A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou nesta quarta-feira (13) o novo boletim epidemiológico com os números da dengue. Os dados são referentes até o dia 9 de abril de 2011.


O número total de casos notificados em todo o Rio Grande do Norte é 7.701, com 69 casos de febre hemorrágica e 1 óbito confirmado.



O município de Natal registrou 1.652 casos e ainda é considerado com incidência média da doença. Os dez municípios que apresentam o maior número de notificações no RN são: Mossoró (1.000 casos notificados), Pau dos Ferros (349), João Câmara (341), Parnamirim (338), Macaíba (248), Nova Cruz (215), São Gonçalo do Amarante (206), Equador (188), Guamaré (153) e Santo Antônio (149).


De acordo com Kristiane Fialho, coordenadora do Programa Estadual de Combate a Dengue, a Sesap dará início, nesta quinta-feira (14) a operação com os carros-fumacê (Ultra Baixo Volume – UBV) nas zonas Leste e Oeste de Natal. A operação será feita em 10 bairros: Petrópolis, Cidade Alta, Alecrim, Quintas, Bairro Nordeste, Bom Pastor, Dix Sept Rosado, Barro Vermelho, Lagoa Seca e Mãe Luiza.


Também está programado o início da operação no município de Parnamirim, que ainda irá definir os bairros para utilização dos carros-fumacê. O Estado possui 20 carros-fumacê, sendo 19 em funcionamento e 1 em manutenção. Desde o mês de janeiro deste ano estes veículos já vem sendo utilizados em alguns municípios do RN para conter o avanço da doença no estado.


* Fonte: Sesap.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Flávio pede demissão em Ielmo Marinho - RN

Saúde - RN


Flávio entrega Gerência de Regulação de Ielmo Marinho



sem concordar com a falta de profissionalismo do Secretário de Saúde e alguns de seus assessores que fazem parte da panelinha que hoje existe na SMS de Ielmo Marinho,Flávio pediu demissão na manhã de hoje do cargo de Gerente de Regulação.







leia na integra a carta entregue ao Secretário de Saúde



Ielmo Marinho-RN, 12 de abril de 2011.

Secretaria Municipal de Saúde

Renuncia ao Cargo de Gerente de Regulação (Assessor e Consultor da SMS)


Senhor Secretário


Comunico a minha renuncia ao cargo de gerente de regulação (assessor e consultor da SMS) cargo que ocupo desde fevereiro do corrente ano. Na oportunidade, informo que às razoes que me levaram a esta decisão são de cunho pessoal e também por condições temporais.

Neste curto período que fiquei a frente deste setor tivemos varias vitorias em pró da população mais carente do município de Ielmo Marinho

• Foi criada a Gerência de Regulação

• Resolvemos 70% da demanda reprimida de exames de alta complexidade

• Humanização no atendimento. Tratei sempre o usuário SUS com atenção e carinho, dando sempre resposta imediata a seu problema de saúde sem olhar para sua cor, raça, religião ou partido político.

• Acabamos com a demanda reprimida de algumas especialidades, foram elas: ortopedia, psiquiatria, urologia, cardiologia, cirurgia pediátrica, gastroenterologista, endocrinologista, entre outras.


Foram tantas conquistas para a população em tão pouco tempo, mais nada das conquistas citadas, foram suficientes para obter a confiança e o respeito do senhor secretário. E assim sendo ratifico minha renuncia ao cargo de gerente de regulação e ao ansejo,apresento meus agradecimentos e desculpas.


Atenciosamente,


Flávio José dos Santos



Ielmo marinho – RN, 12 de abril de 2011
Aos Enfermeiros e Agentes de Saúde



Agradecimento e Despedida




A minha passagem por Ielmo Marinho termina e a vida continua, caminhemos na esperança e na amizade. Hoje e um dia especial, em que tenho a oportunidade de agradecer a todos os que de qualquer maneira contribuíram para o bom desempenho de minhas atividades junto à regulação da SMS deste município de Ielmo Marinho, em especial Enfermeiros e Agentes de Saúde, extensiva a toda Secretaria de Saúde.

Com orgulho de saber que fiz de tudo o que estava a minha disposição para ajudar a todos aqueles que de uma maneira ou de outra, necessitaram dos serviços do setor acima referido, deixo minhas atribuições junto à saúde deste município.

Firmo meu desejo de que todos possam contribuir cada dia mais, para o bem e a possibilidade de maior dignidade daqueles que utilizam o serviço público.


Atenciosamente,



Flávio José dos Santos


sábado, 9 de abril de 2011

Cardiologia

Saúde - Especial Cardiologia


ARRITMIAS


O que é?


