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quinta-feira, 3 de abril de 2014

UNIÃO DAS FORÇAS EM FAVOR DE HENRIQUE PODE PREJUDICAR A SAFRA POLÍTICA NO INTERIOR

Política - RN - Eleições 2014

O arco de aliança que está sendo formado em torno do projeto político do deputado Henrique Eduardo Alves está deixando a classe política do interior em desespero.

Pelo visto a safra de outubro não vai ser das melhores. Já se escuta o choro da turma pelo interior do Rio Grande do Norte.

Até agora ninguém está procurando ninguém para se acertar. Os entendimentos ao que parece vão ficar só por cima, entre deputados e prefeitos. Vereadores, ex-vereadores e pretensos candidatos a vereador estão vivendo um momento de seca eleitoral.

Agora se Rosalba renunciar ao Governo para disputar a Câmara Federal, o que ainda pode acontecer, e Robinson assumir a caneta, a coisa muda. É como chover no roçado.

Porém, se Wilma resolver ser candidata ao Governo com Fátima para o Senado, como deseja muita gente, a invernada passa a ser das boas.

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sábado, 16 de março de 2013

Saúde do RN em frangalhos

Saúde - RN



Atual situação da saúde no Rio Grande do Norte

A saúde no estado do Rio Grande do Norte nunca esteve tão ruim, médicos em greve há quase um ano e o governo não faz uma proposta decente a esta categoria que quer apenas condições para trabalhar e um salárioo digno.

Pacientes que fizeram transplantes, pacientes que fazem hemodiálise, pacientes com osteoporose e tantos outros estão sofrendo com a falta de medicamentos na UNICAT.
Hoje os 167 municipios do nosso querido Rio Grande do Norte sofre com a falta dos exames de alta complexidade, ressonância magnética, tomografia computadorizada, densitometria óssea, cintilografia do miocárdio, entre outros.


A SESAP não pagou a empresa que faz a manutenção e funcionamento do sistema SIGUS – APAC e desta forma se um paciente em Jardim de Angicos (exemplo) precisar de uma cintilografia do miocárdio para sua sobrevivência,este paciente infelizmente ira a obito

Nota de Esclarecimento da empresa

Esclarecemos aos operadores do SIGUS-APAC que o sistema encontra-se temporariamente indisponível, em função de pendências financeiras com a SESAP. 
Desde outubro de 2012 o Estado não efetua os pagamentos pela utilização do sistema, além de acumular outras pendências relativas a períodos anteriores, o que inviabiliza a manutenção e funcionamento do SIGUS.
Aguardamos que uma solução seja apresentada em breve.

Com a palavra a Médica governadora Rosalba Ciarline e o Senhor Secretário de Saúde

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Governadora do RN é condenada por improbidade administrativa

Politica - RN

Ação remete à gestão de Rosalba Ciarlini à frente da prefeitura de Mossoró.
Condenação prevê pagamento de multa no valor de R$ 30 mil.

 

A Justiça do Rio Grande do Norte condenou a governadora Rosalba Ciarlini por improbidade administrativa durante a sua gestão como prefeita do município de Mossoró (2001-2004), segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça (TJRN) na manhã desta quarta-feira (27).

De acordo com a assessoria de comunicação do governo do Estado, a governadora irá se pronunciar acerca da condenação nesta tarde.
Segundo a nota divulgada pelo TJRN, a condenação, determinada pelo juiz Airton Pinheiro, Rosalba Ciarlini deverá ressarcir os custos do município com a confecção de placas publicitárias, objeto da ação, bem como deverá pagar multa civil no valor de R$ 30 mil.

De acordo com o Ministério Público, Rosalba Ciarlini praticou autopromoção nas placas de divulgação de obras do município de Mossoró, constando nas mesmas a indicação de seus nomes, o que, segundo o MP, caracteriza improbidade administrativa, por ofensa ao princípio constitucional da impessoalidade.

