domingo, 14 de agosto de 2011

América perde jogo para o Guarany e invencibilidade na Série C

Campeonato Brasileiro - Série C


O time rubro foi derrotado por 3 a zero, mas segue na liderança que deve começar a ser ameaçada no Grupo B da primeira fase.


 
O América perdeu a invencibilidade na Série C em Sobral - o time rubro foi derrotado pelo Guarany-CE , 3 a zero, partida disputada neste sábado no Estádio do Junco, em Sobral. Com a derrota, o rubro potiguar perde os 100% de aproveitamento, mas continua líder do seu grupo.

 
O time da casa abriu o marcador - aos 9 minutos de partida, de fora da área, Isaac fintou pela direita, Fabiano defendeu, Eliomar aproveitou o rebote e não deu chance de nova defesa ao goleiro americano. Guarany, 1 a zero.


Aos 18, Isaac recebeu entre os zagueiros e chutou de bico na saída do goleiro. Guarany 2 a zero.


No segundo tempo, o time da casa ampliou. Aos 36, Ângelo cruzou na linha de fundo para Clodoaldo, que recebeu na área e deu um toque por cima, "limpando" de vez da zaga e tirando o goleiro do lance - Guarany 3 a zero.


Apesar da derrota, o América segue na liderança do Grupo B com 9 pontos - mas uma liderança que deve começa a ser ameaçada por se tornar "alcançável": o Guarany agora é o segundo colocado com 6 pontos, mesma pontuação do CRB (agora em terceiro e que folga na rodada), e existe a possibilidade de Fortaleza ou Campinense "engrossarem" a lista (os dois se enfrentam neste domingo, 14). Para complicar, o próximo compromisso do América é justamente contra o CRB - e os potiguares não vão contar com Luizão e Ivan Gonzalez, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.


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'Gostaria muito de ter o apoio do PMDB'

Politica - Natal - RN


Anna Ruth Dantas - -Repórter da Tribuna do Norte




Presidente estadual do PDT, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo anuncia que é pré-candidato a prefeito da capital potiguar, mas o discurso e as articulações políticas mostram que ele trabalha já como candidato. Como líder do PDT, confirma que o partido expulsará seis prefeitos que não apoiaram a candidatura dele ao Governo; como pré-candidato a prefeito de Natal, destaca que "deseja muito" contar com o apoio do PMDB; como ex-prefeito, enaltece o trabalho realizado; e como postulante a retornar ao Palácio Felipe Camarão, elege a atual prefeita Micarla de Sousa como sua principal adversária. "Ela é desprovida de preparo para o exercício da função. É despreparada e a consequência disso é Natal estar vivendo a pior administração que se tem notícia nos últimos 50 anos", comenta.Carlos Eduardo é cauteloso ao falar sobre possíveis conversas com o DEM e o PSDB, partidos da base de oposição ao governo federal. Prefere aguardar pela orientação do diretório nacional do PDT. Quando fala de possível apoio do PSB, que tem a ex-governadora Wilma de Faria como pré-candidata a prefeita, e do PT, que tem como candidato o deputado Fernando Mineiro, o pedetista demonstra prudência, mas não esconde o desejo de unir PSB e PT em torno da sua candidatura. Durante toda essa entrevista não houve um só momento em que Carlos Eduardo tenha falado em possibilidade de não ser candidato a prefeito. Pergunto sobre o que pode inviabilizar a sua candidatura, ele é direto na resposta: "Só o processo vai dizer". Mas já dá o recado: "Não contamos com o pessimismo, não contamos com outra alternativa que não seja a gente transformar a pré-candidatura em candidatura". Sobre o pleito 2012, alianças, punição aos filiados do PDT infiéis e a disputa ao Palácio Felipe Camarão, Carlos Eduardo concedeu a seguinte entrevista à TRIBUNA DO NORTE.


O que o senhor, como presidente estadual do PDT, fará com os detentores de mandato que não lhe apoiaram no pleito ao Governo (em 2010)?


 
Na campanha (de 2010) nós não contamos com o apoio de seis prefeitos do PDT. Dos sete prefeitos do PDT, só tivemos o apoio do prefeito de Parnamirim (Maurício Marques). Os demais aderiram a Rosalba (Rosalba Ciarlini, do DEM) ou a Iberê (Iberê Ferreira, do PSB). Em muitos municípios, cujo levantamento o partido está fazendo, que não apoiaram o candidato a governador e os candidatos que o partido apoiou na chapa majoritária, nós estamos, realmente, fazendo uma intimação para que essas pessoas se retirem da legenda. O objetivo do PDT é fazer essa reestruturação, não pretende ser um partido de quantidade, mas de qualidade. Um partido, por exemplo, onde tenha pessoas com mais consciência política, com espírito público, gente que esteja interessada em fazer parte de um partido, participar das suas decisões e acompanhar a legenda. Dos sete prefeitos, os seis vão sair. Já dispensamos o de Montanhas, Tibau do Sul, o de Jardim de Piranhas, o de José da Penha e estamos em processo de dispensa do prefeito de Barcelona.


O PDT vai requerer esses mandatos?

 
Nós não vamos requerer. Vamos apenas pedir para que eles saiam.


O senhor não teme, com isso, enfraquecer o PDT. O partido poderá chegar a 2012 com as bases fragilizadas?

 
Mas de que adianta ter sete prefeitos e contar só com um. Veja que o PDT teve chapa pura e mesmo assim os outros prefeitos não acompanharam o partido. Onde nós chegamos nos municípios deles, eles se retiravam logo cedo para não esperar o candidato a governador e a chapa majoritária. É melhor ter um partido pequeno, mas mais homogêneo, de pessoas que tenham mais consciência política, que façam adesão consciente ao partido. Vamos democratizar o partido. Nossas decisões não serão de cima para baixo. Teremos a prática de reunir, discutir, ajudando a criar uma cultura partidária e fazer com que essas pessoas saibam que na agremiação a maioria decidindo, a minoria tem que seguir.


Falando agora sobre o pleito 2012, nesse momento Carlos Eduardo é candidato a prefeito de Natal?


Eu sou pré-candidato. Naturalmente, estamos em 2011 e não vamos resolver a eleição de 2012 em 2011. Esse é o momento em que nós estamos reorganizando, reestruturando o partido, fazendo novas filiações, organizando internamente o partido, fazendo crescer e o ano que vem é o ano próprio das eleições, de definição das alianças e nós, certamente, vamos buscar transformar a pré-candidatura numa candidatura. O que nos anima até o momento é chegar em qualquer parte de Natal e encontrar sempre manifestações de convocação, de apelo para que a gente volte para Prefeitura de Natal.


O que pode viabilizar sua candidatura a prefeito?

 
Nesse momento de pré-candidatura analisamos as dificuldades, mas, por outro lado, vemos com bastante otimismo porque enquanto houver apoio popular, não só no que encontramos na cidade, mas em seis ou sete pesquisas já divulgadas que nos colocam em situação de primeiro lugar absoluto. Não contamos com o pessimismo, não contamos com outra alternativa que não seja a gente possa transformar a pré-candidatura em candidatura.


E o que pode inviabilizar a sua candidatura?


Só o processo vai dizer. Não adianta eu lhe responder uma situação que vai acontecer ano que vem, quando a gente ainda está praticamente no meio do ano e isso significa dizer a mais de um ano da convenção.


Uma recente aliada sua foi a ex-governadora Wilma de Faria, com quem o senhor esteve em 2008. Há possibilidade dos senhores estarem juntos em 2012?

 
Nós temos uma orientação do diretório nacional do PDT que indica que as nossas alianças para as eleições do ano que vem tenham como prioridade partidos que estão na base aliada de sustentação do Governo Federal. Naturalmente, a gente tem que respeitar as decisões de todos os partidos. É legítimo que todo partido queira lançar candidatura própria e dessa forma chegar ao governo e fazer valer suas ideias. Com relação à governadora Wilma ela é da base aliada. Eu posso dizer que tenho diálogo com ela, embora não tenha conversado com ela há algum tempo. Mas tenho diálogo. Acho que, naturalmente, mesmo respeitando a legitimidade de candidaturas próprias e sobretudo o PSB que tem representatividade política para tanto, acho que se pode conversar, dialogar. Isso faz parte do processo eleitoral. Ou seja, as alianças e a escolha do vice-prefeito.


Seria um espaço a abrir para o PSB, o espaço de vice-prefeito?


Veja, eu não posso me antecipar a isso. Não posso especular isso. É contraproducente você fazer qualquer proposta no período que estamos vivendo, tão distante ainda até das convenções.


E o PT? O partido é da base, mas tem candidato próprio, que é o deputado estadual Fernando Mineiro. Então o caminho de 2012 é cada um lançar um candidato?