As arritmias são alterações do ritmo cardíaco normal.



Nas arritmias, podemos perceber e registrar alterações do ritmo cardíaco ou da freqüência. A freqüência normal dos batimentos cardíacos é de 60 até 100 ciclos, ou batidas, por minuto. Em crianças, esses números costumam ser um pouco mais elevados. Nas alterações de ritmo cardíaco, os batimentos apresentam alterações do tempo que decorre entre um batimento e o outro. Pequenas alterações nesses intervalos podem ser consideradas normais. As alterações do ritmo cardíaco ou das conduções dos estímulos podem ser letais (morte súbita), podem ser sintomáticas (síncopes, tonturas, palpitações) ou podem ser assintomáticas.

 
As arritmias podem ser assintomáticas ou sintomáticas, dependendo da sua intensidade e da situação clínica do portador. Corações enfermos podem tolerar menos bem uma arritmia que seria, provavelmente, assintomática para um coração sadio.


A avaliação de algumas arritmias pode ser feita pelo médico ao realizar um exame clínico. A maneira mais exata de comprovar e registrar uma arritmia é por meios eletrônicos, que vão desde o eletrocardiograma, monitores portáteis, até os equipamentos das Unidades de Tratamento Intensivo. Existem ainda os monitores de telemetria, em que o paciente usa um pequeno registrador unido ao seu corpo que transmite os sinais, via rádio, a monitores centrais. Classificação das arritmias quanto a freqüência cardíaca:


Taquicardia:


É quando o coração de um adulto bate mais de 100 vezes por minuto. Quando isso acontece ao fazer esforços é normal e, decorridos alguns minutos, esse número deve voltar a uma freqüência normal. Quando a taquicardia persiste ou está presente em repouso, pode significar alguma alteração patológica. Convém consultar ao seu médico. Note-se que taquicardia não é sinônimo de ataque cardíaco.


Bradicardia:


É quando o coração bate menos de 60 vezes por minuto. Isso em pessoas em boa forma física até pode ser normal. Com freqüências cardíacas abaixo de 60 por minuto, mesmo que seja uma manifestação transitória, é conveniente que um cardiologista seja consultado.


Classificação das Arritmias quanto às alterações de ritmo



Os batimentos cardíacos são normalmente originados em um foco localizado na aurícula direita, denominado nódulo sinusal. Os estímulos elétricos lá gerados descem até um nódulo localizado na junção das aurículas com os ventrículos. Lá a condução do estímulo sofre um pequeno retardo (para dar tempo que as aurículas se contraiam antes dos ventrículos). De lá o estímulo segue para os ventrículos, através de um sistema condutor que tem dois feixes, um para cada ventrículo, provocando a sua contração, que é denominada sístole. O período de tempo em que o coração não está em contração denomina-se diástole e é o período de repouso do músculo cardíaco.

Os estímulos cardíacos normais são produzidos no nódulo sinusal localizado na aurícula direita e desencadeiam as contrações, batidas, do coração, denominadas de sístoles. Quando esse nódulo não está ativo, por doença, por exemplo, muitas outras células do coração, localizadas em diferentes partes do coração, podem originar estímulos elétricos capazes de desencadear as batidas cardíacas. Esses batimentos originados nessas outras células são denominados de extra-sístoles, que podem ocorrer mesmo estando o nódulo sinusal ativo. As extra-sístoles produzem arritmias que nem sempre são percebidas pelos acometidos.

Podemos ter extra-sístoles originadas nas aurículas, nos ventrículos, bem como nos nódulos sinusal e atrio-ventricular, que podem superar e dominar os estímulos normalmente lá gerados. As extra-sístoles costumam ser seguidas de um período de repouso (diástole) mais prolongado. As extra-sístoles podem ser unifocais ou multifocais, dependendo dos diferentes lugares em que são geradas.

As extra-sístoles nem sempre são indicadoras de doença do coração, porém, se forem percebidas, é conveniente que um cardiologista seja consultado. As extrassistoles costumam acontecer aleatoriamente em relação às sístoles normais. Se mantiverem uma regularidade, se acontecer uma extra-sístole após cada sístole normal chama-se isto de bigeminismo, se elas acontecerem sempre depois de duas sístoles normais, falamos em trigeminismo. Extra-sistoles podem acontecer esporadicamente, considera-se que até dez por minuto nem sempre seja uma manifestação de doença cardíaca.


