quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O segredo que o ex-Presidente Itamar Franco guardou até o fim

Politica - Brasil


O segredo que Itamar guardou até o fim: o dia em que recebeu,na Presidência, uma proposta mais “tenebrosa” do que fechar o Congresso Nacional



 G1 - Geneton Moraes Neto


Definitivamente, “Itamar não é fácil”. A presidência da República também não. Ponto. Parágrafo.


Quando assumiu o poder, no rastro do furacão de denúncias que varreu Fernando Collor do Palácio do Planalto, Itamar Franco aprendeu logo duas lições. Primeira: ao contrário do que as aparências fazem supor, a presidência é, essencialmente, um cargo solitário. (Daqui a pouco, ele falará sobre a sensação de ver desfilar diante dos olhos, em seus “momentos de reclusão” palaciana, nos fins de noite, as imagens de tudo o que poderia acontecer num país eternamente sujeito a solavancos.)


 
Segunda lição: quem ocupa a presidência deve estar preparado para ouvir propostas capazes de tirar o sono. Itamar Franco seria surpreendido pela proposta de um grupo de parlamentares – e se o presidente, num arroubo, fechasse o Congresso Nacional para depurar o parlamento da presença de roedores do dinheiro público?



O depoimento que o ex-presidente gravará neste final da manhã foi precedido de incertezas tipicamente itamarinas: durante quatro meses, houve troca de e-mails e telefonemas com assessores do homem, em Juiz Fora e na Embaixada do Brasil em Roma. A matéria complexa chamada Itamar Franco poderia render um curso intensivo: as aulas valeriam inclusive para amigos próximos- que, somente assim, aprenderiam a antever as reações do ex-presidente. Forasteiros, como repórteres interessados em extrair confissões da esfinge, aprendem logo a lição: nada é cem por cento fácil com ele.


Lá vem ele. São onze da manhã. Itamar prefere gravar a entrevista na sede da TV Panorama, em Juiz de Fora. Quando desce do banco traseiro de um carro de vidros escuros, exibe a inconfundível contribuição capilar dada à iconografia política brasileira: o célebre topete, alegria dos cartunistas. Não faz frio, mas Itamar enverga um suéter sob o paletó azul escuro. A gravata é vermelha.


Como se fosse um candidato prestes a debater com adversários eleitorais, o ex-presidente traz debaixo do braço uma pasta com documentos que compulsará para reforçar o que diz. Guarda com especial cuidado um texto em que o ex-ministro Delfim Netto elogia a performance do governo Itamar na área da economia. As palavras de Delfim são a arma que Itamar faz questão de empunhar para se defender da rejeição que (ele jura) São Paulo lhe devota. Não se conhecem demonstrações da suposta rejeição paulista a Itamar. Mas, na intricada psicologia itamarina, há sempre espaço vago para acomodar desconfianças desse calibre.


Uma frase famosa, atribuída a Tancredo Neves, diz que Itamar guarda rancor na geladeira. Eis um exemplo: o ex-presidente não engole até hoje a capa que a revista Veja lhe dedicou no início do mandato, com uma manchete que questionava a estatura do ministério recém-nomeado. Quando Itamar deixou o governo, contudo, a mesmíssima Veja publicou um balanço que lhe era francamente favorável.



Assinada pelo jornalista Roberto Pompeu de Toledo, a longa matéria – “Enfim, um presidente que deu certo” – lembrava o marco zero da era Itamar: “Um veterano sócio do clube juiz-forano, Mauro Durante, já advertira, semanas antes, ao observar que o movimento no gabinete do vice aumentava na medida em que se tornava mais real o impeachment de Collor: ‘Os urubus estão chegando’. Agora, urubus, perigosas águias, pacíficas pombas, papagaios tagarelas e caladas corujas, sem esquecer os tucanos, comprimiam-se naquele pequeno espaço, em que encontravam um presidente tão falto de solenidade que nem preparara discurso para a ocasião”.


Pois bem: Itamar, hoje, não cita os elogios da revista. Prefere guardar, em prateleira de honra da geladeira dos rancores, a capa que o enfureceu. “Itamar não é fácil” é a frase que se ouve à exaustão entre os que tiveram a oportunidade de conviver com ele.


Quando convidado por Fernando Collor para ser candidato a vice, nas eleições presidenciais de 1989, Itamar Franco protagonizou de novo intermináveis cenas de suspense antes de tomar a decisão. Disse “sim”. Terminou virando presidente, o que lhe garantiu de uma vez por todas a fama de “sortudo”. Itamar Franco aceita de bom grado o adjetivo, mas despachará diretamente para a geladeira dos rancores quem disser que ele escalou a rampa da política por obra e graça do “acaso”. Com uma ponta de irritação, lembra que virou presidente não por acaso, mas porque a Constituição assim determinava. Recusa-se a estender a pesada troca de farpas com o antigo cabeça-de-chapa, Collor. Fora da gravação, diz que começou a discordar do então presidente já na primeira semana de governo, quando do traumático confisco do dinheiro depositado em cadernetas de poupança e em contas correntes. “Ali aconteceu o primeiro conflito”, confessa.


Os vocábulos estocados nos dicionários da língua portuguesa não são suficientes para adjetivar a personalidade do engenheiro Itamar Augusto Cautiero Franco. O homem já foi chamado de temperamental. Imprevisível. Surpreendente. Indecifrável. Enigmático. Um adjetivo, contudo, ficou colado ao nome de Itamar Franco quase como se fosse outro sobrenome: “mercurial”. O problema é que a palavra não existe nos dicionários – pelo menos, não no sentido usado pelos cronistas políticos para se referir ao ex-presidente. Lingüistas, correi: Itamar Franco conseguiu criar um problema para os dicionaristas.


Dono de uma coluna que trata da língua portuguesa no site da revista eletrônica No Mínimo, o jornalista Sérgio Rodrigues foi abordado por um leitor intrigado com o uso da palavra “mercurial” para definir personalidades sujeitas a rompantes – como, por exemplo, o presidente da Argentina, Nestor Kirchner, capaz de abandonar pelo meio uma reunião internacional, sem disfarçar o tédio ou o descontentamento. Rodrigues foi a campo para matar a curiosidade do leitor: de fato, lexicógrafos brasileiros limitam-se a dar ao adjetivo mercurial o sentido de “relativo a mercúrio”. Nada a ver com oscilações de temperamento. O que explica, então, o uso da palavra com sentido tão diferente?


A explicação do tira-dúvidas Rodrigues: “Mercurial é um estrangeirismo semântico, isto é, uma palavra que teve o sentido tradicional alterado ou estendido por contágio de outro idioma. Em dicionários de inglês, encontraremos a seguinte definição: ‘sujeito a alterações bruscas e imprevisíveis; que tem comportamento errático; temperamental’. Exatamente como Kirchner, o bocejador. Ou, a propósito, Itamar Franco, certamente a pessoa que mais foi chamada de ‘mercurial’ na história da imprensa brasileira”. Resumo da ópera: para tentar definir Itamar Franco, os cronistas tiveram de recorrer aos dicionários de inglês.


Quando fala, como vai fazer agora, a esfinge de Minas sabe guardar segredos. Cita, mas não revela, um conselho “tenebroso” que teria recebido enquanto ocupava a presidência – algo ainda pior do que a sugestão de fechar o Congresso. Mas termina fornecendo pistas reveladoras sobre os métodos que seguiu quando era o homem mais poderoso do Brasil. Admite que passava a imagem de um presidente cerceado pelo poderoso “primeiro-ministro” Fernando Henrique Cardoso. Mas avisa aos navegantes: a encenação era planejada. Não havia amadorismo ali.


“Itamar não é fácil”: até as pedras das ruas de Juiz de Fora sabem que o ex-prefeito, ex-senador, ex-governador e ex-presidente nunca foi dado a fazer confidências a repórteres. Quando baixa a guarda, porém, o mercurial-mor da República é capaz de produzir depoimentos reveladores para quem tenta entender o enigma Itamar Franco.


POLÍTICOS SUGERIRAM AO PRESIDENTE ITAMAR QUE FECHASSE ,POR UM TEMPO, O CONGRESSO NACIONAL


Que segredo o senhor teve de guardar quando estava na presidência mas hoje pode contar?

 
Não sei se posso contar todos os segredos. De pronto, posso mencionar um, ocorrido quando assumimos o governo. Dentro da turbulência e da falta de auto-estima que o País vivia, nosso primeiro objetivo, naquele momento, era a manutenção do estado de direito e da democracia. Eu, particularmente, tinha lutado pela democracia desde jovem, desde que tinha sido prefeito de Juiz de Fora. A primeira preocupação, portanto, era essa.


Quando estava tentando formar o ministério, falei com uma figura muito importante, que ocuparia um cargo fundamental. A resposta que obtive foi: “Itamar, gosto tanto de você, mas, pelo amor de Deus, me deixe onde estou, porque você não vai durar 48 horas na presidência”. Aquilo realmente me trouxe preocupação.


Resolvi substituir os ministros militares, por quem tinha muito respeito. Sempre tive, aliás, muito respeito pelas Forças Armadas. Mas eu tinha de fazer a substituição dos ministros militares. Fernando Henrique Cardoso, a quem nós já havíamos escolhido para ser ministro das Relações Exteriores, assustou-se um pouco: achou que aquilo poderia impedir a continuidade do governo.


Tivemos durante algum tempo a sensação de que poderia não haver uma continuidade – sobretudo depois que determinada revista, já na primeira semana após a nossa posse, publicou, na capa, um título provocado pelo fato de que não havíamos nomeado nenhum ministro de São Paulo para a área do Ministério da Fazenda ou do Planejamento. Tínhamos escolhido um nordestino e um mineiro: Gustavo Krause, para a Fazenda, e Paulo Haddad, para o Planejamento, dois grandes ministros, dois grandes amigos. Mas a revista veio assim: “Ministros pífios”(O ex-presidente refere-se à Veja – que, na edição de 7 de outubro de 1992, estampava na capa o seguinte título: “Início pífio: Itamar monta um ministério de compadres”). A gente já imaginava que atrás daqueles “ministros pífios” poderia haver outro movimento…


O importante é que, ao longo do processo que vivi como presidente da República, sempre me preocupei, até por formação, com a manutenção do estado de direito. É uma formação que vem de dentro de casa e também da atividade política, desde os tempos de prefeito da minha querida cidade de Juiz de Fora. Tantos lutaram pelo estado de direito, um ideal que perseguimos ao longo da vida. Queríamos também dar ao País uma nova ordem econômica, o que terminou acontecendo, realmente.


É verdade que o senhor recebeu uma sugestão para fechar o Congresso?


Você vai me colocar numa situação difícil. Mas é verdade. Só não vou dizer o nome dos parlamentares. Vou preservar o nome dos parlamentares porque acho que devo manter esse detalhe sem uma revelação pública. Nós estávamos no palácio, quando dois deputados e um senador entraram de repente, abruptamente, no gabinete e disseram: “O Congresso enfrenta uma crise muito séria. Há corrupção generalizada na área da comissão de orçamento. Quem sabe, você fecharia o Congresso? Faria uma limpeza e, então, daríamos uma nova ordem institucional ao País”.


Falei: “Não! Não! Eu quebraria tudo aquilo que aprendi desde jovem, tudo aquilo que sinto. O Congresso é fundamental num processo democrático. Comigo não contem! Vamos resolver a crise no Congresso. O governo dará todo o apoio que for necessário”. Tanto deu que criou uma comissão de notáveis, encarregada de dar tudo aquilo que a comissão orçamentária precisasse. O que se viu ? Deputados foram cassados.