Tudo pode acontecer até porque, repito, é legítimo, a lei permite. Então é natural que se não houver uma convergência que cada partido lance suas próprias candidaturas e essas alianças fiquem adiadas para o segundo turno.


Mas isso não enfraquece?


É uma situação para ser discutida em momento próprio. E esse momento é em 2012.


O deputado federal Rogério Marinho (PSDB), pré-candidato a prefeito de Natal, afirmou, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, que o senhor é o responsável pela administração da prefeita Micarla de Sousa. Como o senhor avalia essa afirmação?


Essa é o tipo da afirmação que representa uma agressão a inteligência alheia. Eu tenho certeza de que só o próprio suplente de deputado Rogério Marinho acredita na sua própria mentira. É tão ridículo que não vou nem mais comentar.


Com relação à gestão Micarla de Sousa, chega com um desgaste ao terceiro ano. Onde foi que a prefeita errou?


Micarla foi minha vice, mas foi escolhida por um conjunto de partidos e lideranças políticas dentro da nossa coligação, a qual ela fazia parte ainda no PP. Dessa forma, não foi uma escolha pessoal do prefeito, foi dos partidos aliados, com a concordância do partido ao qual eu pertencia. Ganhamos a campanha no segundo turno. A minha convivência com Micarla só demorou os primeiros três meses da minha administração (de 2008), quando aí verifiquei que nós éramos incompatíveis, na forma de fazer política, na visão administrativa e foi por isso que houve o afastamento. Eu sabia, em 2008, pelo que conheci, que ela era despreparada para exercer a Prefeitura de Natal. Eu tinha essa forte impressão que se consumou quando ela ganhou a eleição e veio o seu governo. Então, ela é desprovida de preparo para o exercício da função. Ela é despreparada e a consequência disso é Natal estar vivendo a pior administração que se tem notícia nos últimos 50 anos.


2012 será o "tira-teima" entre Carlos Eduardo e Micarla de Sousa? Os senhores irão se enfrentar pela primeira vez.

 
Essa é uma previsão que está dentro do cenário político. Até porque ela é a minha principal adversária. Ela assumiu a prefeitura e patrocinou uma perseguição implacável, e persegue até hoje, nossa administração. Ela e seus auxiliares através da mentira, de falsas informações. Ela não teve pejo de tentar através disso me incompatibilizar com o povo de Natal. Apesar disso, o que encontro nas ruas de Natal são apelos e manifestações de convocação para que eu volte para prefeitura e as pesquisas mostram isso. Acho que a administração dela é desastrosa. Se ela pensa diferente do que estamos dizendo que ela se candidate, participe.


O senhor vai para a disputa em 2012 sem o Governo do Estado, já que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não é sua aliada, sem a Prefeitura do Natal, já que é adversário de Micarla de Sousa. Isso não torna o cenário muito adverso?

 
Veja bem, é muito difícil a gente se projetar no mês de agosto para eleição que terá convenção em junho do ano que vem. Tudo que se colocar é hipótese. É muito difícil falar por hipótese. Porém, quem vai dizer realmente isso, qual a nossa coligação ou se não teremos condição de nos coligar, como vamos para a convenção, se transformamos a pré-candidatura em candidatura, é o processo.


Como estão suas conversas com o PMDB?

 
Este ano eu creio que os partidos todos estão voltados para o fortalecimento interno das suas estruturas partidárias, até como estratégia que pode naturalmente vingar. Todos estão com pré-candidatura e faz parte. Tem havido conversa, eu tenho conversado, mas são ainda conversas informais. Conversas de análise do quadro político, possibilidades de aliança, mas não passa disso. Dessa forma já conversei com Garibaldi, com Fátima, com Wilma de Faria (PSB), com Antenor Roberto (PC do B). Enfim, é o que pode acontecer nesse momento, conversas, nada de definitivo.


Essas conversas de 2012 poderão já fechar acordo para 2014?


Não tem acordo nem para 2012 e muito menos para 2014. Essas conversas têm tratado da possibilidade de aliança, mas só serão confirmadas ou não ano que vem.


O senhor tem conversado com o DEM?

 
Não conversei nem com o DEM e nem com o PSDB, desses partidos que têm a maior representatividade política e eleitoral no cenário nacional e aqui.


Eles (DEM e PSDB) estariam fora do seu possível arco de aliança?


Toda eleição o diretório nacional, reunindo diretórios estaduais e municipais, tiram posição de orientação de alianças. Suponho que será uma orientação semelhante a de 2010, dá prioridade a partidos da base aliada. Mas eu não sei se haverá fechamento de questão para que sejam só partidos da base aliada. Essa é uma decisão que o partido já anunciou que vai tomar ainda nesse ano de 2011.


O senhor, como líder do PDT, defende aliança apenas com partidos da base ou alianças com qualquer partido?


Defendo a prioridade com os partidos da base aliada, mas não defendo questão fechada.


Houve alguns comentários que o senhor poderia deixar o PDT. O que há de verdade nessa história?


Nosso país vive um estado puro de eleição. Nós precisamos de uma reforma política e entre todas iniciativas para que a gente possa melhorar o processo político e a representação política, acredito que esteja também um distanciamento de uma eleição para outra. O que acontece é que acaba uma eleição começa outra. E aí nós vivemos esse lado que não é tão positivo, de que pela proximidade de uma eleição da outra, a gente vê avultar mais nomes de candidaturas do que mesmo os problemas que precisam ser discutidos. Isso é que é relevante e perde espaço por essa proximidade, onde a gente fica permanentemente na discussão política de quem vai mudar de partido, ser vice, de quem vai se aliar. Acho que a política perde o interesse da sociedade que não aguenta tanta política como se faz no Brasil. A reforma política é prioridade para o Brasil dentro todas as reformas, precisamos distanciar uma eleição para outra.


A proximidade familiar que há entre o senhor, o deputado federal Henrique Eduardo Alves e o ministro Garibaldi Filho poderá levar o PMDB a lhe apoiar em 2012?


A política ela tem outros valores. A questão familiar ela pode, por uma questão de afinidade, aproximar. Mas a política tem outros valores. Acredito que a minha candidatura se coloca muito mais na experiência exitosa que tivemos como administrador de Natal, quando administramos sem desvio ético, colocando o interesse da cidade acima de todo e qualquer outro interesse, quando no provimento dos cargos o fizemos com pessoas com o perfil para o exercício da função e dessa forma administramos em sintonia com os princípios de eficiência. A nossa administração teve organização, gestão, teve planejamento e seriedade. Foi por isso que encontramos uma prefeitura que investia R$ 30 milhões ao ano e entregamos uma prefeitura que investia de recursos próprios da receita R$ 138 milhões ao ano. Ou seja, chegamos a 14% da receita. Por isso que foi possível resolver tantos problemas da cidade. O aterro sanitário, a coleta seletiva de forma pioneira em Natal, conservar 130 hectares no coração da cidade com o Parque da Cidade dom Nivaldo Monte, construímos 28 escolas, um centro de capacitação que era sonho de 20 anos do magistério. Levamos a efeito a construção de 3 mil unidades habitacionais, urbanizamos seis favelas, enfrentamos e vencemos o problema de Capim Macio, de Nossa Senhora da Apresentação, o fim da enchente na zona Norte com o canal José Sarney. Temos uma referência para o povo de Natal. Nossa maior referência é a postura na política e a administração aprovada.


Mas o senhor acredita que poderá viabilizar o apoio do PMDB para a sua candidatura?


Eu gostaria muito de ter o apoio do PMDB se vier a ser candidato. Se vier a confirmar minha candidatura eu desejo muito e vou lutar para ter o apoio do PMDB. Claro que respeito a candidatura do deputado Hermano Morais (PMDB), mas desejo o apoio do PMDB.


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Walter Alves descarta candidatura a prefeito de Natal

Politica - Natal - RN


Deputado defende candidatura própria do PMDB, mas exclui seu nome da disputa e defende Hermano Morais como alternativa para encabeçar chapa.


 
O deputado estadual Walter Alves defendeu que o PMDB deve apresentar candidatura própria à Prefeitura de Natal em 2012, mas assegurou não ter intenção de disputar a sucessão da prefeita Micarla de Sousa (PV).



“Defendo a candidatura própria do PMDB, mas não sou candidato. Minha meta é fazer um bom trabalho como deputado estadual. Eu acho que o partido tem condições de disputar e vencer a eleição”, declarou.


Para Walter, seu colega deputado estadual Hermano Morais reúne as credenciais necessárias para representar o partido no pleito de 2012 em Natal. “Hermano, sem dúvida, é um bom nome. Ele foi vereador e, agora, é deputado. É um dos melhores quadros do nosso partido e acredito que poderia nos representar bem na eleição”.