Fibrilação


Existe a auricular e a ventricular, dependendo de onde se originam os batimentos. A fibrilação auricular é a arritmia crônica mais encontrada. Na auricular os estímulos podem ter uma freqüência de até 600 batimentos por minuto. Desses estímulos somente alguns chegam a provocar contrações dos ventrículos, uma freqüência tão elevada não seria compatível com a sobrevida das pessoas acometidas. Já a fibrilação ventricular é mais grave por só ser tolerada se for de curta duração. O coração não é capaz de manter a circulação eficaz se a freqüência cardíaca for muito elevada. O tratamento é medicamentoso ou por cardioversão.


Flutter auricular


É uma arritmia em que em um foco ectópico das aurículas se origina de 250 a 350 estímulos por minuto, e em que de cada dois ou três, ou quatro estímulos um passa aos ventrículos. O tratamento é medicamentoso ou por cardioversão.


Parada cardíaca


É quando o coração pára de se contrair. Se a parada for de curta duração pode não ser percebida; se for de maior duração pode provocar tonturas, sincope e até morte súbita. Quando o coração pára de bater por alguns minutos, desencadeiam-se alterações nos órgãos mais sensíveis à falta de oxigênio. Desses o mais sensível é o sistema nervoso. Assim pode o coração voltar à atividade, espontaneamente ou por medidas médicas. Contudo, as alterações neurológicas já estabelecidas provavelmente serão irreversíveis.


Palpitações


O sentir dos batimentos cardíacos denomina-se de palpitações. Normalmente o bater do coração não é percebido ou sentido pelas pessoas. Em certas situações de tensão ou de esforço, podemos perceber que o coração “está “batendo” no peito ou no pescoço, o que não significa necessariamente a existência de uma doença.


Do mesmo modo, as extra-sístoles também podem ser notadas ou não pelas pessoas que as apresentam.

A melhor maneira de registrar uma arritmia é através do eletrocardiograma.



ARTERIOESCLEROSE (ou Ateroesclerose)


A ateroesclerose é o depósito no interior das artérias de substâncias gordurosas junto com colesterol, cálcio, produtos de degradação celular e fibrina (material envolvido na coagulação do sangue e formador de coágulos). O local onde esse depósito ocorre chama-se placa.


Arteriosclerose é um termo geral usado para denominar o espessamento e endurecimento das artérias. Parte desse endurecimento é normal e é decorrente do envelhecimento das pessoas.

As placas podem obstruir total ou parcialmente uma artéria, impedindo ou diminuindo a passagem de sangue. Sobre as placas podem se formar coágulos de sangue, denominados de trombos que, ao se soltarem, provocam embolias arteriais. Quando isso acontece no coração, temos o ataque cardíaco ou o infarto do miocárdio; quando no cérebro, provoca a embolia ou a trombose cerebral. Como a doença ocorre em artérias de médio ou grosso calibre, a gravidade, bem como as conseqüências, dependerão do local, mais ou menos nobre do organismo, onde o acidente vascular ocorrer.

A ateroesclerose é uma doença de progressão lenta e que pode se iniciar desde a infância. Em algumas pessoas atinge a maior intensidade de progressão na terceira década e noutras somente depois da quinta ou sexta década.

Sobre as causas do início da ateroesclerose pouco sabemos. Existem quatro teorias que tentam explicar porque a camada mais interna (endotélio) dos vasos é atingida.


A elevação da pressão arterial

A elevação dos níveis de gordura no sangue (Colesterol e triglicerídios)

O fumo. A fumaça do cigarro particularmente agride o endotélio das artérias das pernas, das coronárias e da aorta.

Ação de toxinas de origem infeciosa no endotélio das artérias.


Por só um desses fatores ou pela conjunção de mais de um deles, a camada interna das artérias fica espessada, o que diminui a luz dos vasos atingidos e a oferta de sangue nos territórios irrigados por esses vasos fica reduzida..

Passando pouco sangue, menos do que o necessário para manter a função do órgão irrigado por ele naquele momento, ocorre a isquemia, o que no coração provoca a angina do peito.

Se o bloqueio é total, quando nada de sangue passa, ocorre:


No coração, o infarto do miocárdio,

No cérebro, a trombose cerebral e

Na perna, a claudicação, se for parcial,e até a necrose com gangrena, se for total.


Os fatores desencadeantes da ateroesclerose são os mesmo citados como fatores de risco de doenças cardiovasculares.


Acidente mata motociclista no conjunto Santarém

Acidente de Moto - Natal,RN


A imprudência no trânsito fez mais uma vítima em Natal. Por volta das 9h deste sábado (9), o motociclista José Wilton Rocha, de 32 anos, morreu ao tentar ultrapassar um carro na avenida Pompeia, no conjunto Santarém, Zona Norte da capital potiguar. A violência do acidente provocou a morte instantânea do motociclista.