Quando ouvi a proposta, vivi uma hora difícil. Houve uma segunda vez, um diálogo mais particular. “Vamos fechar o Congresso, vamos limpar, vamos fazer assim, tipo De Gaulle?” (Em meio à crise provocada pelos protestos de estudantes e operários em 1968 em Paris, o general Charles De Gaulle, presidente da França, dissolveu o parlamento, convocou novas eleições e obteve grande vitória eleitoral). Respondi: “Como ‘tipo De Gaulle’? Nós estamos longe da França! Vamos manter a situação. A minha idéia é: custe o que custar, nós entregaremos a faixa ao novo presidente da República, que será eleito democraticamente, como exige e quer a sociedade brasileira. Tenho pedido a Deus que me dê sempre humildade, sabedoria e, sobretudo, equilíbrio para que possa entregar o governo ao sucessor de uma maneira democrática”.


Em que altura do mandato o senhor recebeu a sugestão dos deputados e do senador para fechar o Congresso Nacional?


A proposta foi feita logo que houve a crise da Comissão de Orçamento. Deve ter sido em outubro, novembro de 1993. A crise continuou em 1994. Por que fechar o Congresso? Por que o Congresso não poderia resolver os seus problemas? Há um aspecto importante: em toda crise, sempre respeitamos as decisões do Congresso. Mas, quando a crise ocorria no Executivo, nós sustávamos imediatamente o problema.


Tive um problema com o chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves, amigo fraternal, a quem eu conhecia há anos. O pai de Hargreaves tinha sido meu líder na Câmara dos Deputados. Tenho, portanto, uma amizade fraterna com o ministro Henrique Hargreaves. Quando houve um episódio em que estavam querendo envolvê-lo, o próprio Hargreaves me procurou: “Itamar, é melhor eu sair. Depois, se você quiser, volto. Mas só depois que eu resolver o problema”. Assim aconteceu. (Acusado de ter ligações com irregularidades descobertas na Comissão de Orçamento do Congresso, o chefe da Casa Civil se afastou em novembro de 1993 e voltou ao cargo em fevereiro de 1994, depois de inocentado.)


O então ministro da Fazenda, hoje deputado, Eliseu Resende, é um grande amigo que tenho. Mas eu dizia: “Você é o ministro. Quando o Senado da República começa a discutir quem pagou suas diárias de hotel em Nova York, diminui muito o ministro da Fazenda. Infelizmente, você não pode continuar até resolver esse problema”. (Eliseu Resende perdeu o cargo depois da publicação de denúncias de que favoreceria a empreiteira Norberto Odebrecht). A mesma coisa aconteceu com o ministro das Minas e Energia que, de repente, faz um bilhete em que dizia que uma obra deveria ser dirigida para apoiar o candidato Fernando Henrique Cardoso. Tive de tirá-lo também. (Em memorando interno que vazou para a imprensa, o então ministro de Minas e Energia, Alexis Stepanenko, recomendava a assessores que programassem a inauguração de obras para antes das eleições.)


Internamente, portanto, agíamos na mesma hora. Não deixávamos. Podem me negar tudo – menos a percepção de que, em qualquer crise, nós sabíamos que o poder legislativo deveria ter, sempre, a solução dos problemas atinentes.


UM MISTÉRIO : O CONSELHO “TENEBROSO” QUE ITAMAR RECEBEU ERA AINDA “PIOR” DO QUE FECHAR O CONGRESSO


Qual foi o pior conselho que o senhor ouviu quando era presidente da República?


Prefiro não dizer. Recebi conselhos complicados. Em um regime presidencialista, o presidente é um homem solitário. Não se deve achar que o presidente tem aqueles que o cercam, os amigos, os ministros. É diferente quando o presidente vai para o quarto: em seus momentos de reclusão, ele vê passar rapidamente diante dos olhos e na mente tudo o que acontece e o que pode acontecer no País. Certos conselhos que recebi prefiro não revelar: foram tão tenebrosos que prefiro lembrar das coisas boas do meu governo.


Mas o pior foi o de fechar o Congresso?


Houve um pior.


Não quer dar nenhuma pista?


Não. Mas vamos ser sinceros: fechar o Congresso é complicadíssimo. Tivemos um presidente que fechou o Congresso durante dias. (O Congresso Nacional foi posto pela última vez em recesso no governo do general Ernesto Geisel, em abril de 1977, com base no Ato Institucional nº 5 – que conferiu poderes ilimitados ao Poder Executivo de dezembro de 1968 a outubro de 1978). Não foi bom para o País. Como não é boa para o País nenhuma crise. O governo acha que a crise não existe. Pensa que a crise pode ser tamponada e escondida, tenta impedir que uma Comissão Parlamentar de Inquérito se instale. Isso é mau para o País. Porque a crise se agrava e se aprofunda. É o que acontece também quando o presidente resolve manter nos cargos elementos do governo que estão processados pelo Supremo Tribunal Federal ou acusados deste ou daquele delito. Não estou entrando no mérito. Mas estou dizendo que são quistos que não devem existir. Isso, no entanto, é problema de cada presidente.


Qual foi o momento mais dramático que o senhor viveu no Palácio do Planalto?


Quer queira ou não, o presidente é um homem solitário no regime presidencialista – sobretudo, nas crises e nos momentos em que precisa tomar decisões difíceis. São decisões que, às vezes, chocam a alma e a mente do presidente. Defendo o regime parlamentarista desde que era rapaz, desde os tempos de estudante de engenharia. Basta dizer que o meu diretório acadêmico foi um dos primeiros a imprimir o parlamentarismo no estatuto. Imagine só: engenheiros estudando o parlamentarismo! Coincidentemente, fui orador da turma de engenharia: meu paraninfo, o doutor José Bonifácio, fez um discurso de apologia ao parlamentarismo, uma idéia que sempre me impregnou.

O parlamentarismo resolve facilmente as crises. É o que se vê na Itália. O presidente fica imune a qualquer crise. Cai o primeiro-ministro ou cai o gabinete, mas a nação não sofre nenhuma perturbação forte. Já as turbulências do presidencialismo podem levar a crises institucionais, se não se tomar cuidado. São crises institucionais que, às vezes, independem do presidente e independem da própria sociedade. Mas, quando a crise avança… Costuma-se dizer no Senado: “A gente sabe como uma CPI começa, mas nunca sabe como termina”.


Os momentos mais dramáticos foram as primeiras noites. Aquilo martelava os meus ouvidos: “Não dura 48 horas. Não dura 48 horas.” Devo dizer que aquilo não apenas martelava os ouvidos, mas machucava a alma e obrigava a mente a achar que aquela era uma expressão que não vingaria num país que tinha lutado tanto para alcançar a democracia.


Qual foi o comentário mais surpreendente que o senhor ouviu de um dirigente estrangeiro?


Sempre imaginaram que o Brasil não era um país realmente democrata. Pensavam que não éramos um país que buscava, como sempre buscou, o estado de direito. O Brasil vivia sob um estado de direito no final do meu governo. Fomos nessa época, em dezembro de 1994, à famosa Cúpula das Américas, a reunião em que se ia discutir a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), em Miami.


Resolvi levar comigo o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso. Eu era o presidente da República, ele era o presidente eleito. O fato de eu levar o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso e dar a ele todas as honras, a ponto até de me afastar um pouco, surpreendeu aos que pensaram “O Brasil, então, mudou! O Brasil tem um presidente que traz o presidente eleito!” Por que eu levei? Porque ele tinha sido eleito por nós. A eleição de Fernando Henrique Cardoso dependeu do Plano Real, sobretudo. Pode ele não gostar, porque costuma dizer que ele é quem fez o Plano Real.


Não discuto nem brigo: um dia, vão ver que a assinatura não foi a de Fernando Henrique. Porque muitos trabalharam no Plano Real: Paulo Haddad, Gustavo Krause, Eliseu Resende, Fernando Henrique Cardoso e o grande sacerdote do plano, o ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero. Lamentavelmente, o ministro Ricúpero teve de sair, pelas condições que todo o Brasil conhece. Depois, veio o ministro Ciro Gomes, a quem muito devo também. Mas, naquele instante, Fernando Henrique se agarrou ao Plano Real. Como o plano não era uma planta de beira de rio, que vai embora na primeira enchente, Fernando Henrique ficou agarrado a ele. Assim, elegeu-se, independentemente de todas as qualidades que tenha.


(Ao todo, o presidente Itamar teve seis ministros da Fazenda: Gustavo Krause- outubro de 1992 a janeiro de 1993;Paulo Haddad- janeiro a março de 1993; Eliseu Resende- março a maio de 1993; Fernando Henrique Cardoso- maio de 1993 a abril de 1994; Rubens Ricupero – abril a setembro de 1994; Ciro Gomes- setembro de 1994 a janeiro de 1995.)


Quando o presidente eleito Fernando Henrique foi comigo para Miami, deixei que ele aparecesse sempre em primeiro plano. Em outras ocasiões, durante meu governo, deixei que ele aparecesse em primeiro plano, ao contrário do que esperavam os que não o queriam como meu candidato. Eu, às vezes, até me afastava. Ria quando a imprensa dizia: “Fernando Henrique é o primeiro-ministro…”


Eu até achava bom, porque aquilo favorecia um homem que, nas primeiras pesquisas (eleitorais), tinha 16% (de intenções de voto) contra 44% de Lula. Fernando Henrique, então, precisava aparecer comigo. Isso era feito não porque eu fosse bobo: era proposital! Mas a imprensa achava que eu era bobo. Fui deixando Fernando Henrique ser “primeiro-ministro”. Preciso dizer, aqui, o seguinte: depois de muito tempo na história republicana, nós fizemos o nosso sucessor – e sem usar a máquina administrativa!


Quando levei o presidente eleito comigo para a reunião de Miami, presidentes que ali estavam – acredito que até o presidente Bill Clinton – notaram: “Interessante – o Brasil traz o presidente eleito. O processo democrático vai ter continuidade com Fernando Henrique Cardoso”.


O senhor nomeou Fernando Henrique Cardoso ministro da Fazenda, no Diário Oficial, sem que ele tivesse aceitado o convite?


Eu tinha enfrentado uma crise, triste, para mim: a destituição do ministro Eliseu Resende, às duas e meia da madrugada, quando eu disse a ele o que pensava em relação ao problema discutido no Senado da República. Peguei o telefone: “Fernando, estou com necessidade de um ministro da Fazenda. Vejo que você, apesar de sociólogo, tem as qualificações para assumir neste momento…” Diga-se de passagem que nós nos dávamos muito bem na época. Disse a Fernando: “Se você pudesse assumir o Ministério da Fazenda…” Fernando Henrique não me disse nem sim nem não. Ficou de pensar. Mas resolvi publicar a nomeação. Se ele não quisesse, eu teria revogado.


Isso foi uma maneira de forçá-lo a aceitar?


Fez bem a ele.


ITAMAR FALA DE UM ASSUNTO QUE O INCOMODA : O “CONSTRANGIMENTO” DE TER SIDO FOTOGRAFADO, NUM CAMAROTE DO SAMBÓDROMO, AO LADO DE UMA MODELO QUE NÃO USAVA CALCINHA


O fato de uma modelo ter sido fotografada ao lado do senhor, numa pose indiscreta, foi o momento mais constrangedor que o senhor viveu como presidente da República?