Para o juiz, ficou demonstrado no processo que a então prefeita promoveu em favor de si e de terceiros promoção pessoal em placas de propaganda institucional. No entanto, ainda de acordo com a nota, o magistrado entendeu que houve “gravidade moderada dos fatos, uma vez que se tratou de propaganda pessoal por placa, apenas no local da obra e com visibilidade limitada (diferente do que alcance de um propaganda em televisão, por exemplo)”.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

População do RN fica sem exames de alta complexidade

Saúde - RN

Nota de Esclarecimento

 

Esclarecemos aos operadores do SIGUS-APAC que o sistema encontra-se temporariamente indisponível, em função de pendências financeiras com a SESAP. 
Desde junho de 2012 o Estado não efetua os pagamentos pela utilização do sistema, além de acumular outras pendências relativas a períodos anteriores, o que inviabiliza a manutenção e funcionamento do SIGUS.
Aguardamos que uma solução seja apresentada em breve.

domingo, 1 de julho de 2012

Rogério Marinho recebe o apoio do PTB

Politica - Natal,RN


Com a presença dos dois principais líderes do DEM no Estado, o senador José Agripino Maia, e a governadora Rosalba Ciarlini, o PSDB homologou o nome do deputado federal Rogério Marinho para prefeito de Natal. O vice foi indicado pelo Democratas - o engenheiro Haroldo Azevedo Filho. A convenção tucana lotou o ginásio de esporte do bairro de Cidade da Esperança. No evento tucano, o fator surpresa ficou por conta do anúncio do apoio do PTB à aliança. O deputado estadual Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PTB, explicou que a aliança com o PSDB em Natal foi motivada por alguns "ajustes" após o STF decidir que o PSD teria direito a tempo de televisão.


No primeiro discurso como candidato a prefeito, Rogério Marinho criticou a gestão de Micarla de Sousa e cobrou providências para a mobilidade urbana. "A cidade está parada, não há mobilidade urbana", ressaltou. Durante o evento tucano, a governadora Rosalba Ciarlini voltou a apontar falhas nas gestões de Wilma de Faria e Iberê Ferreira. Ela disse também que a prefeita Micarla de Sousa não a procurou levando os apelos da cidade.

Rogério Marinho disse que é preciso "transformar a cidade". "Estou aqui porque escalei a montanha, porque não me acovardei e sei da responsabilidade que é administrar Natal", disse.

O candidato tucano chamou atenção para o plano de governo feito para a cidade. "Não trago um plano de gabinete, não estou aqui porque sou filho de ninguém, não fui levado por mãos de poderosos", disse o deputado federal. Ele afirmou que o plano de governo foi construído a partir do projeto Pensar Natal. "Para saber os problemas de saúde eu não perguntei ao médico, mas ao povo que está sentindo a dor da necessidade", ressaltou. Ele lembrou que em Natal apenas 30% está saneada. "Não admito isso, eu quero ser prefeito para mudar a história", comentou. Rogério assegurou que, durante a campanha percorrerá a cidade e levará ao projeto político "construído com a população".

Candidato a vice-prefeito, o engenheiro Haroldo Filho afirmou que só aceitou ser candidato a vice por ser o tucano "um homem de mãos limpas e que irá transformar Natal".

A aliança do deputado federal Rogério Marinho, além do DEM, que indicou o candidato a vice Haroldo Filho, é integrada também pelo PTB, PSL, PRP e PT do B.

O senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, fez a a defesa do governo de Rosalba Ciarlini. "Se ela foi uma grande prefeita, se foi uma grande senadora, não deixará de ser uma grande governadora pelo Rio Grande do Norte", disse.

sábado, 5 de maio de 2012

Jornal estranha criação de conselho político do Rio Grande do Norte em Brasília

Politica - RN


O que a imprensa potiguar não conta e consequentemente não explica, o jornal O Globo estampou hoje em sua edição.

Leiam a reportagem de Paulo Celso Pereira:
Em meio a uma crise institucional e política, com problemas financeiros e servidores em greve, o governo do Rio Grande do Norte montou em Brasília, a mais de 2.000 quilômetros de Natal, uma espécie de Conselho Político para ajudar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Entre os conselheiros estão o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho (PMDB), o presidente do DEM e líder no Senado, José Agripino Maia, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Como os três passam a semana em Brasília, as reuniões foram transferidas para a capital federal.
   
— O governo herdou uma situação financeira complicada, cometeu equívocos de comunicação e alguns equívocos administrativos pontuais. Esse Conselho Político está procurando ajudá-la no dia a dia para resolver as dificuldades — explica Agripino Maia.