 
Mesmo elogiando o nome de Hermano, Walter Alves ponderou que, antes de definir o candidato, o partido precisa construir um projeto viável, capaz de aglutinar outras forças políticas (leia-se partidos) para o palanque do PMDB.


Questionado se essas “outras forças” incluiriam o DEM da governadora Rosalba Ciarlini e do senador José Agripino Maia, Walter saiu pela tangente, dizendo que o partido ainda não estava discutindo a formação de alianças.


Num almoço em Brasília, ontem, líderes do PMDB e do DEM deram a largada para um acordo entre as duas legendas com vistas à eleição de 2012 em Natal. À mesa, os peemedebistas Garibaldi Alves Filho (ministro da Previdência), Henrique Alves (líder do partido na Câmara) e os democratas José Agripino Maia (senador e presidente nacional da legenda) e Carlos Augusto Rosado (marido da governadora Rosalba Ciarlini) acertaram os termos do pacto: cada sigla lançará candidato próprio na capital potiguar e, num eventual segundo turno, haveria uma "convergência" em torno daquele que avançar na disputa.


O almoço confirma as notícias veiculadas pela imprensa nacional sobre a negociação entre as legendas para as eleições em pelo menos três capitais - São Paulo, Salvador e Natal. Embora tenham combinado que a união se dará somente no segundo turno na capital do RN, a estratégia pode ser revista e, assim, os peemedebistas poderiam indicar o vice na chapa encabeçada pelos democratas - possivelmente com a candidatura do deputado federal Felipe Maia.


Walter Alves descartou, ainda, a possibilidade de ser vice de Felipe Maia, como vem sendo cogitado nos meios políticos natalenses. “Nem prefeito nem vice”, declarou, acrescentando que não acredita na tese do PMDB indicar o vice do DEM.


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Posto de saúde não tem material nem para curativos

Saúde - Natal - RN


Ricardo Araújo - Reporte da Tribuna do Norte




"Por falta de material não estamos realizando curativo ou retirada de pontos". O aviso fixado em um dos consultórios da Policlínica Oeste, na Cidade da Esperança, resume a situação na qual se encontra a unidade atualmente. Sem medicamentos, a população se vê sem saída para curar doenças que, em princípio são consideradas simples mas, sem procedimento adequado, podem evoluir para um quadro mais grave. Além disso, manter um tratamento psiquiátrico é quase impossível, pois faltam remédios controlados em quase todas as unidades do Município, incluindo os Centros de Apoio Psicossocial.
 
 
A crise no abastecimento, vai além da Policlínica Oeste. No Pronto-Socorro Infantil Sandra Celeste, na manhã de ontem, a farmácia não dispunha de paracetamol, dipirona nem nistatina. Este último utilizado para tratamento de candidíase oral. Todos os medicamentos listados, foram receitados a Alysson Matheus, de um ano e sete meses. "Meu filho está com inflamação na gargante e com sapinho na língua. Eu levei ele no Sandra Celeste. Ele foi atendido pela pediatra mas os remédios que ela passou não tem nenhum lá", lamentava Jeane Dantas da Silva, mãe da criança. Ela foi à Policlínica Oeste na esperança de que receberia os medicamentos na farmácia da unidade, mas foi surpreendida quando informada da falta dos remédios.

Além de Jeane, somente durante quinze minutos, mais quatro pacientes que foram em busca de medicamentos saíram de mãos vazias. Uma delas foi a dona de casa Maria de Lourdes Lima Silva. Ela e mais três irmãos são dependentes de remédios controlados. "Faz quatro meses que a gente não recebe o diazepan. Faz muito tempo que eu procuro e nunca tem nessa farmácia".


A crise na Policlínica Oeste não se resume, entretanto, somente à falta de medicamentos. Segundo informações de funcionários que pediram sigilo de identidade, faltam produtos para realização de curativos e retirada de pontos. O diretor da unidade, Eleázaro Damião de Carvalho, reconhece o desabastecimento. "Eu procurei o Departamento de Logística e Suporte e disseram que aguarde".


Através da assessoria, a secretária municipal de Saúde, Maria do Perpétuo Socorro Nogueira, esclareceu: "Na verdade, existem alguns itens em falta. Mas não é uma falta generalizada". Segundo a assessoria, os produtos de uso médico-hospitalar foram adquiridos e estão sendo aguardados para distribuição.


Contrato de terceirizados se encerra hoje


Os profissionais da área de saúde (enfermeiros e auxiliares) que foram contratados pelo Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI) para trabalharem no Centro de Hidratação montado ao lado da Policlínica Oeste, na Cidade da Esperança, terão seus contratos vencidos hoje. Com a suspensão do contrato com o Instituto, a Prefeitura de Natal assumiu a responsabilidade pelos profissionais, seguindo recomendação do Ministério Público.


Ontem, somente uma das enfermeiras que realizavam atendimento no local falou com a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE. Sem se identificar, ela afirmou que tudo permanece sem esclarecimento. Segundo ela, a Secretaria Municipal de Saúde não tinha enviado nenhum comunicado à equipe médica até o início da tarde de ontem. "Está todo mundo preocupado. Ninguém sabe o que vai acontecer", disse a enfermeira.


Explicações


A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para esclarecer como ficará a situação dos terceirizados, mas a secretária e o responsável pelas finanças da Secretaria, estavam em reunião e não retornaram às tentativas de contato telefônico.


Os médicos que atendem no antigo Centro de Hidratação, são contratados através da Cooperativa do Médicos (Coopmed) num contrato global que a Coopmed tem com a Prefeitura de Natal e não se encaixam na situação dos demais profissionais.


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Revisão cadastral do Bolsa Família prossegue até 31 de outubro

Bolsa Familia - RN


Devem atender a convocação famílias cujos cadastros estejam desatualizados há mais de 2 (dois) anos, sob pena de perder o benefício.


 
Os beneficiários do Bolsa Família, em Natal, que estão com o cadastro desatualizado há 2 anos devem comparecer aos postos de atendimento da Secretaria Municipal de Assistência Social para regularizar a situação. O prazo encerra em 31 de outubro.


A secretaria estima que 27.416 famílias estão nesta situação, e aquelas que não atenderem ao chamado podem perder o benefício por causa da falta de informações.


Para atualizar os dados no cadastro único é necessário comparecer ao prédio do Programa Bolsa Família/Cadastro Único, localizado na Avenida Bernardo Vieira, nº 570 – Quintas (em frente ao Vale do Pará), ou na Rua Pacatuba nº 2052 - Igapó (ao lado do Atacadão).


Os beneficiados deverão apresentar os seguintes documentos para atualizar o cadastro: identidade, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência – todos originais. Das crianças de até seis anos apresentar é necessária a certidão de nascimento original. Para as crianças maiores de seis anos, além da certidão, é preciso ainda apresentar a declaração escolar.

 
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Usuários compram agulhas para abastecer posto do Cidade Satélite

Saúde - Natal - RN


Em busca de atendimento médico para a filha de 14 anos, o comerciário Rubens Dantas foi ao posto de saúde de Cidade Satélite, na manhã desta quinta-feira (11), mas se deparou com situação corriqueira às unidades de saúde municipais: o desabastecimento. Faltava, além de medicamentos, seringas e agulhas para ministrar a medicação prescrita pelo médico de plantão. Os pacientes, então, fizeram uma "vaquinha" e decidiram comprar e doar 55 quites de seringas e agulhas para garantir alguns atendimentos na unidade.



A filha de Rubens foi ao pronto socorro de Cidade Satélite em busca de atendimento em função de uma tosse que perdura há mais de uma semana. Na farmácia da unidade, veio a informação que estava faltando material, apesar dos pedidos feitos à Secretaria de Saúde Municipal (SMS). Ana Lúcia Cavalcanti também contribuiu para a aquisição dos insumos necessários ao atendimento do irmão de 34 anos, que buscou atendimento devido uma infecção intestinal.


No posto de saúde, os pacientes ou acompanhantes relatam que não são raras as vezes que, naquela unidade, servidores compram algum medicamento ou material ambulatorial para garantir algum atendimento aos pacientes que chegam muitas vezes oriundos de outros postos de saúde da rede municipal.


Em reportagem publicada na edição de hoje da TRIBUNA DO NORTE, abordagem semelhante sobre a falta de medicamentos mostra a suspensão de alguns procedimentos na Policlínica Oeste, em Cidade da Esperança, por falta de material.


O diretor do Departamento de Logística e Suporte Imediato aos Serviços de Saúde, Magno Carvalho de Aquino, afirma que a unidades de saúde municipais têm sido abastecidas. "O que pode acontecer é os usuários chegarem às unidades no dia em que o material foi solicitado, sem que nós tivéssemos tempo hábil para o abastecimento", explicou Magno Carvalho.