De acordo com familiares que estavam no local do acidente, José Wilton estaria voltando de uma festa e o destino seria a casa de sua mãe, que fica no fim da avenida Pompeia. No entanto, o motociclista, que supostamente estava sob efeito de álcool, desviou de uma bicicleta que trafegava na via e tentou uma ultrapassagem forçada. Um carro tipo Celta, de cor vermelha e placa MZL-8629, seguia no sentido contrário e colidiu de frente com a motocicleta CG de cor preta de José Wilton.




Antes mesmo que o socorro fosse chamado, José Wilton já havia morrido. Familiares foram ao local para acompanhar o Itep nos procedimentos legais, enquanto o motorista do Celta, sem ferimentos, permaneceu no ponto do acidente até o fim do trabalho dos peritos.



Papa se diz 'desolado' com massacre em escola do Rio

Atentado no Rio - Brasil


..O Papa Bento XVI se disse "desolado" nesta sexta-feira, em uma mensagem de solidariedade às famílias dos doze estudantes mortos a tiros em uma escola por um jovem de 23 anos e a toda a população do Rio de Janeiro, informou o arcebispo do Rio.


"Profundamente desolado por esse dramático atentado contra crianças indefesas (...), o Santo Padre deseja exprimir sua solidariedade e levar seu conforto espiritual às famílias que perderam seus filhos e a toda comunidade escolar", disse o papa nesta mensagem do Vaticano dirigida ao arcebispo do Rio, Monsenhor Orani Joao Tempesta.



 
Nesta sexta-feira, onze alunos ainda estão hospitalizados, entre eles quatro em estado grave. As vítimas mortas ontem em Realengo foram enterradas em três cemitérios da cidade.


O papa fez "votos pela rápida recuperação dos feridos" e "convidou todos os cariocas (...) a dizer não à violência que constitui um caminho sem futuro e a procurar construir uma sociedade fundamentada na justiça e no respeito ao próximo, sobretudo, aos mais fracos e indefesos.




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Médicos paralisam atendimento aos planos

Saúde - RN

Planos de Saúde paralizam atendimento no RN


Os médicos do Rio Grande do Norte credenciados na rede de saúde suplementar vão aderir nesta quinta-feira, 7, ao “Dia Nacional de Paralisação”, como forma de alertar as operadoras dos planos de saúde quanto a necessidade de melhorias contratuais e na prestação de serviços aos usuários. “Nós temos quatro anos que não conseguimos avançar em absolutamente nada”, diz o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), Álvaro Barros.


Presidente da Associação Médica, Álvaro Barros, diz que negociações com planos não avançam


O foco da paralisação no Estado e no país, segundo Barros, tem dois aspectos que considera importantes, primeiro o poder econômico das operadores, “que se organizam como um cartel”, pois os médicos “não podem reivindicar e colocam pra fora os profissionais na hora que eles querem e quando bem entendem”.



Em segundo lugar, denuncia Barros, as operadores realizam “glosas injustificada do faturamento” dos serviços prestados pelos médicos: “Os planos de saúde não pagam com justificativas na maioria das vezes irreais, fazem caixa com o dinheiro de todo mundo”.


Álvaro Barros disse que não tinha como precisar uma comparação entre o que é pago pelas operadores aos médicos no RN em relação a outros estados, mas garantiu que na região Norte e Nordeste “a defasagem é grande comparada a estados mais desenvolvidos”.


Para o presidente da AMRN, é preciso se fazer uma redistribuição econômica e reavaliar o poder econômico das operadoras, tendo em vista que a diferença entre os percentuais de reajustas do que é pago às operadoras pelos usuários e o que é repassado de honorários e procedimentos médicos é bem inferior. Por isso, explicou Barros, diversas entidades médicas estiveram ontem de manhã, no Ministério Público, pedindo apoio ao promotor de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres Filhom, para intermediar uma futura negociação de contratos com os planos de saúde. “O promotor considerou legitima a paralisação e nós deveremos ter uma pauta de negociação mediadas com a presença do Ministerio Publico até do Poder Judiciario”, acrescentou ele, para alertar que outra característica das operadoras “é fazerem acordos que não cumprem”.


Barros explicou que da parte dos médicos, os consumidores não tem tido prejuízo nenhum, mas lembra que as operadoras estão comercializando planos, por exemplo, com mensalidades variáveis a partir de R$ 38,00 e R$ 40,00: “Como é que vão poder cobrir uma assistência em medicina com os avanços dos tratamentos que temos hoje, é preciso que se repense isso”.


“Não estou generalizando, tem exceções, mas essa é a prática dos planos de saúde, botam os pacientes para andar e restringem absolutamente tudo”, conclui Barros.