Aquele foi o momento mais constrangedor. Mas se aquela modelo entrou no camarote, pergunto: eu poderia pôr um espelho embaixo, para verificar se a pessoa estava nua? Não tinha jeito! Não podia fazer. Ou podia pôr um espelhinho? Se soubesse, talvez pusesse, sim, um espelho grande, para ver quem estava sem calça ou com calça… Mas aquele foi um momento de muito constrangimento. (Depois de ter desfilado no Sambódromo, no Rio de Janeiro, a modelo Lilian Ramos posou ao lado do presidente vestindo apenas uma camiseta curta sobre o corpo nu – os flagrantes registrados pelos fotógrafos, postados abaixo do camarote, correram o mundo nos dias seguintes.)


Não sei se ele se recorda, mas fui o primeiro governador de estado a fazer a campanha do então candidato Lula. Logo que assumi o governo, nós o lançamos, em Ouro Preto. Nem candidato ele era. Depois, ao longo do meu mandato de governador, defendi a candidatura do hoje presidente Lula, junto com José Dirceu, a quem quero muito bem. Fui igualmente o único governador que esteve presente ao último comício de Lula, em São Bernardo do Campo, quando ele se debulhou em lágrimas. Também emocionado, deixei as lágrimas caírem, debaixo da chuva. Não sei se o presidente Lula se recorda , mas ele chegou perto de mim e disse: “Itamar, o que é que você quer?” Resolveu me mandar para a embaixada do Brasil na Itália. Pela afetividade, por ligações familiares lá, aceitei, mas com receio exatamente do problema que já tinha acontecido. (Logo depois de ganhar fama instantânea, em 1995 Lilian Ramos passou a viver justamente em Roma.) Fiquei bastante preocupado.


A foto da modelo, tirada durante um desfile de carnaval, comprometeu de alguma maneira a imagem presidencial?


Tenho a impressão de que não, porque eu estava ali inocentemente. Não convidei a modelo para ir ao meu camarote. Como disse, para saber se ela estava de calcinha, eu teria de pôr um espelho por baixo – ou, então, levantar a saia, o que eu não faria. Mas aconteceu de ela estar sem a calcinha. Não se pode ter medo de dizer que ela estava sem calcinha, porque ela estava, sim. É o que se verificou, depois. Mas repito que ela não foi convidada por mim. Alguém a colocou lá, alguém que se aproveitou de um descuido qualquer. Meu processo de liberdade, em que não me rodeio de muita segurança e deixo as coisas acontecerem, às vezes pode ser um erro. Alguém introduziu a modelo ali, maldosamente. Afinal, ninguém entra sem roupa num camarote, sobretudo no do presidente da República.


Aquilo causou um constrangimento público ao senhor?


Ah, muito constrangimento público, muito constrangimento…


Porque a foto teve até repercussão internacional…


Teve repercussão internacional. Tentei, depois, dar um telefonema para a modelo. Queria dar o telefonema para chamá-la e enquadrá-la. Tive de usar outro artifício, mas ela entendeu diferente. Terminou gravando o telefonema. O episódio causou um constrangimento internacional. Quem brincou comigo, numa determinada solenidade, foi o rei (Juan Carlos I) da Espanha. Havia um quadro. O rei chegou perto de mim e disse: “Meu caro Itamar, eis aí uma coisa de que você gosta…” Nós brincamos, tal a liberdade que ele tinha comigo. Mas aquilo me custou caro – um banzé danado. Eu é que fui prejudicado, porque todo mundo se beneficiou.


Que personalidade nacional ou estrangeira decepcionou o senhor na presidência?


De personalidade nacional não quero falar, porque eu poderia levantar uma celeuma que não me interessa nesse instante. Entre as personalidades estrangeiras, não me recordo de nenhuma que tenha me decepcionado. Sempre respeitei a personalidade e o modo de dirigir dos governantes. A gente aprende que não se deve interferir na gestão desse ou daquele presidente. Ao contrário. Mas houve duas figuras que me impressionaram. Uma pertence ao campo da religião. Pode-se até discordar da linha que ele seguia. Não quero debater a doutrina social da Igreja. Mas devo dizer que o papa João Paulo II me impressionou. Considero-o um peregrino da paz. Fiquei impressionado com a peregrinação que ele fez por uma paz que, infelizmente, até hoje, no século XXI, não conseguimos.


Hoje, vejo falar das relações entre Brasil e Venezuela. Mas Brasil e Venezuela, em minha época nas presidência, estavam de costas um para o outro. Fui o primeiro a visitar o presidente da Venezuela, Rafael Caldeira, depois que ele foi eleito. Vi que ele tinha um amor grande pelo Brasil. Ali, foi possível fazer com que Venezuela e Brasil voltassem a ter amizade. A aproximação foi tão grande que o presidente Rafael Caldeira tornou-se um dos primeiros presidentes a defender a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.


São figuras que me impressionaram. O presidente Rafael Caldeira, pela simplicidade, pelo bem querer em relação ao Brasil e por seus desejos democratas. O Papa João Paulo II, por ser um peregrino da paz, uma figura notável.


Tive três encontros com o Papa. Dois encontros ocorreram aqui no Brasil. Um ocorreu em Roma, quando o presidente Lula me pediu que o representasse no Jubileu do Papa (em 2003). Fui um dos 16 que puderam cumprimentá-lo. O Papa já estava doente. A gente seguia todo o drama pessoal não do Papa em si, mas daquela figura humana. Ao me ajoelhar para pegar na mão de João Paulo II e olhar para a face daquele homem, me emocionei bastante. Quando disse que era brasileiro, ele respondeu: “Oh, brasileiro”. Olhou-me rapidamente nos olhos. Pude ver que ali estava um homem que claramente demonstrava, no olhar, uma tristeza profunda

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

LINFOMAS - HODGKIN / NÃO-HODGKIN

Saúde


 LINFOMAS - HODGKIN / NÃO-HODGKIN

 
Os linfomas são um grupo de doenças que se originam nas células do sistema linfático Este sistema é constituído de órgãos e tecidos que produzem,armazenam e distribuem os glóbulos brancos do sangue que combatem a infecção e outras doenças. Fazem parte deste sistema a medula óssea, os linfonodos (gânglios ou ínguas) e os vasos linfáticos (vasos que carregam a linfa, como as veias carregam o sangue).

O Linfoma é o câncer que surge quando uma célula do sistema linfático normal se transforma em uma célula maligna, crescendo descontroladamente e disseminando-se pelo organismo. Esta doença se caracteriza, em geral, pelo aparecimento de ínguas que crescem mesmo quando não há infecção.

Há dois grandes grupos de linfomas:


Linfomas de Hodgkin

Linfomas Não-Hodgkin


São classificados conforme o grupo de células que sofre a malignização e passa a se reproduzir rápida e desorganizadamente.


Linfoma de Hodgkin

 
Os Linfomas de Hodgkin (também chamados de Doença de Hodgkin) originam-se de um tipo específico de célula linfóide, a célula de Reed-Sternberge. Estes linfomas podem se dividir em Linfoma de Hodgkin nodular linfócito predominante e Linfoma de Hodgkin clássico.

Apesar de não se saber a causa dos Linfomas, uma série de fatores de risco estão associados a estas doenças.


Fatores de risco para Linfoma de Hodgkin:

Idade esta doença pode ocorrer em qualquer faixa etária; mas são mais comuns entre 15 e 40 anos, atingindo particularmente indivíduos entre 25 e 30 anos.

Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, o vírus que causa a doença mononucleose

Pessoas que têm um ou mais familiares que desenvolveram esta doença (principalmente, quando criança) apresentam maior risco em desenvolvê-la.


Linfomas Não-Hodgkin


Linfomas Não-Hodgkin são mais comuns que os Linfomas de Hodgkin. Podem ocorrer em qualquer idade e dependendo das células que se tornaram malignas são classificados em sub-tipos histológicos que apresentam características específicas. Podem ter comportamento indolente (crescimento lento) ou agressivo (crescimento rápido).


O tipo indolente tem uma evolução geralmente favorável com uma média de sobrevida de 10 anos apesar de ser incurável quando a doença acomete várias partes do corpo (doença avançada). O linfoma que se apresenta com comportamento agressivo tem uma evolução mais rápida, mas muitos destes pacientes se curam por serem mais sensíveis à quimioterapia.


Ao examinar o tumor, o médico patologista divide os Linfomas


Não-Hodgkin em subtipos que podem estar relacionados aos linfócitos (tipo de de glóbulo branco do sangue) do tipo B ou T.

Os linfomas em que os linfócitos do tipo B se tornaram malignas dividem-se em:


Linfoma de Burkitt,


Linfoma linfocítico de pequenas células (que é a mesma doença que a leucemia linfocítica crônica)

Linfoma difuso de grandes células

Linfoma folicular

Linfoma imunoblástico de grandes células

Linfoma linfoblástico células B precursoras

Linfoma de Células do Manto


Os linfomas de células T dividem-se em:

Micose fungóide (uma doença que acomete preferencialmente a pele)

Linfoma anaplásico de grandes células

Linfoma linfoblástico de células T precursoras

Linfoma de Malt


Outros sub-tipos menos comuns também podem ocorrer


Comportamento Indolente Comportamento Agressivo

* Linfoma folicular * Linfoma difuso de grandes células B

* Linfoma linfocítico de pequenas células * Linfoma de células do manto

* Linfoma MALT * Linfoma linfoblástico

* Linfoma de Burkitt


Fatores de risco para Linfoma não-Hodgkin

Idade, esta doença é mais comum em pessoas mais velhas.

Doenças como: Imunodepressão secundária a doenças hereditárias (como, hypogamaglobulinemia) ou doenças autoimunes (como artrite reumatóide, psoríase ou Síndrome de Sjögren ) ou ainda doenças adquiridas que comprometem o sistema (como, HIV /AIDS ou uso de medicamentos imunossupressores após transplante de algum órgão)

Infecções pelo vírus HTLVdo tipo I ou Vírus Epstein-Barr

História de infecção pela bactéria Helicobacter pylori

Dieta rica em carne e gordura

Tratamento para Linfoma de Hodgkin no passado


SINTOMAS


Os sintomas que podem ocorrer na presença dos linfomas e devem ser investigados para se diagnosticar qualquer um dos tipos de Linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin:


Aumento dos gânglios (linfonodos) do pescoço, axilas e/ou virilha (com ou sem presença de dor);

Sudorese (suor) noturna excessiva;

Febre (38ºC ou mais medida na axila com o auxílio de um termômetro comum);

Prurido (coceira na pele);

Perda de peso inexplicada (perda de mais de 10% do peso corporal nos últimos 6 meses de forma não proposital e sem explicação)

Cansaço frequente.


Podem também aparecer sintomas respiratórios como tosse, falta de ar ou dor torácica e abdominal como dor ou distensão abdominal.


Diagnóstico


A biópsia (remoção de pequeno fragmento de tecido) é o exame que define o diagnóstico. Pode ser necessário realizar uma biópsia de um gânglio (quando o médico, através de uma incisão na pele, remove um gânglio inteiro ou uma pequena parte) ou biópsia da medula óssea (quando se retira um pequeno fragmento da medula óssea através de agulha.)

Além disso, outros exames podem ser necessários:

Punção lombar - retira-se pequena porção do líquido cérebro-espinhal (líquido que percorre a medula espinhal). Esse procedimento determina se o sistema nervoso central foi atingido pela doença;

Exames de Imagem como radiografias, tomografias, ressonância magnética e cintilografia para determinar a localização e a extensão do locais acometidos pela doença.

Com estas informações o médico define o estadiamento do tipo, ou seja, qual o grau de comprometimento do paciente pelo câncer. Os linfomas são geralmente divididos nos seguintes estágios:

Estágio I – quando um único grupo de linfonodos está comprometido (axila, por exemplo)

Estágio II – indica o envolvimento de dois ou três grupos vizinhos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (para cima ou para baixo do músculo que divide o tórax do abdome), axila e região do pescoço, por exemplo.