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Homenagens à memória do líder da Esperança

Politica - RN


A passagem dos 90 anos do nascimento de Aluízio Alves é comemorada, hoje, em três ocasiões distintas, a mais tradicional delas com uma missa em ação de graças na Igreja de Nossa Senhora da Esperança. A celebração, que ocorrerá a partir das 19 horas, é realizada desde a inauguração, nos anos 60, daquele que é considerado o primeiro conjunto residencial da América Latina, fundado na  gestão de Aluízio Alves como governador do Estado (1961/1966).


Mesmo depois da morte de Aluízio Alves, ocorrida em 6 de maio de 2006, a família e os amigos nunca deixaram de comparecer à missa em ação de graças, presidida pelo pároco da Cidade da Esperança, padre Agustín Calatayud Salon.


Por ocasião da cerimônia religiosa, também serão distribuídos aos fiéis, aos amigos e parentes e para a comunidade local, pelo menos 500 exemplares da revista "Revivendo Aluízio Alves - A luta da esperança", que foi idealizada e coordenada pelo empresário Aluízio Alves Filho.


"Resolvemos presentear o povo com essa revista, para que ele fique mais a par da história de Aluízio Alves. Essa história foi acompanhada por suas obras, pelos seus discursos e pelo seu jornal, mas a partir de agora, o povo tem um documento que pode guardar, para sempre, e destaca a trajetória de Aluízio Alves", afirmou ele.


Pela manhã, antes da missa, será feita outra homenagem pelos 90 anos de nascimento de Aluízio Alves, em Angicos, terra natal do falecido ex-deputado federal, ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Norte, com a reinauguração da agência local do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), inclusive com a distribuição de 200 exemplares da revista.


O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, entrega a agência reformada com o nome de Aluízio Alves aos moradores de Angicos. A agência estará equipa para também realizar o atendimento previdenciário aos segurados dos municípios de Lajes, Afonso Bezerra, Caiçara do Rio do Vento, Fernando Pedroza, Pedra Preta, Pedro Avelino e Santana do Matos, todos localizados na região do Sertão/Central do Rio Grande do Norte.


A Agência de Previdência Social (APS) de Angicos é responsável pelo pagamento mensal de 10,7 mil benefícios, injetando na economia do Estado R$ 5,3 milhões. A Previdência Social investiu R$ 1.067.135,09 na modernização da agência, para que o segurado seja atendido com mais rapidez e comodidade.


Para o ministro Garibaldi Filho, o dia 11 de agosto "tem um significado muito especial", mas a homenagem ao tio é importante, porque foi Aluízio Alves, como deputado federal constituinte de 1947, o autor da Lei Orgânica da Previdência Social.


"Ele chamou para si a responsabilidade de criar uma lei específica para o setor", disse o ministro em artigo publicado na TRIBUNA DO NORTE de domingo, dia 7 de agosto.


O ministro destacou também que, na época, Aluízio Alves "percebeu a necessidade de se aperfeiçoar a previdência no Brasil, que era centrada em centenas de dispositivos legais e em grande número de instituições".


A agência de Angicos será a segunda a ser inaugurada por Garibaldo Filho no Rio Grande do Norte. Em 2 de abril ele havia entregue a agência de Touros, no litoral norte do Estado, mas até 2014 o ministro pretende inaugurar mais dez agências do INSS no Rio Grande do Norte.


"Angicos até já tinha sua agência, mas suas condições não eram da melhores, diante da situação, construiu-se no mesmo endereço da agência antiga um prédio novo", informou o ministro da Previdência Social.


Trajetória de liderança e empreendedorismo


O jornalista e ex-ministro Aluízio Alves era o quinto filho do casal Manoel Alves Filho (1894-1986) e a dona-de-casa Maria Fernandes Alves (1891-1975). Ele nasceu em Angicos no dia 11 de agosto de 1921. Aluízio Alves conquistou o primeiro mandato nas eleições de 1945, quando foi eleito para a Assembleia Nacional Constituinte, como o mais jovem deputado, então com 24 anos.

 
 
Após a promulgação da Constituição de 1946, o então deputado federal Aluízio Alves foi designado para ser o relator de 86 projetos que modificavam o sistema da Previdência Social. Diante da tarefa, ele decidiu elaborar uma lei orgânica que pretendia corrigir os erros identificados e aproveitar o que havia de melhor sobre o assunto no mundo.




Em outubro de 1950 Aluízio Alves reelegeu-se deputado federal, sempre na legenda da UDN. Durante essa nova legislatura, estacou-se pelo estudo que realizou sobre o mais grave problema a atingir o Nordeste.


Em janeiro de 1958, tornou-se vice-líder da UDN e da minoria na Câmara dos Deputados. Candidato a mais uma reeleição, Aluízio Alves obteve a maior votação do Estado no pleito de outubro de 1958, conseguindo mais de 23 mil votos.


Na mesma data em que Jânio Quadros elegeu-se presidente, no dia 3 de outubro de 1960, derrotando o marechal Henrique Lott, lançado pelo Partido Social Democrático - PSD e pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, Aluízio Alves elegeu-se governador do Rio Grande do Norte, com apoio da coligação formada pelo PSD-PTB, derrotando o advogado Djalma Marinho.


Em janeiro de 1961, renunciou ao mandato de deputado, tomando posse como governador no dia 31 do mesmo mês. A campanha de 1960 foi memorável. Nela, Aluízio Alves iria imprimir um estilo que o acompanharia pela vida afora. Os lenços verdes, os galhos de árvores, os grandes comícios, a voz rouca, a peregrinação pelo interior do Estado, que ficou conhecida como "Cruzada da Esperança" e o principal trunfo de marketing político de Aluízio Alves, a legenda do Cigano Feiticeiro, em uma época em que mal se ouvia falar ainda em marketing político. No governo, modernizou a administração e a infraestrutura do Estado, ao criar novas entidades e empresas, como a Companhia de Serviços Elétricos do Rio Grande do Norte (Cosern), Companhia Telefônica do Rio Grande do Norte (Telern) e Serviço Cooperativo de Educação (Secern).


Em 1966, elegeu-se de novo deputado federal, tento o mandato cassado e suspenso os direitos políticos por dez anos pela ditadura militar.


Já em 1982, quando voltou-se a ter eleição direta para os governos estaduais, o ex-governador e ex-ministro disputou o primeiro cargo majoritário depois de 16 anos, perdendo o pleito para o governo do Estado devido a vinculação do voto, o eleitor só podia votar nos candidatos de um mesmo partido, de deputado estadual a governador.


Na área empresarial, Aluízio Alves fundou o grupo Cabugi de Comunicação, tendo fundado a TRIBUNA DO NORTE em 1950, e em seguida, comprou o controle acionário da atual Rádio Globo Natal. No fim dos anos 80, fundou a emissora de televisão que hoje é a InterTV-Cabugi.


Aluízio Alves ainda enveredou pela iniciativa privada fundando editoras e instalando o grupo têxtil Sperb em São Gonçalo do Amarante, nos anos 70.


Bate-papo


» Aluízio Alves Filho, Idealizador da revista


A ""Revivendo Aluízio Alves - A luta da esperança" circula hoje encartada na TRIBUNA DO NORTE e outros dois jornais diários da cidade. O empresário Aluízio Alves Filho, idealizador e coordenador do projeto, destaca que, a tiragem total foi de 12 mil, uma parte foi direcionada para o "Memorial Aluízio Alves", onde pode ser consultado pelos visitantes, outros 200 vai ser distribuído em Angicos e outros 500 na Cidade da Esperança. A revista de 104 páginas traz uma biografia de Aluizio Alves, um resumo dos 1.825 dias como governador do Rio Grande do Norte, além capítulos sobre o seu ingresso na Academia Norte-Riograndense de Letras (ANL) e uma homenagem do presidente estadual do PMDB e filho, deputado Henrique Eduardo Alves, afora um vasto acervo fotográfico sobre a trajetória do falecido ex-ministro e ex-governador do Estado. Veja a seguir a entrevista concedida por Aluízio Alves Filho sobre a publicação.


O que vem a ser essa revista?


É uma data muito emblemática para todos nós, e sendo papai quem era, ele ainda tem muita história a ser contada e a ser lida. Ao invés de fazer mais um livro sobre ele, resolvi popularizar e produzir um encarte nos principais jornais da cidade para que os leitores e os assinantes tenham em mãos essas revistas. Eu agradeço, porque foi acima da expectativa, aos anunciantes e às empresas que contribuíram neste projeto.


Essa revista encerra os projetos que o senhor pensa para preservar a memória de Aluízio Alves?