Programação


Durante a paralisação de advertência de amanhã, os médicos não realizarão consultas e outros procedimentos eletivos objeto de contratos com todos os convênios de seguro saúde. No entanto, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira, disse que para os usuários não terem prejuízo, os pacientes previamente agendados terão seus compromissos remarcados e os casos de urgência e emergência serão devidamente tratados.


A paralisaçã começa às 8 horas de amanhã, com panfletagem me carros de som na Praça 7 de Setembro, em frente a Assembléia Legislativa, onde, às 10 horas, ocorrerá uma audiência pública. À tarde, os médicos visitarão hospitais e clínicas, para verificar o andamento da paralisação. Às 19 horas, na Associação Médica, avaliam os próximos passos do movimento.


Ministério Público vai intermediar


O promotor de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres Filho, disse não ser papel de sua promotoria intermediar negociação profissional - “mas como temos feito isso outras vezes” -, ele terminou afirmando que vai trabalhar na perspectiva de um eventual acordo entre os médicos e os planos de saúde, porque no meio disse tudo está o consumidor, “que poderá ser o mais prejudicado”.


Peres Filho informou que os médicos ficaram de enviar até a próxima segunda-feira, dia 11, a documentação necessária sobra as questões levantadas pela categoria, que estima em R$ 60,00 o valor mínimo a ser pago por cada consulta.


O movimento dos médicos aponta como meta o honorário de R$ 80,00 por consulta, além do reajuste dos demais procedimentos.


Consultas


Atualmente, a maioria dos planos de saúde paga entre R$ 25,00 e R$ 40,00 por consulta. Esses valores mudam de região para região e simbolizam a indiferença dos planos para com os profissionais que respondem pela saúde da população.


O promotor disse que, “pelo preço da fatura que foi passada” pelos médicos, paga-se de R$ 7,0 a R$ 8,00 a um médico que põe um gesso no braço fraturado de uma pessoa.


“Nós vamos instaurar um plano de negociação para evitar a paralisação total ou o desligamento dos médicos dos planos de saúde”, disse Peres Filho, a fim de que o usuário dos planos de saúde não termine sendo o principal prejudicado com o problema.


Exames de Alta Complexidade 2

Saúde - RN

Pagamento Efetuado

Depois de 06 dias fora do ar por falta de pagamento,o programa SIGUS que cadastra os pedidos (apac´s)de exames de alta complexidade de todas as cidades do Rio Grande do Norte voltou ao seu funcionamento normal nesta terça feira.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Exames de Alta Complexidade

Saúde - RN


SISTEMA EM MANUTENÇÃO ADMINISTRATIVA

Esta e a mensagem que aparece na tela do computador de todas as Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte quanto tentam requisitar um exame de alta complexidade
Senhora Governadora pague aos operadores do sistema para que a população volte a ter acesso aos exames de que tanto precisam.

Centro Clínico da Ribeira acumula problemas de infraestrutura

Saúde - RN

Sara Vasconcelos - Repórter




Problemas de infraestrutura e falta de medicamentos comprometem o atendimento no Centro Clínico José Carlos Passos, na Ribeira. Mofo e infiltração é visto em boa parte dos consultórios, sobretudo nos odontológicos.

Além dos problenmas estruturais, Centro Clínico também sofre com falta de medicamentos

O prédio abriga os serviços do Centro Odontológico Morton Mariz, desde que a unidade foi interditada há dois anos. Nos consultórios, além da escassez de alguns materiais como máscara e luvas, o mofo e a fiação exposta é um ponto questionável no atendimento.

“Se fosse um consultório particular a Covisa já tinha interditado por falta de condições sanitárias, mas como é da Prefeitura a gente tem que trabalhar aqui”, denuncia um dentista que preferiu não se identificar.



A parte anterior do prédio, onde funcionava diversos serviços está há cerca de quatro meses interditada pela Covisa, devido ao risco de desabamento. O madeiramento está corroído pelo cupim. Com o fechamento, a sede do Distrito Leste, setor de acolhimento da Policlínica, Programa de Saúde mental, farmácia e arquivo foram improvisados em outras salas.


Pacientes do serviço de saúde mental e de outras unidades padecem há quase dois meses em busca de medicamentos, isto porque a farmácia está desabastecida de medicamentos psicotrópicos. Da lista colada na parede da farmácia mais de 50% ostentam um "F" de falta.


“Venho aqui há dois meses e não consigo receber remédios para depressão”, disse a dona de casa Francisca Pereira de Oliveira. “É o mesmo tempo que não recebo os de osteoporose”, acrescenta a aposentada Expedita Maria da Costa.