Estágio III – representa o envolvimento de vários grupos de linfonodos acima e abaixo do diafragma (gânglios da região supraclavicular e da região inguinal, por exemplo).

Estágio IV – significa que há o envolvimento disseminado para outros órgãos, como pulmões, fígado e ossos.

Além disso, se acrescenta a letra A quando o paciente não apresenta sintomas ou a letra B quando apresenta sintomas clássicos do Linfoma, como febre, sudorese noturna, perda de peso e cansaço. Com a informação do estágio e o tipo histológico, o médico pode definir qual o tratamento deve ser iniciado.


Tratamento


O tratamento consiste em quimioterapia associada ou não à radioterapia. Para alguns pacientes, cujo tratamento inicial não determinou uma cura ou remissão prolongada, pode ser necessário o transplante de medula óssea.

Quando a doença tem risco de comprometimento do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), utiliza-se a injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal.


ALIMENTOS PARA A PREVENÇÃO DO CÂNCER


A alimentação é uma necessidade básica do ser humano desde a sua origem mais ancestral. Quando nômade, vivendo da coleta e da caça, o homem aprendeu a identificar na natureza quais os componentes que poderiam ser ingeridos como alimentos e quais eram tóxicos e potencialmente nocivos. No período neolítico, com o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais, o homem ampliou sua possibilidade de alimentação tanto em quantidade como em diversidade, não necessitando andar atrás do alimento, passando a ser sedentário. Essa mudança, associada ao domínio do fogo e o cozimento dos alimentos, produziu transformações adaptativas que se mantiveram por milhares de anos.


Várias culturas antigas utilizavam o alimento como principal forma de preservação da saúde. Desde lá o alimento já não era considerado como um simples suplemento energético, mas a essência do equilíbrio do organismo. A cultura moderna, pós revolução industrial, modificou de forma muito rápida esta tradição milenar e a noção de alimento como fator de preservação da saúde foi esquecido. Deu lugar à noção da alimentação como lazer e de satisfação que pode e deve ser alcançada, rapidamente, através daquele alimento gostoso, crocante, doce, etc...


O câncer é uma doença complexa que pode atingir diversos órgãos e sistemas e que tem sua origem em uma disfunção na unidade básica do organismo que é a célula. Essa disfunção pode ser causada pela agressão de substâncias químicas, radiações, vírus (que funcionam como agentes cancerígenos) ou ainda por um excesso de radicais livres produzidos pela própria célula e não adequadamente inativados. Normalmente, nossas células estão expostas a estes agressores e conseguem reparar os danos causados por eles, impedindo que as suas funções sejam alteradas. Porém, em algumas células, eventualmente, esses reparos não são suficientes e o dano leva essas células a se reproduzirem de forma desordenada.


Esse crescimento desordenado de um determinado grupo de células é o que caracteriza o câncer. Essas células passam a invadir tecidos vizinhos e muitas delas espalham-se pelo organismo através das chamadas metástases, instalando-se em órgãos distantes de sua origem, onde as células cancerosas continuam com sua reprodução desenfreada. Entretanto, essa transformação não ocorre de forma imediata, podendo evoluir durante vários anos até o processo se manifestar e aparecerem os primeiros sinais clínicos da doença.


O câncer é a segunda maior causa de morte nos países desenvolvidos e um terço de todos os cânceres é atribuído a fatores nutricionais relacionados à má alimentação, incluindo obesidade. Resultados de vários estudos epidemiológicos apontam os possíveis fatores na alimentação que servem como proteção ao câncer. Quanto maior o consumo de frutas e legumes, menor o risco da pessoa desenvolver a doença.


Na concepção alimentar ocidental moderna, o principal objetivo da alimentação é obter energia; dessa forma, alimentos mais ricos em calorias são a base do padrão alimentar, estando os alimentos menos calóricos como frutas e legumes, relegados a um segundo plano.


A alimentação pode afetar o desenvolvimento do câncer por meio de duas vias principais:


a primeira, pelo excesso de ingestão de alimentos com componentes indutores de alterações celulares que levam ao câncer (por exemplo, gorduras saturadas, alimentos industrializados, alimentos com farinhas e açúcares altamente refinados e com alto índice glicêmico);


a segunda via é pela falta de alimentos que impedem o desenvolvimento de alterações celulares precursoras do câncer (frutas, legumes). Portanto, uma alimentação equilibrada ataca o desenvolvimento do câncer em duas frentes, reduzindo a ingestão de substâncias que, em excesso, são potencialmente cancerígenas e combatendo o desenvolvimento do câncer por meio de moléculas anticancerígenas presentes em alimentos na sua forma natural (principalmente os vegetais).


drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.)


As frutas e legumes contêm, além dos componentes classificados como macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas e minerais), uma terceira classe de nutrientes chamados de fitoquímicos, presentes em abundância nestes alimentos. Esses fitoquímicos são os principais fatores das frutas e legumes que oferecem proteção contra o câncer, superando inclusive, os já conhecidos efeitos benéficos das vitaminas e fibras contidas neles.


Nas plantas, os fitoquímicos têm um papel de proteção contra agressões, funcionando como antibacterianos, inseticidas, fungicidas, etc. Paradoxalmente, estes fitoquímicos que são tão benéficos para a saúde humana, são também os responsáveis pela aversão que os vegetais provocam em algumas pessoas. São estes fitoquímicos que conferem adstringência, odor e amargor aos vegetais.


Os fitoquímicos são agrupados em famílias químicas (polifenóis, terpenos, compostos sulforados e saponinas) subdivididas em classes (flavonóides, ácidos fenólicos, carotenóides, etc.) e em subclasses (isoflavona, taninos, antocianidinas, etc.) Estes compostos atuam como anticancerígenos por meio de vários mecanismos de ação:


impedem a ativação de substâncias cancerígenas;

interferem nas células tumorais impedindo seu crescimento;

reduzem a neoangiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) essencial para o desenvolvimento dos tumores;

funcionam como antioxidantes combatendo os radicais livres;

estimulam o sistema imunitário aumentando o grau de defesas contra alterações celulares.


Muitos destes mecanismos são os almejados pelas drogas sintéticas produzidas para combater o câncer.

Os principais alimentos com seus compostos que oferecem proteção contra o câncer são os seguintes:


GRUPO ALIMENTAR


ALIMENTOS

PRINCIPAIS COMPOSTOS ANTICANCERÍGENOS


CRUCÍFERAS (COUVES)

Repolho, brócolis, couve-flor, couve-verde, mostarda, couve-de-bruxelas, couve chinesa, rabanete, agrião, nabo

GLICOSINOLATOS E ISOTIOCIANATOS


ALLIUM

Alho, cebola, alho-poró, cebolinha

COMPOSTOS SULFORADOS


SOJA

Grãos, molho, tofu, leite de soja

ISOFLAVONA E GINISTEÍNA (Fitoestrógeno)


CURCUMA LONGA

Cúrcuma (tempero)

CURCUMINA


CHÁ (Camillia sinensis)

Chá verde, chá preto

POLIFENÓIS (Catequinas)


FRUTAS VERMELHAS

Mirtilo

ÁCIDO ELÁGICO E ANTOCIANIDINAS


NOZES

Nozes (pecã), linhaça

ÁCIDO ELÁGICO E ÔMEGA 3


PEIXES

Sardinha, salmão, arenque, truta, atum

OMEGA 3


CÍTRICOS

Limão, laranja, tangerina, toranja

NARINGENÍNA E VITAMINA C


VINHO

Vinho tinto

POLIFENÓIS (resveratrol)


CACAU

Chocolate amargo (70%)

POLIFENÓIS (catequinas)


O conjunto de estudos científicos acumulados até hoje indicam que a maioria dos cânceres tem o seu desenvolvimento influenciado por fatores modificáveis, não hereditários, e que aspectos relacionados com o estilo de vida como hábitos alimentares, atividade física e controle do tabagismo, exercem um papel preponderante na prevenção do câncer. Dentre estes aspectos, a alimentação equilibrada desponta como uma das ferramentas mais eficazes para reduzir o risco de câncer, sendo os alimentos de origem vegetal uma fonte essencial de moléculas com propriedades quimiopreventivas.


Ter uma alimentação rica em frutas e legumes é como fazer um tratamento diário com baixas doses de substâncias que impedem o desenvolvimento do câncer.


Dieta e Câncer



Qual o impacto da doença na saúde da população:


No Brasil, a incidência de câncer se torna mais evidente à medida que ocorre o envelhecimento da população, resultado do processo de desenvolvimento econômico e social. Atualmente, o câncer é reconhecido como uma doença comum, representando a segunda principal causa de morte no país. Na faixa etária acima de 40 anos de idade é a principal causa de morte, sendo até 30% desses cânceres diretamente relacionados aos hábitos alimentares.


FATORES DE RISCO PARA O CANCER

Fumo

Dieta (Rica em gorduras e carne vermelha)

Sedentarismo

Trabalho em ambiente carcinogênico

História familiar para câncer


A dieta e a alimentação são considerados fatores de risco modificáveis, uma vez que os hábitos alimentares podem ser modificados através da adoção de um estilo de vida mais saudável.


Mudanças na dieta que podem diminuir o risco de desenvolver câncer

Atualmente, alguns alimentos contribuem para o desenvolvimento do câncer, enquanto outros podem conduzir para menores chances de desenvolvimento da doença.


Há que se considerar, ainda, a teoria da angiogênese (formação de novos vasos sangüíneos), que prevê a suspensão ou regressão da progressão dos tumores sólidos e também das neoplasias (desenvolvimento de tumores) hematológicas, através da adoção de um padrão de dieta anti-angiogênica.


Adotar um padrão de dieta “anti-câncer” poderá contribuir para a redução das chances de risco para diversos tipos de cânceres como os de cólon, de reto, de próstata, de mama, entre outros correlacionados. Além disso, um modelo de dieta mais saudável também tem papel protetor contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Para as pessoas com uma tendência genética para o desenvolvimento de câncer, a adoção de um estilo de vida mais saudável se faz obrigatório e necessário, conforme descrito a seguir:


1 - Controle da ingestão de gorduras: restringir as gorduras saturadas, as trans e o colesterol.


2 - Limitar a quantidade de gordura total da dieta. Considerar que a ingestão de gorduras adequada está entre 25 a 30% do total de calorias ingeridas. Em uma dieta de 2500 kcal, onde 625 kcal seriam provenientes das gorduras, as mesmas representam 70 gramas (ou mililitros) por dia, incluindo todos os alimentos, inclusive o óleo utilizado no preparo dos alimentos e para o tempero de saladas.


3 - Escolher as gorduras certas. Pesquisadores do câncer tem apontado que povos com menor consumo de gorduras tem menos câncer, tais como os esquimós (que tem uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3) e mediterrâneos (que tem uma dieta baseada em plantas e alimentos de origem vegetal). Gorduras não saturadas, encontradas em óleos de plantas e de vegetais, que são fontes de gorduras monoinsaturadas, tais como azeite de oliva e óleo de canola. O ômega 3 está presente, em maior quantidade, nos peixes de águas salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão. Os de águas doces também apresentam ômega 3, mas em quantidades menores.


4 - Aumentar o consumo de fibras. Pesquisas relacionando nutrição e câncer apresentam evidências para a diminuição do risco de câncer em dietas com alto teor de fibras. Escolher alimentos integrais, aumentar o consumo de frutas e de vegetais, acrescentar fibras e farelos aos preparos de alimentos podem ser pequenas, porém importantes mudanças nos hábitos alimentares.