 
Não, porque ficou muito material, objeto de conteúdo, muitos depoimentos que não pude colocar. A revista era de 40 páginas e terminou com 104. Então estou pensando em fazer de dois em dois anos uma revista até chegar ao centenário de nascimento em 2021, se Deus quiser e me der saúde para mais dez anos à frente.


Os futuros projetos podem esmiuçar o lado administrativo, político e jornalístico de Aluízio Alves?

 
Vamos reunir a minha equipe, com a ajuda de Luiz Antônio Porpino e Cláudio Emerenciano, e juntar todo o material para ver se fazemos por obras, nos municípios, ou por tese, o que ele revolucionou como o método de ensino Paulo Freire, os hotéis, como empresário...


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Documentário Aluízio Alves - Tribuna do Norte



Politica - RN


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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Há 18 anos na fila do SUS

Saúde - SUS - RN


Esse é o tempo que Maria de Lourdes Araújo espera para realizar uma cirurgia vascular no Hospital Onofre Lopes




O caso de Maria de Lourdes Araújo completou a maioridade prevista na Constituição. Há 18 anos ela espera por uma cirurgia que vai corrigir seu problema de flebite - nome dado às acentuadas varizes que tem nas pernas - no Hospital Universitário Onofre Lopes. Exercendo sua condição de cidadã, Denise Araújo Correia, 28 anos, filha de Maria de Lourdes, escreveu uma carta para o Diário de Natal relatando o sofrimento da mãe de 59 anos, que passou por várias tromboses, internações, e vai recorrer à Justiça para poder ter seu direito à saúde garantido após quase duas décadas de espera. O caso de Lourdes é um no universo da enorme fila do hospital, que segundo informações não oficiais, chega a mil pacientes. A diretoria do Onofre diz que existe espera desde 2001, mas não confirma quantas pessoas aguardam pelo procedimento cirúrgico.

"Ela é paciente do Hospital Universitário Onofre Lopes há quase vinte anos, estando na fila para operar suas varizes desde então. Ou seja, há quase duas décadas ela está desassistida do único tratamento necessário para seu caso, que é a cirurgia", escreveu Denise. Em contato com a reportagem, a filha falou um pouco sobre o que sente desde os 10 anos, quando sua mãe entrou na fila de espera pela primeira vez.


A família mora no bairro das Quintas. Denise, que cresceu vendo as humilhações que a mãe passou por precisar do Sistema Único de Saúde (SUS), conseguiu se formar em Letras, e esperava um dia poder pagar a cirurgia. Foi a entrada no curso superior que acendeu nela a vontade de reivindicar seus direitos. De acordo com Denise, Lourdes entrou na fila em 1993 e chegou até a ser avisada da cirurgia. "Eles disseram que ela precisa de dois doadores de sangue. Nós conseguimos, mas ela não foi chamada", lembrou.


Sete anos depois e após muitos problemas de saúde causados pela demora na convocação do procedimento, a paciente resolveu procurar o hospital e saber o que estava acontecendo. A unidade informou que não tinha dados de Lourdes no hospital. SegundoDenise, a mãe voltou para o final da fila. No decorrer destes 11 anos, a única mudança que ocorreu no caso foram as sucessivas tromboses da paciente, internada por diversas vezes no Hospital dos Pescadores e no Walfredo Gurgel.


A flebite, em estágio avançado, pode causar danos e problemas ao sistema cardíaco, por possuir ligação com veias relacionadas ao coração. "Agora ela também sofre de pressão alta e tem tido batimentos cardíacos muito elevados, mesmo estando medicada para o controle disto", relatou Denise.


Até para conseguir entrar na Justiça e cobrar os direitos que lhe assistem, Lourdes tem enfrentado problemas. Ela precisa do prontuário do hospital, que está aguardando há uma semana, e de um laudo médico, que só pode ser feito quando os exames pré-operatórios forem concluídos. Do pré-operatório, Lourdes precisa somente de um exame, o ecodopler de membros inferiores, solicitado de forma urgente através do Ministério Público à Secretaria Municipal de Saúde. A requisição do exame está no órgão desde o último dia 25.


Ao telefonar para saber sobre o ecodopler da mãe, Denise foi informada por uma servidora que Lourdes teria que obedecer a enorme fila como os demais pacientes. "A luta é grande, já tem durado muitos anos, e intensificou-se nos últimos dias, em virtude de um agravamento da flebite e a necessidade do imbróglio judicial. As humilhações sofridas no meio do caminho entristecem. A desumanidade por parte de muitos é grande, chegando a assustar. Só não esmoreci ainda porque trata-se de minha mãe", declarou Denise que vai continuar lutando por um direito básico previsto em Constituição.
 
 
 
Hospital não prevê prazo
 
 
A diretora administrativa do Onofre Lopes, Vilmar de Oliveira Fernandes, explicou que a fila é bem grande para fazer o tipo de cirurgia que Lourdes necessita. Apesar de não ter condições de contabilizar quantas pessoas esperam pelo procedimento, Vilmar afirmou que tem conhecimento de pacientes aguardando desde 2001. "[O Onofre Lopes] é o único que faz essa cirurgia pelo SUS em todo estado e não consegue atender a demanda", justificou. Um médico do hospital, afirmou de maneira não oficial, que eram cerca de mil pacientes na fila da cirurgia.



Vilmar disse que a Defensoria Pública solicitou o prontuário de Lourdes, mas que o documento só pode ser entregue a mesma. Baseada no prontuário, a diretora confirma que existem informações desde 1993 e mostra que existe a solicitação de um exame que não chegou, o ecodopler. "De fato é um exame bem difícil", salientou. O Onofre faz o exame, porém, o gerenciamento destas vagas é do SUS. A direção não disse qual o lugar da paciente na fila, mas no próximo dia 22, em consultapara fazer uma reavaliação devido à defasagem dos dados, Lourdes vai poder saber sua posição. Contudo, ainda não foi apontada uma solução para conseguir realizar a cirurgia antes que complete 20 anos de espera.
 
 
 
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domingo, 7 de agosto de 2011

ABC empata com o Icasa no Frasqueirão e segue fora do G-4

Campeonato Brasileiro - Serie B


O alvinegro vencia quando perdeu um jogador e acabou recuando demais, dando espaço para o visitante insistir até empatar em 1 a 1.


 
Ainda não foi desta vez que o ABC retornou ao G-4 - mas passou perto. O "Mais Querido" ficou no empate com o Icasa no Frasqueirão, 1 a 1 no encerramento da 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro



Com os demais jogos da rodada encerrados, o ABC se viu dependendo apenas de si para alcançar o grupo dos quatro primeiros colocados - pelas contas, a vitória punha o Alvinegro na quarta colocação. Por outro lado, o Icasa também dependia apenas de si para fugir da zona de rebaixamento - e buscou "travar" o jogo à base de muitas faltas.

Mas o time da casa abriu o marcador aos 29 minutos - Leandrão tocou a bola a Cascata, que recebeu na área, dominou, avançou e chutou firme, sem chance de defesa para o goleiro Marcelo Pitol. ABC 1 a zero.

 
Minutos depois, mas precisamente aos 34 minutos, o ABC amargou a expulsão de Marcus Vinicius. Com isto, o técnico Leandro Campos teve que pôr em ação um "Plano B", trocando Ederson por Nêgo e tentando fazer o Icasa acompanhar os potiguares - em tese para dar algum alívio à zaga alvinegra.

 
Só que no segundo tempo a história foi diferente. O ABC optou na prática por se fechar, recuando muito, como a querer "segurar" o resultado, dando espaço para o Icasa trabalhar a bola e fazer ataques seguidos à zaga alvinegra. Não deu outra: domínio amplo dos cearenses, enquanto o ABC apenas resistia, e os raros contra-ataques que ensaiava eram neutralizados no meio-campo e não chegavam ao gol defendido por Marcelo Pitol, que ficou de "espectador".



Parecia uma questão de tempo para o visitante empatar - e, de tanto insistir, conseguiu: aos 42 minutos, Ramon chutou de direita e o goleiro Wellington, jogando no sacrifício e sentindo dores no ombro, não teve como defender. Icasa, 1 a 1. Os cearenses seguiram pressionando nos minutos finais e o ABC tentou uma reação desesperada, sem sucesso.


Placar final, 1 a 1 - mau negócio para as duas equipes: o ABC segue fora do G-4, em sexto com 23 pontos. e o Icasa permanece na zona de rebaixamento, em 17º com 17 pontos.