5 - Incluir no mínimo 5 porções de frutas e vegetais ao dia. Há um consenso de que o consumo de frutas e vegetais tem papel protetor contra o desenvolvimento de câncer. Isso se deve, em grande parte, aos seus compostos nutritivos, vitaminas e minerais. Embora existam diversos suplementos disponíveis no mercado, ainda não foi formulado suplemento equivalente a uma maçã, a uma laranja, a uma banana. Os alimentos contêm um complexo de nutrientes que, através da sua interação, tornam os seus efeitos muito mais potentes ao organismo humano. Ingerir mais frutas diminui o apetite por alimentos altamente calóricos e diminui o risco de câncer.


6- Diminuir a quantidade de carne vermelha. São muitas as manifestações contrárias à ingestão de carne vermelha na alimentação humana, principalmente com restrições voltadas ao seu conteúdo de gordura saturada e colesterol.


7 - Incluir soja e seus derivados. Diversas pesquisas têm demonstrado que o consumo de produtos derivados da soja está associado com a redução do risco de inúmeras doenças, tais como câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, mal de Alzheimer e sintomas da menopausa. No Brasil, apesar de ser o segundo maior produtor mundial de grãos de soja, o seu consumo, praticamente, se restringe ao óleo. Os seus benefícios derivam, principalmente, da sua ação antioxidante, protegendo o organismo contra os danos celulares que levam ao envelhecimento.






segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pele bonita e envelhecimento: essa combinação é real

Saúde - Pele Bonita e Envelhecimento


A pele exige nossa atenção em todas as fases da vida, porém, com o avançar da idade, os cuidados devem ser redobrados. Assim como os outros órgãos do corpo a pele também envelhece e é intensamente atingida pelas alterações do tempo.


Elasticidade reduzida, pouca hidratação e sensibilidade exacerbada: essas são algumas características da cútis do idoso, indícios que podem ser controlados com bons cuidados. A pele idosa pode manter-se bela e saudável.


 
Exposição Solar



É importante que os idosos diminuam a exposição ao sol e sempre que a fizerem estejam utilizando filtro protetor solar adequado. O sol não deve ser cortado da rotina, afinal ele é um importante estimulador da vitamina D em nosso organismo. Pesquisas abordam a alternância do uso de FPS, ou seja, deve-se escolher uma região isolada onde não é aplicado o protetor. Assim, em um dia não aplicar em um braço, no dia seguinte utilizar no outro braço, e assim por diante.




Hidratação: essencial


A pele do idoso é menos hidratada porque as camadas de gordura estão reduzidas, o que facilita a perda de água e diminui as barreiras de hidratação. Para manter a umidade em equilíbrio é imprescindível acabar com os banhos quentes e aplicar loções hidratantes todos os dias. Loções à base de vitaminas A, E, e ácidos graxos auxiliam na reposição da água na pele.




 

Como surgem as rugas?


Com o envelhecimento fisiológico natural, a pele passa por algumas fraturas, que chamamos de rugas. A radiação solar é um importante fator causador de rugas porque os raios UVA e UVB precipitam o surgimento de fraturas na cútis.

 
 
 
 
 
 

 
Manchas da idade


A melanose solar é uma mancha pequena que surge no rosto e nas mãos, resultado da exposição solar acumulada ao longo dos anos. Ela se manifesta com o avançar da idade. Com o envelhecimento surgem também sardas (de cor castanha) no rosto e no corpo. Pessoas de pele clara estão mais suscetíveis a essas manchas. Isso ocorre porque a pele idosa apresenta maior acúmulo de melanina.


O envelhecimento programado cercado de cuidados estéticos e saudáveis é o ideal para homens e mulheres. Nas próximas semanas, dicas de tratamentos clínicos para combater o problema.

A rejeição causa dor

Saúde - Rejeição causa dor


Quem já não sofreu muito por ter sido rejeitado(a)?. Um estudo mostra que a dor da rejeição não é simples figura de linguagem.



Sabe aquela velha história da pessoa rejeitada dizer que ficou machucada?. Que passar por um trauma deste tipo dói?. A pessoa está literalmente falando a verdade. A dor da rejeição não é apenas uma figura de expressão ou de linguagem, mas algo tão real como a dor física. Esta é a conclusão de um interessantíssimo estudo publicado num importante periódico (Proceedings of the National Academy of Sciences). Para chegar a esta conclusão os pesquisadores avaliaram 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado de relacionamento amoroso, nos últimos seis meses. Além disto, eles se sentirem rejeitados por causa deste fato. Cada participante completou duas tarefas, uma relacionada à sensação de rejeição e outra com respostas à dor física, enquanto tinham seus cérebros examinados por ressonância magnética funcional. O resultado mais surpreendente é que fortes sensações induzidas de rejeição social ativam as mesmas regiões cerebrais envolvidas com a sensação de dor física.



A nova pesquisa destaca que há uma inter-relação neural entre esses dois tipos de experiências em áreas do cérebro, uma parte em comum que se torna ativa quando uma pessoa experimenta sensações dolorosas, físicas ou não. Os pesquisadores identificaram essas regiões: o córtex somatossensorial e a ínsula dorsal posterior. Em outras palavras, a pesquisa mostra que experiências intensas de rejeição social ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta às experiências sensoriais dolorosas. Os autores afirmam que a sensação de dor decorrente, por exemplo, do derramamento de uma xícara de café quente sobre o corpo ou do pensamento em alguém com quem se viveu um rompimento, recente e inesperado, provocam dores que são muito semelhantes. O estudo dá uma nova visão e relevância ao trauma emocional, no caso em particular da rejeição.


Evento tão comum, em algum momento da vida, de mulheres, mas também de homens. Ainda que, aparentemente, as mulheres refiram mais do que homens histórias de rejeição. O fato é que agora, pode-se afirmar, com certeza, que rejeição ‘machuca’. Então da próxima vez que você escutar alguém dizendo que está com dor por ter sido abandonada ou preterida. Acredite, ela está dizendo a verdade.

domingo, 21 de agosto de 2011

'PMDB terá candidatura própria à Prefeitura'

Politica - Natal - RN


O deputado estadual Hermano Morais tem sido o nome mais lembrado dentro do PMDB como possível candidato à Prefeitura do Natal, em 2012. Nesta entrevista, ele garante que o partido terá candidatura própria, já prepara um projeto de governo para a capital, mas não definiu o nome do representante que encampará as ideias durante o pleito do próximo ano. "Não há pré-candidatos", assegura. Vereador por quatro mandatos e recém-eleito parlamentar da Assembleia Legislativa, Hermano Morais destacou que considera um sinal de confiança da população natalense as votações sempre crescentes que têm somado, inclusive durante a campanha estadual de 2010, quando foi o deputado mais votado do PMDB na capital. Nesta entrevista à TRIBUNA DO NORTE ele relata sobre as conversas com DEM e PDT, a [estrita] aliança no campo administrativo com a Prefeitura do Natal e sobre afinidades partidárias.



Como é que o PMDB está se preparando para 2012?



Primeiro a definição, tanto do diretório nacional como também a disposição do estadual e municipal, é de que o PMDB desta feita apresente uma candidatura própria à Prefeitura de Natal. O que em 2012 significará 20 anos de ausência na disputa, então todo o trabalho está sendo feito neste sentido, desde a aquisição de novos quadros, que se propõem a disputar as eleições proporcionais para vereador de Natal como também, com o auxílio da Fundação Ulysses Guimarães, que é um braço intelectual do PMDB, já está sendo feita a discussão preliminar de um programa de governo para ser discutido assim que concluído nos diversos bairros de Natal para que nós possamos dar a devida legitimidade e acrescentar aquilo que é prioridade para a população. Então esse trabalho vem sendo realizado pelo diretório municipal que tem a frente hoje o vereador Luiz Carlos. Eu inclusive ainda ocupo a presidência, mas legalmente estou licenciado desde que me elegi deputado estadual e entendendo que o vereador Luis Carlos está militando no âmbito municipal e teria mais condições de conduzir esse trabalho. Então esse trabalho está sendo feito com muita dedicação, nós já temos uma boa nominata, nós estamos realizando cursos também de preparação desses candidatos, cursos de formação, além de outros cursos para a militância do partido relacionada à gestão pública. A intenção é que nossos quadros e nossos militantes possam desenvolver melhor o seu trabalho nos diversos bairros e assim dar uma contribuição maior na elaboração desse programa de governo.


A discussão no âmbito dos projetos também já se estendeu às definições sobre nomes de possíveis candidatos?

 
Quanto à candidaturas nós não chegamos ainda a uma definição. Meu nome é lembrado como de outros companheiros. Eu destaco que o deputado Walter Alves também é bem lembrado e é um excelente nome. Meu nome... Eu atribuo a lembrança ao fato de ter sido por quatro vezes vereador de Natal, sempre entre os mais votados, e pelo conhecimento que eu tenho da realidade do município e pelo fato inclusive de ter sido lembrado para disputar a eleição em 2008, o que terminou não acontecendo, causando até uma frustração à militância do partido, aos simpatizantes do partido. Mas penso que agora esse projeto terá efeito prático e certamente vai acontecer e acredito em benefício da população de Natal que terá também no PMDB um partido de grande aceitação popular. A nossa população terá oportunidade de apreciar o projeto do PMDB para Natal, uma cidade que tanto cresce, se desenvolve e, por conseguinte, tantos problemas acumula.


O PMDB sempre diz que tem candidato próprio, mas como o senhor mesmo falou, está desde 1992 sem encabeçar uma chapa majoritária na capital. O que garante que isso não acontecerá novamente?

 
Espero que isso não aconteça. A nossa expectativa é que a nossa candidatura, a candidatura do PMDB - eu defendo o projeto partidário - deve ser capitaneado por aquele que reunir mais apoios, que unificar o partido em torno desse projeto importante. Eu acredito que pelas declarações do [deputado Henrique Alves] presidente estadual do partido, pela determinação do diretório nacional e pela vontade das bases do partido - que a muito reclamam e constatam que o partido vem perdendo força ao longo do tempo exatamente pela sua ausências nas disputas majoritárias - acredito que nós teremos sim uma candidatura própria, legítima e contribuindo para o bom debate com o propósito não só de disputar a eleição, mas de governar Natal nos próximos quatro anos.


Não há definição de nomes, mas sim de candidatura própria...


PMDB terá candidatura própria, está elaborando um programa e deverá oportunamente definir o nome que vai exatamente ser o porta-voz desse sentimento partidário.


O senhor é pré-candidato ou ainda não chegou nesse estágio de entendimento?

 
Meu nome tem sido lembrado e isso é motivo de satisfação pelo fato de entre outros nomes o meu estar sendo também cogitado, mas eu hoje acho que o termo correto é cogitado. Digo porque nós não chegamos ainda a estabelecer um debate interno no partido sobre a escolha desse nome. Nós temos é discutido, e essa proposta já considero como consolidada, que o PMDB terá um candidato à Prefeitura de Natal. Eu inclusive lembro que quadros existem no partido. Posso novamente citar como exemplo que vem sendo lembrado pelos que fazem o partido tanto meu nome como do deputado Walter Alves. Mas nós temos outros excelentes quadros, mas o fato é que passada essa fase agora da primeira data do calendário eleitoral - até início de outubro nós temos que cuidar da filiação dos novos quadros, incentivar antigos quadros também que queiram disputar as eleições. Então nós estamos prestes concluir essa primeira fase. Vencido esse primeiro passo eu acredito que o partido então vai se reunir para definir os nomes, como também vai começar a discutir as possíveis alianças que vão ser estabelecidas para que o partido possa concorrer com maiores chances de êxito. Com certeza vai ser uma eleição muito disputada pelos nomes e as manifestações de diversos partidos nós teremos uma campanha muito acirrada, o que é muito bom para a cidade, para a sociedade, porque terá a oportunidade de, acompanhando o debate, as propostas, fazer a melhor escolha.