ABC 1 x 1 Icasa

ABC

 
Wellington, Pio, T. Garça, Irineu, Renatinho Potiguar; Bileu, Marcus Vinicius, Makelele, Cascata; Leandrão (Malaquias, Leonardo), Ederson (Nêgo)


Técnico:Leandro Campos


Icasa
M. Pitol, Ramon, Everaldo, Luis Henrique (Sérgio Mota), Osmar (Diogo França); Janilson, Dodó, Marino, Diego Palhinha (Fábio Lima); Preto, Marciano


Técnico: Márcio Bittencourt


Árbitro: Gutemberg Fonseca (RJ)
Local: Maria Lamas Farache (Natal, RN)
Cartão vermelho: Marcus Vinicius (ABC)
Gols: Cascata (ABC); Ramon (ICA)



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sábado, 6 de agosto de 2011

Governo Dilma tem aprovação de 48%, diz pesquisa Datafolha

Politica - Brasil


Percentual corresponde aos que consideram governo ótimo ou bom.
Levantamento mostra desempenho estável da presidente é estável.
 
 
Passados sete meses do início do governo, a aprovação da presidente Dilma Rousseff permanece estável, segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" na edição deste domingo (7), que começou a circular na tarde de sábado.



De acordo com o levantamento, o desempenho da presidente é considerado ótimo ou bom por 48% dos brasileiros com 16 anos ou mais. Em junho, o índice era de 49% e, em março, de 47%.
 
 
O governo Dilma é considerado regular por 39% e ruim ou péssima por 11% - 3% disseram que não sabiam opinar.



O Datafolha ouviu 5.254 pessoas entre os dias 2 e 5 de agosto em todo o país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


Por segmento


Ainda conforme o levantamento, o governo Dilma é avaliado como bom ou ótimo por 43% dos jovens entre 16 e 24 anos, percentual mais baixo se comparado às demais faixas etárias.


O índice de aprovação é maior entre os entrevistados com ensino fundamental completo (52% acham o governo ótimo ou bom) do que os que entre os que possuem ensino médio (45%) e ensino superior (44%).


De acordo com a pesquisa, os entrevistados com renda mensal até cinco salários mínimos avaliam melhor Dilma do que aqueles que recebem mais de dez salários.


A nota dada ao governo Dilma também se manteve estável, segundo o Datafolha. Era 6,9 em março contra 6,8 em julho e 6,7 em agosto.
 
 
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Prefeito da Grande Natal é investigado por improbidade administrativa

Politica - Extremoz - RN


Da redação do Diário de Natal





O Ministério Público Estadual (MPE) pretende instaura um inquerito civil público, para investigar um possível ato de improbidade administrativa contra o prefeito do município de Extremoz, Klauss Rêgo. Segundo a medida publicada nesta sexta-feira (5), no Diário Oficial do Estado, o prefeito teria se omitido em prestar contas ao poder legislativo.



Dessa forma, a promotora Emília Matilde Araújo de Vasconcelos, responsável pelo inquerito, solicita que seja registrado inquérito e que o prefeito seja oficialmente comunicado sobre a medida. Além disso, a promotora recomenda que o prefeito garanta de forma clara e irrestrita, a publicidade das contas, atos e contratos do município no prazo máximo de 30 dias, ou apresente as providência que serão tomadas. Caso não seja feita, o MP afirma que o prefeito de Extremoz poderá sofrer uma ação judicial à nível cível e criminal.


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Robinson procura limitar conflito a José Agripino

Politica - RN


Anna Ruth Dantas - Reporter do jornal Tribuna do Norte



A crise política instalada na base aliada do Governo Rosalba Ciarlini com o pedido de impugnação feito pelo senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, contra o pedido de registro do PSD, partido presidido no Estado pelo vice-governador Robinson Faria, ganhou um novo capítulo. Os seis deputados estaduais do PSD e o vice-governador estiveram reunidos durante uma hora, no final da tarde de ontem, com a governadora Rosalba Ciarlini. O resultado prático do encontro foi o PSD rachado com o senador José Agripino, mas reafirmando a aliança com a governadora.
 
 
O vice-governador Robinson Faria confirmou que a legenda que preside traça uma relação política diferente entre os dois maiores líderes do DEM no Rio Grande do Norte. "Não vou dizer que a relação é de rompimento com o senador José Agripino, porque como ele tem um mandato de oito anos. Ele rompe até com Nossa Senhora. Está se sentindo superprotegido porque tem oito anos pela frente", disse.



Robinson Faria afirmou que não se arrepende da aliança feita com a governadora Rosalba, mas deixa claro a mágoa com o senador José Agripino Maia. "Esse grupo (do PSD) foi o que ele foi buscar para se eleger senador em 2010. O PSD é a continuação do PMN que ele tanto se interessou em trazer para votar nele e em Rosalba. Então agora já não presta mais? Só prestava quando era na eleição?", questionou Robinson Faria.



 
O vice-governador disse que houve quebra de compromisso do senador José Agripino. "Tanto esforço que eu fiz (para eleição dele). Pegue os números do Agreste (a principal região de influência política do vice-governador) e você verá o esforço que eu fiz para dar uma boa votação ao senador José Agripino", destacou.


Para Robinson Faria, o senador do DEM tentou gerar uma crise no Governo ao entrar com ação contra o PSD. "Foi ele sozinho que fez isso. Nem os deputados estaduais foram consultados".


Robinson Faria disse que não tem nenhum temor do PSD ser impugnado no Brasil e não ter tempo. "Não tenho nenhum temor na parte legal, na parte constitucional. Estamos no cumprimento das normas jurídicas. Foi tudo feito na maior perfeição. Esse negócio de falar das atas... Pegue as atas do DEM ou do PMDB e verá que a linguagem é padrão. Isso aí é algo muito primário de querer intimidar o nosso partido", afirmou.


Bate-papo

 
Robinson Faria » Vice-governador e presidente estadual do PSD


Como o senhor avalia a reunião da bancada do PSD com a governadora?

 
O balanço é de tranquilidade. Não há nenhuma crise da bancada com a governadora. Vieram os seis estaduais. Fábio não veio, mas eu represento, já que ele está viajando. Viemos na integridade e todos falaram uma só linguagem, um só sentimento em que ficou claro que esses últimos acontecimentos proporcionados pelo presidente do partido, senador José Agripino, não abala, não afeta nossa relação política e administrativa com a governadora Rosalba. Deixamos claro isso para ela. A normalidade permanece e que o projeto político nosso é o mesmo do início do governo, até mais fortalecido agora com a chegada do deputado Gustavo Carvalho e outros que virão para se somar ao PSD.


Qual a postura do PSD do Rio Grande do Norte em relação ao senador José Agripino Maia?

 
Eu prefiro falar por mim. Minha postura é de total indignação. Isso aí eu não vou recuar. Acho que não merecia a natureza das ações que ele entrou contra o PSD. Como presidente sou responsável pelo PSD para responder juridicamente, muito embora todos tenham sido atingidos. Acho que foi de uma virulência muito grande as ações. Extrapolou o lado de uma logística um pouco mais racional, para algo de caráter pessoal porque ele me acusa de distribuição de cestas básicas. Até porque, e ele sabe disso, o partido está com uma aceitação enorme, não há necessidade de simpatizantes em troca de favores. O partido não tem a necessidade desse tipo de recurso para acontecer nos municípios. Ele me enquadrou em dois tipos de delito que foram muito pessoais e não estão acontecendo nem nos demais Estados. O mais estranho de tudo isso é a falta de desarmamento de espírito dele. Esse grupo foi o que ele foi buscar para eleger senador em 2010. O PSD é a continuação do PMN que ele tanto se interessou em trazer para votar nele e em Rosalba. Então agora já não presta mais, só prestava quando era na eleição? Esse grupo já não é tão interessante? Ele está tentando nos tirar o direito de ter uma legenda no Rio Grande do Norte para continuar nossa caminhada e fortalecer Rosalba. Ele quer tirar esse direito nosso. Ele não reconhece que há pouco tempo fomos eleitores dele? Esse mandato de oito anos dá o direito de ter o desprendimento ou o dever de ter o desprendimento e nessa hora ser um diplomata, procurando harmonizar. Ele está tentando provocar um racha no sistema de Rosalba. Mas ele não vai conseguir porque nós separamos e entendemos que a governadora Rosalba não teve nenhuma participação nesse episódio. Está claro que ela não teve participação, nem os deputados do DEM foram escutados. Foi algo unilateral do senador José Agripino, o que evidencia sua má vontade conosco.


O senhor se sente traído pelo senador José Agripino?

 
Eu sinto que houve uma grande ingratidão da parte dele com Robinson e dos demais companheiros do PSD que eu levei para votar nele.


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Medicamentos são descartados próximo à estrada de Jenipabu

Saúde - Medicamentos - RN



Um terreno baldio próximo à estrada de Jenipabu se transformou em depósito de medicamentos vencidos. Frascos de substâncias controladas e perigosas - como morfina, lidocaína e outros anestésicos, antidepressivos, entre outros - foram descartados de forma indevida há cerca de uma semana. Segundo moradores, um carro oficial despejou várias caixas, algumas lacradas, no local.





Hoje pela manhã já não havia nenhuma das caixas lacradas que, segundo os moradores, foram despejadas no terreno baldio. O motivo é preocupante. José Carlos Soares, 50 anos, disse que boa parte dos medicamentos foi levada por pessoas que passaram pelo local. "As pessoas saíam daqui com a caixas e caixas de remédio na cabeça. E todos vencidos, o que é um perigo", relata.



Uma moradora, que preferiu não ser identificada, mostrou uma das caixas de medicamentos coletadas por ela mesma no local, com pomadas femininas para uso íntimo e neomicina, antibiótico para tratamento de micoses e outras doenças de pele. De acordo com ela, os medicamentos seriam utilizados "nos bichos": dois filhotes de cachorro. "Não vou passar em mim porque sei que está vencido. Mas os bichos aqui estão cheio de feridas e vou passar neles. Muita gente levou pra casa e eu peguei uma pra mim também, não vou mentir", conta.


O prazo de validade dos remédios descartados venceu entre 2007 e 2009. Em alguns rótulos, há a marca do Ministério da Saúde, o que denota que eram de um hospital público. São substâncias produzidas em laboratórios em São Paulo e Pernambuco, de acordo com informações presentes nos rótulos. Algumas caixas tem a marca do laboratório da Marinha.


Esta é a segunda vez em dois dias que medicamentos são encontrados nas ruas da cidade. Ontem, garis encontraram 103 ampolas de insulina Insunorm R, utilizadas em pacientes com diabetes mellitus, além de 16 frascos do anestésico Provive 1%, cuja substância ativa é o propofol, ao lado de uma caçamba de lixo perto do Detran, na Zona Oeste.



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América goleia CRB em Goianinha e se aproxima da classificação à 2ª fase

Campeonato Brasileiro - Série C


Os rubros potiguares deixaram o adversário "de 4", gols de Mazinho, Max, Wanderley e André Neles, e lideram o Grupo B com 9 pontos.


O América fez sua fez o dever em "casa" - no jogo de times rubros, os potiguares golearam o CRB por 4 a zero com um bom público em Goianinha, em mais uma partida válida pelo Grupo B da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro, neste sábado (6), no Estádio Nazarenão, em Goianinha.



Foi mais uma linda festa da torcida rubra, que lotou o estádio e mandou na partida do início até o fim. No começo, um grande susto. Torcedores do CRB soltaram rojões que atingiu o canavial ao redor do estádio. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, numa demonstração de muito preparo, conseguiram controlar as chamas e evitar que carros de torcedores e da imprensa, estacionados atrás do estádio fossem atingidos.


A partida valia a liderança do grupo - as duas equipes estavam empatadas com 6 pontos, com o anfitrião potiguar em vanagem pelos critérios de desempate. Com exatamente 1min20s de partida, o placar foi aberto - Val, da esquerda, lançou Mazinho, que tocou na saída do goleiro e pega meio mundo de surpresa. América 1 a zero. Tinha início o domínio dos rubros potiguares.



Con o tempo, tornou-se visível que as equipes estavam avançando especialmente pela alas. A direita - no caso americano, as principais jogadas vinham pelo eixo Valber-Wanderley, com Mazinho-Ivan Gonzalez atuando pela esquerda; o CRB buscou não se entregar, e em mais de uma ocasião pegou a zaga americana "no contrapé", causando alguns sustos.




O América tinha como principal adeversário o vento forte que soprava no Nazarenão, e só ele conseguia atrapalhar um pouco as ótimas jogadas de Válber e Vanderlei pela Direita e Mazinho e Iván Gonzáles. Mais gols rubros pareciam ser somente uma questão de tempo. Apesar de várias chances criadas, o jogo caminhava para final do primeiro tempo com o plcar mínimo.


Mas, aos 41 minutos, uma belíssima jogada que começou com Wanderley, este cruzou a Valber pela direita, avançou, ganhou na velocidade e foi até dentro da pequena área quase rente ao poste e de voltando para Max que chutou na área - o chute saiu "prensado" em um marcador e a bola foi parar no fundo da redes num emanaranhado que só as jogadas de Max conseguem. América, 2 a zero.


O segundo tempo começou com o CRB querendo tentar sufocar o América. O único defeito rubro era que ficava muito atrás. Mesmo assim, o "sufoco" poucos minutos. Aos 15 minutos do segundo tempo, Wanderley aproveitou uma bobeada da defesa, antecipou um passe, invadiu livre e deu um toquinho de bico na saída do goleiro; a bola foi parar no canto direito do gol. América, 3 a zero.


Aos 30 minutos, numa jogada espetacular do "giante Val (outra), ele avançou de área a dentro, driblou o marcador, driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo; voltou a driblar o goleiro e enbcontrou André Neles (que havia entrado no lugar de Max) que, em melhor posição, tocou com o lado de dentro do pé para o gol - América, 4 a zero, placar final.


Depois daí foi só administrar o resultado e esperar o apito do juiz. Mas mesmo assim, sempre contando com grandes jogadas de Válber-Mazinho e Vanderlei, e mais participação de André Neles no jogo, o rubro quase amplia o placar. A torcida fazia a festa e cantava o "olé".


Com este resultado, os rubros potiguares se mantêm na liderança do Grupo B com 9 pontos e veem a classificação à segunda fase bem próxima.


Outros jogos


No outro jogo da rodada do Grupo B, o Fortaleza recebeu e venceu de virada o Guarany no Ceará, 3 a 1 [gols: Esley, Carlinhos Bala (pên), Guto (FOR); Eliomar (GUA)].


Com isto, o CRB se manteve em segundo com 6 pontos, e do "meio para baixo" da tabela está tudo embolado, todos com 3 pontos e separados apenas pelos critérios de desempate - o Fortaleza é o terceiro, o Campinense (que folgou na rodada) é o quarto, e o lanterna e o Guarany-CE.


América 3 x 0 CRB

América


Fabiano, F. Sanches, Luisão, Rodrigão (Mauro); Valber, Dudu Araxá (Tata), Val, Mazinho, Ivan Gonzalez; Max (André Neles), Wanderley
Técnico: Flávio Araújo

CRB

 
Cristiano, Maizena, Felipe, Rodrigão, Edson (Paraíba); Roberto Lopes (Sidnei), Ednei, Davi, Everton Maradona; Cadu (Marinho), Geovane
Técnico: Flávio Lopes



Árbitro: Emerson Sobral (CE)
Local: José Nazareno Goianinha, (RN)
Renda e público: R$ 44.600,00 para 3.466 pagantes (e 476 não-pagantes)
Gols: Mazinho, Max, Wanderley, André Neles (AME)


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PT silencia sobre aproximação entre Carlos Eduardo e Robinson Faria

Politica - Natal - RN


Perguntado se aliança entre pedetista e vice da gestão do DEM afastaria PT, dirigente petista diz que "a gente só se distancia de quem está próximo".


 
“A gente só se distancia de quem estamos próximos”. Essa foi a resposta, em tom enigmático, dada pelo presidente estadual do PT e vereador de São Gonçalo do Amarante, Eraldo Paiva, quando perguntado se a possível aliança entre o PDT do ex-prefeito Carlos Eduardo e o PSD do vice-governador Robinson Faria poderia afastar petistas e pedetistas nas eleições de 2012 em Natal.


Eraldo disse que o partido ainda “não avaliou esse cenário”, mas ponderou que as legendas têm “liberdade para discutir suas alianças com quem quiser”. Ele reiterou que possíveis alianças visando o segundo turno em Natal “ainda não estão na ordem do dia do PT”.


“A única discussão no PT é a candidatura a prefeito do deputado estadual Fernando Mineiro. Hoje, cem por cento da militância petista quer a candidatura própria. Estamos trabalhando nisso incansavelmente. Conversas sobre alianças vão acontecer na hora certa”, declarou.


O dirigente petista disse respeitar “qualquer movimento de aliado ou possível aliado” do PT e, em sua visão, afirmou que não há “nenhuma novidade” na aproximação entre Carlos Eduardo e Robinson Faria, integrante do governo do DEM no Rio Grande do Norte.


“A base aliada [da presidenta Dilma Rousseff no RN] é assim. [O senador licenciado e ministro da Previdência] Garibaldi Filho apoiou [a governadora] Rosalba Ciarlini [DEM]. Não tem muita novidade [na aliança entre Carlos e Robinson]”, comentou.