O PMDB faz parte da gestão Micarla de Sousa, inclusive com indicações em Secretarias. Essa parceira se limita ao campo administrativo ou se estende à seara política?


O PMDB pela sua envergadura, sua influência no plano nacional, tem uma responsabilidade muito grande no plano estadual e local de ajudar os governos. Nós sabemos que Natal passa por um momento de muita dificuldade e ao ser procurado, no caso o deputado Henrique Alves, que é presidente do partido, ele juntamente com o ministro Garibaldi Filho, eles foram solicitados a ajudar também na busca de recursos que possam atender os anseios da população de Natal. Nós temos vários projetos em curso, nós tínhamos aí esse evento da Copa do Mundo de 2014, cujos recursos começam a ser liberados, confirmando Natal como uma das cidades que sediarão o evento. Mas temos outros projetos também em curso onde a participação do PMDB se torna muito importante para que eles sejam realmente consolidados e liberados para o município que tem uma limitação muito grande de ordem orçamentária. A capacidade de investimento hoje do município de Natal é quase zero, é muito pouca, então precisa estabelecer essas parcerias com o governo federal, parceiros privados ou então nós estaremos fadados a adiar projetos que já estão, eu diria, muito atrasados. A área de educação, saúde pública, saneamento, obras estruturantes da área de mobilidade urbana, Natal é uma cidade que cresce muito e por isso precisa desses investimentos. Então a ajuda do PMDB tem sido administrativa.


Só de ordem administrativa?

 
Somente administrativa. O PMDB sempre deixou muito claro a sua disposição de apresentar uma candidatura própria. O desejo e a vontade de concorrer às eleições sempre foi colocado de forma muito clara pelo presidente estadual do partido, de forma que não há nenhum compromisso com, por exemplo, a reeleição da atual prefeita Micarla de Sousa. O PMDB está muito à vontade para concorrer às eleições, se apresentar para o julgamento popular com um bom programa de governo, que possa ser avaliado e aprovado pela população.


O senhor, que foi eleito deputado pela oposição, concorda com a unificação do PMDB no apoio ao governo Rosalba?

 
Esse assunto ainda não foi discutido internamente no partido. Eu pelo menos não participei de nenhuma conversa nesse sentido, tenho acompanhado pela imprensa sobre encontros políticos que teriam o objetivo de unificar a posição política do PMDB em nível estadual. Isso se deve ao fato do PMDB ter estado literalmente dividido nas últimas eleições. Um grupo acompanhou o ministro Garibaldi e apoiou a candidatura da governadora Rosalba Ciarlini e o outro seguiu o deputado Henrique que defendeu o projeto do então candidato à reeleição, Iberê Ferreira de Souza. Passadas as eleições e conhecido o resultado das urnas é natural que cada um mantenha a sua posição, mas é compreensível também que há um esforço no partido para unificar uma posição. Acredito que essa especulação ou esses entendimentos e conversas preliminares eles realmente têm esse sentido de unificação do partido. Então nós vamos aguardar a manifestação dos nossos líderes para discutir melhor. Eu pelo menos acompanhei a posição do deputado Henrique Alves, tenho mantido aqui na Assembleia uma postura de independência e vou aguardar, porque sou partidário, a oportunidade de opinar e até participar de alguma deliberação se esse assunto for posto em discussão no âmbito do partido.


Como estão as conversas preliminares do PMDB já iniciadas, por exemplo, com DEM e PDT?


Essas conversas têm acontecido e têm sido divulgadas pela imprensa. Nossos líderes maiores, nós tomamos conhecimento, mantiveram conversas com lideranças do DEM, acredito até pela afinidade que ficou desde a última eleição, já que parte do PMDB é liderado pelo ministro Garibaldi Filho, que legitimamente hoje inclusive participa do governo porque participou também na eleição. Então tem essa conversa em curso, iniciada, mas sem que tenha uma discussão interna, que poderá acontecer no momento certo a critério, acredito, de quem está mantendo essas conversas. São dois líderes partidários. Quanto à conversa com o ex-prefeito nós tomamos conhecimento também. Acredito que tenha sido uma conversa até de conteúdo político mas no âmbito familiar. Nós tomamos conhecimento pela imprensa que as pessoas que participaram de uma conversa preliminar são todos de uma mesma família, reconhecidamente de tradição política, parte integrante do PMDB, liderando o PMDB há muito tempo, que teve a conversa com integrantes de outro partido. Não conheço o conteúdo da conversa, não me foi dada a informação, mas espero não só eu, na condição de militante do partido, e com hoje a responsabilidade de deixar a Assembleia mais com inserção política na capital, minha principal base, ser informado. Eu acredito que o diretório municipal do PMDB hoje capitaneado pelo vereador Luiz Carlos, também seja convocado e informado sobre o conteúdo dessas conversas. Então eu não tenho elementos até para comentar a respeito porque o que sei foi apenas o que foi colocado de forma muito resumida na imprensa local. Mas eu julgo importante que o PMDB converse com todos os partidos até porque logo mais nós teremos que estabelecer de forma até mais clara e profunda esses entendimentos porque já estaremos discutindo a possibilidade de alianças políticas para as eleições de 2012. Então acredito que fatalmente essas conversas serão inclusive estendidas a outros partidos políticos.


Já se pode falar em alguma afinidade em especial?

 
O PMDB por estar ausente da disputa há muito tempo mas, pela importância que tem não só no cenário nacional, mas no estadual e municipal, porque é um partido que tem grande simpatia na capital, hoje está muito a vontade. Por ser um partido tradicional e dos mais antigos e pela sua ausência nas últimas disputas, fica muito a vontade para dialogar com todos os partidos. Então vamos concluir o nosso programa, vamos iniciar essa discussão com a população e, paralelo a isso, vamos conversar com os outros partidos que desejam participar dessa disputa eleitoral e que tenham iguais propósitos, quem sabe formando futuras alianças.


A cautela com que o senhor trata uma possível candidatura é por temer o mesmo desfecho de 2008?

 
Isso se deve principalmente ao respeito que tenho aos meus companheiros de partido e a minha convicção que devemos abraçar um projeto partidário. A questão da escolha de nomes, no meu entendimento, é secundária. E o partido tem excelentes nomes. E me permitam, até pela lembrança que tem sido feita ao meu nome, me incluir nessa relação. Mas eu destacaria também o nome do deputado Walter Alves, que é um excelente nome e não teria nenhuma dificuldade de depositar minha confiança e participar de uma campanha para Prefeitura de Natal. Essa cautela se deve principalmente a esperar o momento certo para que o partido abra essa discussão, que possa estabelecer critérios para definir seu nome e assim não criar nenhum obstáculo ao entendimento. Eu julgo como fundamental a unidade partidária. Nós temos consciência de que esse projeto é ousado, nós vamos ter uma eleição muito disputada, então é importante que o partido esteja unido, bem definido e decidido com relação aos seus propósitos. Então no momento em que tivermos essa posição clara e manifestava por todos do partido, em especial dos nossos líderes maiores, eu penso que é chegada a hora de nós discutirmos os nomes. É natural que no meu caso específico eu tenha ficado de certa forma ressabiado pelo que aconteceu no último pleito quando meu nome foi lançado e, às vésperas da eleição houve uma nova decisão, um desvio da estratégia anunciada anteriormente. Mas é um assunto que foi objeto de discussão interna e de auto-crítica dos líderes maiores que reconheceram o grande equívoco cometido à época. Então acredito que com esse amadurecimento e com o espírito de luta que é muito próprio do PMDB, com boas propostas para resolver os problemas históricos de Natal - que não vêm sendo devidamente encarados e resolvidos ao longo do tempo - penso que a candidatura do PMDB surgirá de forma forte, competitiva e com amplas chances de vitória.


E como o senhor encarará esse desafio, caso venha a ser o escolhido pelo PMDB?


Seria uma honra para mim se for o escolhido do partido para esta eleição, embora hoje esteja muito dedicado ao mandato de deputado estadual para o qual fui eleito recentemente. Mas se esse chamado me couber por delegação do partido, se percebermos que realmente o meu nome unifica o partido em torno desse grande projeto, não me negarei à disputa porque me sinto preparado para esta missão. Pelo fato de conhecer bem a nossa cidade, termos exercido quatro mandatos como vereador e termos como todo cidadão, e especialmente um agente político, o desejo, o sonho de um dia poder governar a minha cidade e ajudá-la a crescer com qualidade, garantindo uma melhor condição de vida para o nosso povo.


Todos os direitos reservados ao jornal Tribuna do Norte

Paciente no Onofre Lopes tem sintomas da doença da vaca louca

Saúde - Doença da vaca louca


Exames que confirmam o diagnóstico só são possíveis após óbito. Maneira pela qual natalense contraiu a doença ainda não foi esclarecida


Um natalense internado no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) está levantando suspeitas de ter contraído a doença da vaca louca. Além dos sintomas clínicos observados pela equipe de saúde da unidade, exames laboratoriais realizados há cerca de uma semana apontaram a presença da proteína príon, o que é uma forte indicação do contágio da doença. Caso confirmado, este poderá ser o primeiro caso da enfermidade no Brasil.



A doença não tem cura e sua progressão é lenta, afetando principalmente o sistema nervoso. Entre os primeiros sintomas, a dificuldade em caminhar normalmente é o mais perceptível.

De acordo com o diretor do hospital, Ricardo Lagreca, o paciente encontra-se em coma e o diagnóstico só poderá ser confirmado após sua morte, uma vez que depende de exames específicos no cérebro, possíveis apenas durante a autopsia. “Mas a suspeita é forte, devido aos sintomas e aos resultados de exames laboratoriais. Tanto que o caso já foi comunicado à vigilância epidemiológica, para que sejam tomadas todas as providências, inclusive cuidados específicos após o óbito, já que trabalhamos no sentido de evitar contaminações posteriores”, detalha.


Lagreca considera que a população não precisa temer a disseminação da doença, já que a transmissão se dá apenas através do contato com o tecido contaminado, neste caso, o cerebral. “A doença só é transmitida de formas bastante restritas, não com a simples aproximação entre as pessoas. Na enfermaria, o paciente se comporta como quem tem hepatite ou AIDS”, diz.


Os profissionais que tratam o paciente ainda não sabem explicar de que forma a doença foi contraída por ele. Segundo o diretor do HUOL, essa investigação deverá ser desenvolvida pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).


O que é a doença


A encefalopatia espongiforme bovina (EEB), chamada popularmente de doença da vaca louca, é uma desordem cerebral fatal que ocorre no gado, provocando a morte das células cerebrais e formando buracos, o que deixa o cérebro do animal parecido com uma esponja.


O nome popular da enfermidade é uma referência à perda de coordenação motora e à desorientação provocadas pela degeneração do cérebro, que fazem com que os bovinos passem a agir de forma estranha.


A transmissão entre bovinos ocorre através de ração contendo farinha de carne e ossos de animais infectados com a doença, não havendo transferência genética, nem de animal para animal.


Os seres humanos podem ser contaminados ao ingerir a carne de um animal que tenha contraído a doença. A relação entre a EEB e os seres humanos foi descoberta na Grã-Bretanha, na década de 1990, quando vários jovens morreram em decorrência da enfermidade.


No Brasil, autoridades consideram que os riscos de ocorrência da doença são baixíssimos, uma vez que o sistema de engorda e criação de bovinos é quase exclusivamente feito em pastos. Além disso, a suplementação alimentar do gado é normalmente à base de proteína vegetal, como soja, milho e caroço de algodão.


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sábado, 20 de agosto de 2011

Exercícios pélvicos melhoram perda urinária

Saúde - Perda Urinária


Incontinência urinária limita a vida de muitas mulheres. Uma revisão de estudos avalia se (e como) os exercícios perineais aliviam este incômodo problema



A incontinência urinária é um problema comum entre os adultos. Sua incidência aumenta com a idade e é mais freqüente em mulheres, sendo particularmente comum entre as mulheres idosas. As estimativas da prevalência de incontinência urinária feminina variam de 10% até 40%. E é possível que estes números não reflitam a verdadeira dimensão do problema, já que à subnotificação é comum. As pessoas ficam envergonhadas de dizer que perdem xixi sem querer. Um das linhas de tratamento é a prática de exercícios. Isso inclue os exercícios para os músculos do assoalho pélvico. Mas será que isso funciona ?. Pois bem, um estudo recente faz uma revisão do tema, sumarizando os principais resultados de diversas pesquisas sobre os benefícios da utilização do exercício muscular do assoalho pélvico, no tratamento da incontinência urinária nas mulheres.



E a primeira conclusão é muito boa: até 70% dos casos apresentam melhorias dos sintomas de incontinência urinária de esforço, após o tratamento com exercícios. E esta melhoria é evidente em todas as faixas etárias. Outro dado é que há evidências de que as mulheres têm melhor desempenho com regimes de exercício supervisionado por fisioterapeutas e enfermeiros especializados em continência urinária, em oposição aos cuidados não supervisionados. Ou seja, há evidências satisfatórias para se recomendar o uso de exercício do músculo do assoalho pélvico para ajudar as mulheres com todos os tipos de incontinência urinária.


No entanto, o tratamento é mais benéfico em mulheres com um tipo específico de perda urinária: a de esforço, isoladamente. E mais uma ressalva, os resultados são melhores após pelo menos 3 meses de treinamento muscular. Isso mesmo, pelo menos 3 meses de exerícios. É. Vamos torcer para que as mulheres prefiram gastar energia em vez de perder xixi.


Insônia custa caro para a sociedade

Saúde - Insônia - Brasil


A insônia afeta 10% da população mundial é um problema mais comum para os idosos e para as mulheres. Um estudo americano avalia o impacto econômico da insônia



Insônia é um problema na vida de muitas pessoas, principalmente em idosos e nas mulheres. E nas pessoas com problemas médicos e psiquiátricos. Ela pode ser definida como dificuldade em iniciar ou manter o sono, ou como sono de má qualidade, que tem efeito negativo sobre as atividades do dia a dia. Insônia pode ser uma condição primária ou decorrente de um transtorno subjacente. Neste caso, ela é mais comum em associação com dores, problemas físicos ou psicológicos.
 
 
Uma revisão examinou o impacto da insônia na sociedade por meio de índices de qualidade de vida, utilização de serviços de saúde, entre outros tópicos. Dois grupos foram avaliados: adultos entre 18 e 64 anos e idosos, pessoas com mais de 65 anos. Resultados mais do que esperados: as conseqüências sociais da insônia são consideráveis e incluem problemas de qualidade de vida e aumento na utilização dos serviços de saúde. A piora da qualidade de vida e das atividades diurnas, comuns na insônia, pode levar a efeitos indiretos, como menor produtividade do trabalho, aumento dos dias sob licença médica, e uma maior taxa de acidentes com veículos automotores. Para ficar apenas num exemplo, as conseqüências econômicas associadas ao desempenho reduzido no trabalho, devido à insônia, são significativas e podem ser mais importantes do que aquelas associadas com o absentismo. Uma estimativa em adultos com insônia primária crônica relatou que o custo total da insônia devido à redução do desempenho no trabalho era de 860 dólares, mas os custos totais, o que incluía perda de produtividade e falta ao trabalho, foram de 1100 dólares por pessoa ao longo de 6 meses. Ou seja, a insônia é associada com significativo aumento de custos diretos e indiretos para a sociedade. E é quase impossível separar os custos associados com insônia primária e transtornos psiquiátricos.


A proposta dos autores é investimento na padronização do diagnóstico da insônia e a quantificação mais precisa do verdadeiro fardo social do problema. Só assim vai ser possível maior compreensão desta desordem que é muita séria já que estudos estimam que pelo menos 10% da população mundial sofre com a insônia. Mas que apenas 5% das pessoas insones recebem tratamento adequado. Os outros 95% se limitam a continuar virando na cama ou contando carneirinhos. E ainda por cima vão dividir a conta com quem dorme muito bem.

Convenção do DEM reflete aproximação com Henrique e o PMDB

Politica - RN



Mais que um simples evento meramente partidário, a convenção do Partido Democratas (DEM) do Rio Grande do Norte, ocorrida na manhã deste sábado (20), na Assembleia Legislativa, deixou claro a disposição de aproximação com o PMDB e por outro lado de distanciamento com o PSD do vice-governador Robinson Faria. Reconduzido ao cargo de presidente estadual do DEM (função que acumulará com a presidência nacional) o senador José Agripino Maia agradeceu a presença dos líderes peemedebistas Henrique e Garibaldi Alves, dos aliados do PSDB e PP, e também fez questão de nominar o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta, que faz parte do grupo que já abre a porta do novo partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.



"Eu agradeço imensamente a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, filiado do PMN. Fiquei muito feliz com a vinda dele aqui", disse José Agripino ao saldar os presentes. O nome do vice-govenrador sequer foi mencionado, inclusive pela governadora Rosalba Ciarlini que fez questão de citar parceiros e parceiras que ajudaram a pôr em prática e consolidar interesses do Estado.



A troca de gentilezas com o PMDB foi uma das tônicas do encontro. O deputado Henrique Alves disse que a partir de agora se recusa a subir em palanque diferente do senador Garibaldi Alves, que apoiou Rosalba Ciarlini desde a eleição de 2010.



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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos

Evangelicos - Gays - Brasil


Ribeirão Preto terá Parada do Orgulho Gay no próximo domingo (21).
Pastor refuta homofobia porque 'Bíblia está escrita há milhares de anos'.
 
 
Os organizadores da Parada Gay de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, prometem contestar na Justiça outdoors colocados pela igreja evangélica Casa de Oração que citam mensagens bíblicas sobre homossexualidade. Os grupos gays reclamam de provocação, já que no domingo (21) ocorre a 7ª Parada do Orgulho Gay no município.
 



Segundo o pastor Antônio Hernandes Lopes, no entanto, o objetivo é apenas “expressar o que Deus diz a respeito da homossexualidade”. Nas frases, que citam a Bíblia, lê-se: “Assim diz Deus: ‘Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...’”. Há ainda outras duas passagens relacionadas ao tema.


"Todos os seres humanos têm direito a expressar o que quiserem, mas têm o ano todo para fazer isso. Fazer na semana da diversidade é uma maneira de ataque, não tinha essa necessidade", afirma Agatha Lima, uma das responsáveis pela Parada Gay na cidade.


“Estamos aproveitando a oportunidade que eles estão divulgando a maneira de viver deles para expressar o que Deus diz a respeito”, rebate o pastor. Ele diz que o outdoor foi colocado em um ponto distante do trajeto da Parada Gay, justamente para evitar confrontos.


Mas não é o que diz Agatha Lima. "Esse outdoor é apenas um dos cinco que foram instalados na cidade. E esse, próximo à Câmara Municipal, está a um quarteirão do nosso Centro de Referência da Diversidade Sexual", diz.


O pastor da Igreja Casa de Oração refuta a acusação de homofobia: “É algo que já está divulgado há milhares de anos”, afirma Antônio Hernandes. “Nós amamos essas pessoas, oramos por elas, elas são bem-vindas, mas a vida, a forma que elas vivem, está contrária àquilo que Deus diz”, argumenta.
 
 
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Boneco é "preso" e ganha solidariedade

Politica - Natal - RN



A prisão do Boneco Cidadão - criado há cerca de três meses para denunciar os buracos nas ruas de Natal -, gerou uma grande movimentação nas redes sociais, na tarde de ontem. Segundo um dos criadores do famoso boneco, Francisco Gomes de Lima, conhecido como Chiquinho, durante um protesto realizado nas proximidades da prefeitura de Natal, em virtude de um buraco na via, uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur) apreendeu o boneco. O caso foi parar na delegacia, tendo em vista que Chiquinho fez um Boletim de Ocorrência (BO) e informou que entrará em contato com um advogado para entrar com uma ação para liberar o boneco. A partir às 14h, será realizada, na frente da prefeitura, a Marcha dos Bonecos, uma manifestação em protesto à prisão do boneco.

 
De acordo com Chiquinho, que é m dos líderes do movimento que critica a situação da malha viária de Natal, afirmou que foram cerca de 15 pessoas para carregar o boneco, tendo em vista que ele possui cerca de três metros de altura. "Estávamos no meio de uma manifestação quando eles chegaram e jogaram, de maneira brusca, o boneco numa caminhonete. Eles alegaram que o ato de protesto estava impedindo as pessoas de caminharem pela via. Na hora em que eles prenderam o boneco, alguns funcionários da prefeitura fizeram a maior festa. Acontece que não sabemos para onde ele foi levado e queremos de volta. Ele é uma criação de diversas lideranças comunitárias que estão revoltadas com a situação das vias de Natal. Temos o apoio de muitos segmentos da sociedade", afirmou Chiquinho.


Desde que foi criado, o Boneco Cidadão percorre as principais ruas das quatro regiões da cidade para denunciar a situação de conservação da malha viária. A fama veio também com a ajuda da internet, já que o boneco tem um blog (www.bonecocidadao.blogspot.com) e um Twitter (@boneco_cidadao) para publicar fotos e as ruas que percorre. A reportagem do Diário de Natal entrou em contato com o titular da Semsur, Cláudio Porpino para esclarecer o assunto eo mesmo informou que desconhece o caso. "Não foi a nossa equipe que fez essa apreensão", declarou. Há informações de que o boneco teria sido preso pela equipe da Semurb, mas o secretário Bosco Afonso não concedeu entrevista, ontem, pois estava numa reunião.
 
 
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Iberê descobre tumor no cérebro

Politica - RN


Ex-governador está em São Paulo, de onde anunciou via Twitter a descoberta.


 
Depois de vencer uma batalha contra o câncer no ano passado, o ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) anunciou via Twitter que descobriu um novo tumor, dessa vez no cérebro.


"Amigos, estou diante d + um desafio. Em SP, descobri novo tumor, esse bem pequeno e na área periférica do cérebro. Farei cirurgia logo mais", postou no microblog.

Iberê pediu preces: Conto com as orações de todos vocês. Tenho muita fé e confio que Deus irá me ajudar a vencer mais essa batalha
 
 
 
 
 
 
Cirurgia de Iberê é marcada para quarta-feira
 
 
Ex-governador está internado e realiza durante esta terça-feira (16) exames pré-operatórios.


A radiocirugia que o ex-governador Iberê Ferreira de Souza fará para a retirada do tumor no cérebro foi marcada para a quarta-feira (17) à tarde. De acordo com informações da assessoria de imprensa do ex-gestor, a data foi escolhida devido à necessidade de realização de exames pré-operatórios.


 
De acordo com os médicos, a escolha por uma rádio cirurgia – intervenção diferenciada, em que não corte – foi feita devido à superficialidade do tumor. A equipe médica informou, à assessoria de Iberê, que este é um tumor precoce.


De acordo com a assessoria, o diagnóstico foi dado durante exames de rotina. “Depois do tumor no pulmonar, Iberê fazia revisões periódicas e foi em uma delas que ele descobriu o tumor, mas o ex-governador passa bem, está internado e tranqüila quanto ao sucesso da operação”, esclareceu a assessoria.