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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Robinson reúne deputados e vai pedir apoio a Rosalba

Politica - RN


Vice-governador e seus liderados tentarão convencer governadora a intervir junto ao presidente do DEM, José Agripino, contra impugnação do PSD.


 
O vice-governador Robinson Faria vai se reunir com o grupo do PSD para avaliar o pedido de impugnação do registro do partido, protocolado pelo DEM do senador José Agripino e pelo PTB do deputado estadual Ezequiel Ferreira junto ao Tribunal Regional Eleitoral do RN (TJ-RN). Depois de juntar os aliados, ele vai à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), quando tentará convencê-la a intervir junto ao presidente nacional dos democratas.


Rosalba assegurou que desconhecia a ação contra o partido de Robinson. Ele, por sua vez, fez questão de dizer que a relação com a governadora “não muda em nada”. A mesma coisa não se pode afirmar com relação a José Agripino. A ação do DEM representa, na prática, a confirmação do distanciamento entre o vice-governador e o democrata.




De acordo com uma fonte próxima a Robinson, até a última segunda-feira (1º) ele estava convicto que os democratas não iriam representar contra o novo partido no RN. A ação dos democratas e dos trabalhistas se fundamenta na denúncia da suposta clonagem de atas para formalização dos diretórios de quatro cidades potiguares.


O grupo que deverá acompanhar Robinson Faria na filiação ao PSD é formado pelos deputados estaduais Ricardo Motta, presidente da Assembleia Legislativa do RN, José Dias, Vivaldo Costa, Raimundo Fernandes, Gustavo Carvalho e Gesane Marinho e pelo deputado federal Fábio Faria.


Há duas semanas, quando questionado sobre as críticas de José Agripino à criação do PSD, liderado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab, Robinson ponderou que o democrata estava se referindo ao “contexto nacional” ao dizer que o DEM estava sofrendo um “ataque especulativo” do novo partido.


Depois da confirmação do pedido de impugnação do DEM contra o PSD, Robinson se disse “decepcionado, triste e indignado” com José Agripino. O futuro presidente da nova legenda no RN afirmou, ainda, que está “absolutamente tranquilo” quanto “a parte jurídica e a legalidade do PSD”.


Enquanto isso, o deputado estadual Ezequiel Ferreira telefonou para o vice-governador para dizer que o PTB do RN não tinha nada a ver com o pedido de impugnação contra o PSD, que teria sido protocolado por “decisão unilateral” do diretório nacional da legenda.
 
 
Juiz pretende relatar caso até o final do mês
 
 
O juiz eleitoral Fábio Holanda, a quem caberá relatar o processo, contou que pretende apresentar seu voto o mais rápido possível. Ele revelou que indeferiu outro pedido feito pelo DEM, que pedia a suspensão do processo de criação do PSD até que a corregedoria eleitoral investigasse as denúncias de captação irregular de assinaturas para legalizar a legenda.


“Entendo que isso [denúncias de irregularidades] deve ser investigado pela corregedoria. O que precisamos apurar agora é o aspecto formal [da criação do partido]. Nesse caso [das assinaturas], são acusações muito pontuais. O processo, portanto, deve caminhar”, declarou. A decisão deve ser publicada ainda nesta sexta-feira no Diário Oficial da Justiça.





Quanto ao processo referente ao pedido de impugnação do PSD, Fábio Holanda informou que pretende apresentar seu voto e submeter o caso ao pleno do TRE-RN ainda este mês. “Precisamos dar segurança jurídica aos que querem participar da eleição de 2012”, pontuou.


O juiz explicou que o PSD tem prazo de três dias úteis para apresentar a defesa formal. O material, segundo assessores do vice-governador, já está sendo preparado e deve ser protocolado na próxima segunda-feira (8). Depois da formalização da defesa, Fábio Holanda vai abrir prazo para manifestação do Ministério público Eleitoral (MPE).


De acordo com as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido de Gilberto Kassab precisa estar registrado até o dia 7 de outubro para poder participar das eleições municipais de 2012.
 
 
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Wilma é candidata a prefeita", garante líder do PSB na Câmara

Politica - Natal - RN


O vereador Júlio Protásio (PSB) disse que "o partido precisa e as bases estão pedindo" que Wilma de Faria disputa da Prefeitura de Natal em 2012.


 
O líder do PSB na Câmara Municipal, vereador Júlio Protásio, assegurou que a ex-governador e ex-prefeita Wilma de Faria, presidente estadual da legenda, será candidata à sucessão da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV).


“[Wilma] É candidata porque o partido quer, o partido precisa e as bases estão pedindo. Partido que não joga não tem torcida. Ela será, sim, candidata, mas sem radicalismos, sem perseguir a ninguém e sem fazer oposição pessoal a ninguém”, declarou.



Júlio disse o partido vai “trabalhar para trazer de volta à prefeitura a gestora consagrada que é a professora Wilma de Faria”. Esse trabalho passa pela interlocução com outras legendas, como PT, PDT, PC do B e PPS, na tentativa de formar um “arco de alianças” em torno da candidatura da socialista.

“A professora Wilma tem conversado com as lideranças dos outros partidos, como o PDT do ex-prefeito Carlos Eduardo e o PPS do ex-deputado estadual Wober Júnior. Vamos dialogar. Acreditar que seja possível construir uma frente em torno da candidatura dela”, comentou.


Contrariando o otimismo de Júlio Protásio, PT e PDT insistem que não abrem mão de disputar, com nomes próprios, o cargo de prefeito. O deputado estadual Fernando Mineiro, cujo nome é cobiçado para ser companheiro de chapa de Wilma de Faria, tem repetido que o único projeto em discussão entre os petistas é a candidatura própria.


Entre os pedetistas, não há dúvidas sobre a candidatura de Carlos Eduardo. No último sábado, durante a eleição da nova “Juventude Socialista”, o ex-prefeito deixou claro que será candidato a prefeito ao declarar que “o partido vai às ruas para vencer a eleição”.



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Com planos adiados, Walter Alves critica reeleição da mesa diretora

Politica - RN


Peemedebista seria o sucessor de Ricardo Motta, atual presidente da Assembleia Legislativa; decisão de votar contra proposta foi pessoal.

 
O deputado estadual Walter Alves (PMDB) endossou as críticas à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretende restabelecer a recondução à presidência a mesa diretora da Assembleia Legislativa.


"Vou votar contra porque não vejo necessidade dessa antecipação de um assunto que votamos há sete meses", disse o peemedebista, cujos planos para alcançar a cadeira hoje ocupado pelo deputado Ricardo Motta (PMN) foram adiados.

 
Um acordo com o PMDB havia pactuado a condução de Walter Alves à presidência da AL imediatamente após a titularidade de Motta. Walter nega ter tomado a decisão orientado por sua legenda.


"[Votar contrariamente à PEC] é uma determinação pessoal. Essa votação é um evento político e terei que respeitar a decisão da maioria", disse.


Em face da nova configuração que se desenha, Alves afirmou que não trabalhará com vistas à presidência da Casa em 2014. Pela PEC, os deputados só podem se reeleger dentro de uma mesma legislatura, ou seja, Ricardo Motta só poderá ser reeleito presidente da Casa uma vez neste mandato.


O arranjo permite, todavia, que Walter tente a Prefeitura do Natal no próximo ano. O Executivo municipal, entretanto, não lhe interessa. "Vou trabalhar para concluir o meu mandato". Até agora, o nome do PMDB para disputar a Prefeitura do Natal é do deputado.


A votação da PEC será na próxima semana. O quórum para aprovação é de 15 deputados; 17 assinaram o requerimento que tornou em projeto a possibilidade de reeleição.



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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Caixa eletrônico é explodido em Parnamirim

Segurança - Insegurança - RN



O caixa eletrônico 24 horas de uma farmácia no bairro de Vale do Sol, em Parnamirim, foi explodido na madrugada desta segunda-feira (1). A ação dos bandidos ocorreu por volta das 3h30, na farmácia Santa Fé da rua Átila de Sousa.


Segundo o tenente Moisés, do 3º batalhão da Polícia Militar, populares viram cerca de quatro pessoas, portando armas de grosso calibre se aproximando do estabelecimento. A quadrilha chegou a atirar para o alto, assustando os moradores da região. Os quatro chegaram ao local, e derrubaram a porta com o automóvel que utilizaram para realizar o crime, e depois instalaram os explosivos no terminal eletrônico.



O carro, um Honda Civic prata de placas HDI-9457, foi abandonado poucos quilômetros depois do local da explosão. A polícia já recolheu o veículo, que havia sido roubado na semana passada, no bairro de Capim Macio, zona Sul de Natal. A quantia em dinheiro levada do terminal ainda não foi contabilizada.


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