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domingo, 14 de agosto de 2011

O PESO DO AVC E DA FIBRILAÇÃO ATRIAL

Saúde - RN - Brasil


Isaac Ribeiro - repórter da Tribuna do Norte



Existe um perigo oculto entre nós. Um mal causador de um número cada vez maior de vítimas no mundo e no Brasil. A cada cinco minutos um brasileiro morre em decorrência de acidente vascular cerebral, também conhecido popularmente como derrame. São 100 mil pessoas mortas por ano. As causas estão diretamente relacionadas a um descompasso no coração, gerado na maioria das vezes pela fibrilação atrial, uma arritmia cardíaca diagnosticada com frequência crescente, em pessoas de várias idades, que aumenta em cinco vezes as chances de AVC.




O AVC ocorre quando as artérias que irrigam sangue para o cérebro são obstruídas (isquêmico) ou se rompem (hemorrágico), provocando a morte do tecido cerebral. Pode causar sequelas, de acordo com a área afetada, como paralisia, dor, perda da capacidade de falar e entender, danos à memória, ao raciocínio e a processos emocionais.



Após 50 anos sem novidades nessa área, surge um tratamento inovador que promete revolucionar a vida dos pacientes de fibrilação arterial, e outros agravadores de risco, garantindo maior eficácia e mais segurança aos pacientes. O novo medicamento reduz em 75% os riscos de AVC em pacientes diagnosticados como propensos. A convite da Boehringer Ingelheim, o TN Família esteve na coletiva de imprensa de lançamento do Pradaxa, realizada na última terça-feira, em São Paulo.


"A nova geração de anticoagulantes orais chega para suprir as sérias limitações da terapia atual, que inclui interações medicamentosas, alimentares, necessidade de exames de sangue mensais ou até semanais e risco de hemorragia", salienta Dalmo Moreira, eletrofisiologista, chefe da seção médica de Eletrofisiologia e Arritmia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. "Estamos lidando com uma doença que tem uma altíssima taxa de mortalidade. Seria essa a maior causa de óbito no Brasil na atualidade", completa o médico, que participou da coletiva junto com o neurologista vascular Alexandre Pieri, responsável pelo ambulatório de Acidente Vascular Cerebral da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), e ainda Luciana Giangrande, cardiologista e gerente médica da Boehringer.


AVC É a maior causa de mortes prematuras no Brasil

O acidente vascular cerebral é a maior causa de mortes prematuras e de incapacitações físicas, hoje, no Brasil. É um problema multifatorial e suas consequências podem ser devastadoras tanto para o indivíduo quanto para sua família. A arritmia cardíaca denominada fibrilação atrial (FA), que faz o coração bater em ritmo irregular e descompassado, é uma das principais causas desse mal e faz aumentar os riscos se associada a doenças crônicas como hipertensão, diabetes e cardiopatias. Tanto o AVC quanto a FA agem de forma silenciosa, com poucos sintomas evidentes até sua manifestação implacável, podendo causar, além de óbito, paralisia, dor, perda da capacidade de falar e entender, danos à memória e ao raciocínio, e ainda comprometimento dos processos emocionais.


Segundo o neurologista vascular Alexandre Pieri, quanto antes se reconhece os sintomas da fibrilação atrial e de um possível AVC, melhor o paciente evolui para um tratamento precoce. "Se a área obstruída for responsável pela força da mão, o paciente vai perder a força na mão. Se for uma área maior, responsável pela força da mão, do braço e da perna, ele vai perder a força em metade do corpo. Se tem esse sintomas, pode até ser outras doenças, mas tem que procurar o hospital o quanto antes, porque pode ser um acidente vascular cerebral."


Tontura e desequilíbrio também estão entre os sintomas, embora possam ser provocadas por outros fatores como situações de estresse ou baixa de açúcar no sangue, por exemplo. Perda de coordenação motora e alterações visuais também podem ocorrer.


"Mas temos de lembrar que muitas vezes o AVC não cursa tão tipicamente de acordo com os sintomas conhecidos. Ele pode ser silencioso. Nós podemos ter AVCs constantes, pequenininhos, que não dão sintomas e nós não percebemos, mas lá na frente nós vamos começar com alteração de memória, parecida com Alzheimer, demência, como chamamos", comenta Alexandre Pieri.


Os pacientes com acidente vascular cerebral ficam internados por longos períodos, em média de 28 a 60 dias, como informa o neurologista. "Durante a internação, os diagnósticos mudam, esse paciente morre ou tem alta, e as pessoas, mesmo os médicos, esquecem que o que o levou à internação foi um AVC, e o diagnóstico de alta acaba sendo outro."


Os transtornos são tão impactantes que os médicos costumam dizer que o AVC não mata a pessoa e sim toda a família. De acordo com a explanação de Alexandre Pieri durante a coletiva promovida pela Boehringer, estudos mostram que famílias de pacientes com sequelas de acidente vascular grave preferiam que eles tivessem morrido a sofrer durante anos.


Os custos também são bastante altos para o Estado. Chega a R$12 mil o gasto do Sistema Único de Saúde por cada vítima de AVC isquêmico fatal. Em 2009, o SUS gastou R$150 milhões só em internações. "Temos dados de que 40% de todas as aposentadorias precoces em nosso país são decorrentes dessa doença. Isso leva a enormes custos com hospitalização, reinternação, aposentadoria, auxílio-doença e reabilitação", revela Pieri.


FIBRILAÇÃO ATRIAL


O descompasso e a irregularidade de ritmo característicos da fibrilação atrial acontecem quando os sinais elétricos do coração falham e fazem com que os átrios (câmaras cardíacas superiores) se contraiam irregularmente, levando a um acúmulo de sangue nessas áreas. Essa concentração sanguínea é bastante perigosa e pode facilitar a formação de coágulos nos átrios. A partir daí, é grande o risco de um deles se desprender e chegar até o cérebro, através da corrente sanguínea, estacionando em uma determinanda área e obstruindo uma artéria, ou seja, gerando um AVC.


De acordo com o eletrofisiologista Dalmo Moreira, 1,5 milhão de pessoas têm fibrilação atrial no Brasil, o que representa 0,8% da população. "Isso nós sabemos daqueles pacientes que vão ao hospital fazer eletrocardiograma, e das pessoas que vão ao pronto-socorro ou que fazem checapes periódicos. Nós não temos a dimensão de indivíduos que têm essa arritmia e não sabem, pois são assintomáticos", comenta. "Cerca de 25% das pessoas com FA não sentem nada absolutamente nada, o que dificulta obviamente a procura por serviço médico."


Pacientes com fibrilação atrial têm cinco vezes mais chances de ter AVC. Um em cada seis casos ocorrem em quem tem esse mal.


No último dia 23 de maio, a Anvisa aprovou a prevenção de acidente vascular cerebral em pacientes, especificamente naqueles com fibrilação atrial.


A cardiologista Luciana Giangrande, comenta que o novo medicamento, o Pradaxa, é um inibidor direto da trombina (substância formadora de coágulos), sua administração é via oral, os efeitos máximos são atingidos em duas horas, e o medicamento começa a agir mais rapidamente, em 30 minutos aproximadamente o efeito coagulante já está disponível, e não tem interação com alimentos. Ela acredita ser importante o paciente saber que ele pode e deve ter uma alimentação saudável, pode comer alimentos verdes, sem a preocupação que a medicação sofra interferência e perca o seu efeito. Também há uma baixa interação com outros medicamentos.


"Importante salientar que na faixa etária onde a fibrilação atrial é mais incidente - idosos, acima de 60 anos - o número de medicamentos que eles usam é crescente. Não raro, os pacientes com problemas no coração usam em torno de seis ou oito medicações para diversos problemas, hipertensão, diabetes, enfim... e o fato de não interagir ou ter pouco potencial para interação medicamentosa é, sem dúvida nenhuma, um grande diferencial para o tratamento com Pradaxa", analisa a cardiologista.


Bate-papo: Alexandre Pieri » neurologista vascular


"Nova droga reduz riscos em até 35%"


Quais as principais vantagens do novo tratamento para AVC com o uso do Pradaxa?

Essa nova droga surge como um medicamento mais eficaz do que tínhamos anteriormente, reduz em até 35% o risco de AVC em relação ao medicamento que nós tínhamos. Uma das grandes preocupações quando usamos anticoagulante é o sangramento cerebral, e essa medicação mostrou uma redução de 59% de sangramento com relação à medicação anterior, e outros pontos importantes do manejo desse paciente que usa anticoagulante. Com o remédio antigo, os pacientes tinham que ser controlados e fazer exames de sangue periódicos; eles tinham que se preocupar com os alimentos que eles comiam porque há uma interação muito grande com alimentos e a maioria dos outros remédios interagiam com esses medicamentos antigos. As novas drogas surgem sem preocupação com alimentos, nem de interação com remédios, e não há mais necessidade de controle de anticoagulação, como havia antes com coleta de sangue periódica, como no tratamento anterior com a Varfarina.


Qual a importância da realização de checapes periódicos?

O checape é importante para conhecer fatores de riscos e tratá-los. Agora o que estamos falando com relação à Varfarina, que era o tratamento anterior, não é checape; era a necessidade de controlar o sangue periodicamente para saber se o pacientes estava realmente tratado; ou seja, o simples fato de tomar o remédio não significava que ele estivesse tratado. Agora, com essa nova medicação, não há mais necessidade de fazer um exame específico para controlar o sangue - alguns pacientes referem que fizeram de 3 a 4 vezes por semana para conseguir manter o sangue adequado. Agora não precisa mais. É o que chamamos de tratamento previsível. A gente comenta que com o remédio anterior, cada dia é um dia; com o tratamento novo, todo dia é igual.


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ABC perde para o Paraná na casa do adversário e se distancia do G-4

Campeonato Brasileiro - Série B


Os alvinegros tinham "tudo na mão" para voltar às primeiras posições, mas o gol único do time da casa aos 40 do 2º tempo acabou com os planos.


 
O ABC esteve com "tudo na mão" para voltar ao G-4 - mas perdeu mais uma partida, agora diante do Paraná em plena Vila Capanema pela contagem mínima (1 a zero). O quinto resultado adverso seguido na Segundona fez com que o técnico Leandro Campos, a contragosto da direção do clube potiguar, entregasse o cargo de pronto após o jogo.


Ao longo do primeiro tempo, enquanto os anfitriões faziam bom uso das laterais, e chegavam com perigo à zaga alvinegra; os potiguares buscaram segurar o ímpeto do time da casa, porém insistiram com as chamadas "ligações diretas", dificultando os próprios avanços - o que rendeu bate-boca entre os próprios jogadores no intervalo -, e com o tempo começaram a se fechar, dando trabalho aos zagueiros e especialmente ao goleiro Wellington.


No segundo tempo, apesar da proposta do time se "abrir" e partir para ataques mais incisivos, ocorreu o oposto - a exemplo dos últimos jogos, o Alvnegro se "fechou", ficou de vez na defensiva, permitindo investidas seguidas dos paranaenses à grande área potiguar - aumentando ainda mais o trabalho da zaga e, especialmente, do goleiro Wellington.


O gol único da partida foi marcado por Briner, aos 40 minutos do segundo tempo, após escorar de cabeça cobrança de falta de Lima. Após, o ABC esboçou um ataque, sem sucesso. Placar final, Paraná 1 a zero,.


Com o resultado, o Paraná permanece no G-4, agora em terceiro com 27 pontos; o ABC ficou com a 9ª posição, com 23 pontos, mais distante dos primeiros colocados.


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