Duas das secretarias mais importantes do estado, Justiça e Turismo, estão vagas, e vários candidatos sondados já se recusaram a ocupar os cargos. De acordo com pesquisas recentes, a reprovação à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) atinge 60%.

Nesta semana, o secretário de Saúde, Domício Arruda, foi afastado do cargo após se negar a prestar esclarecimentos à imprensa sobre a situação problemática de um hospital e sobre a greve de servidores do setor.

A crise no Rio Grande do Norte foi parar nesta sexta-feira nas redes sociais. Críticos do governo emplacaram pela manhã como líder no Twitter mundial a citação #ForaGovernadoraRosalba. Foi uma reação aos apoiadores da governadora que haviam colocado minutos antes o texto #AcreditoNoRnComRosalba como número um do Twitter brasileiro.

Eleita no primeiro turno, Rosalba assumiu o governo no ano passado já sabendo da dificuldade que teria para cumprir os acordos financeiros que a gestão anterior havia firmado. Planos de carreira de servidores e repasses para outros órgãos engessaram o orçamento da governadora.

Rosalba cortou gratificações que representavam quase metade do salário de alguns servidores. A reclamação foi geral. A dificuldade financeira somou-se à falta de articulação política, e alguns secretários pediram o chapéu.

A reunião do Conselho Político da última quinta-feira sacramentou a necessidade de uma reforma do secretariado, que deve ocorrer nas próximas semanas. Duas demissões já estão praticamente sacramentadas, no Planejamento e na Casa Civil. Esta última deverá ser entregue ao marido da governadora, Carlos Augusto Rosado, tido como a eminência parda do governo de Rosalba.

— A governadora vai superar a situação por meio de mudanças na equipe. Ela pegou uma herança difícil, mas tem condições de dar uma virada — pondera Garibaldi Alves.

Nas últimas semanas, surgiu novo temor: a seca. Assim como em todos os estados do Nordeste, a expectativa é que a estiagem de agora seja a pior em muitos anos. Os políticos do estado já preparam uma corrida ao caixa do governo federal para tentar reduzir o impacto da estiagem:

— Tem vários projetos importantes para o estado que podemos viabilizar em Brasília. Vamos tentar ajudar a levar esses recursos. Esta é uma fase em que se precisa ter paciência — pede o líder do PMDB, Henrique Alves.

Nesse cenário dramático, Rosalba tem um alento. A rejeição a seu governo, que beira 60%, não é nada comparada à da prefeita da capital, Micarla de Souza (PV). Também eleita no primeiro turno, em 2008, ela soma rejeição de 90% do eleitorado e não tem chance de ser reeleita.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fafá descarta renúncia e sugere Cláudia Regina

Politica - Mossoró - RN

Anna Ruth Dantas - repórter

A sucessão na cidade de Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do Estado, entra na fase de definição do candidato a prefeito pelo grupo da governadora Rosalba Ciarlini. No cenário eleitoral um movimento de contradição entre duas das principais líderes. A prefeita Fafá Rosado afirmou que "tudo leva a crer" que a candidata do grupo será a vereadora Cláudia Regina (DEM). Embora pondere que o anúncio será feito pela governadora, a gestora mossoroense descarta o nome da vice-prefeita Ruth Ciarlini (já que ela só poderia ser candidata se a própria Fafá renunciasse) e cita como postulantes ao pleito de 2012 pelo Democratas os vereadores Chico da Prefeitura e Cláudia Regina. A prefeita ponderou que Chico estaria inelegível porque teve as contas referentes ao pleito 2010 desaprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. "Com isso, tudo leva a crer que a candidata será Cláudia Regina", disse Fafá Rosado, ontem a tarde, enquanto aguardava a chegada da governadora no Aeroporto Dix-Sept Rosado.
Júnior SantosFafá Rosado avisa que não vai antecipar a saída do cargo para que Ruth Ciarlini fique com o mandatoFafá Rosado avisa que não vai antecipar a saída do cargo para que Ruth Ciarlini fique com o mandato

Enquanto isso, a governadora Rosalba Ciarlini demonstra que ainda espera contar com a renúncia de Fafá Rosado para viabilizar a irmã como candidata ao pleito municipal. Ao desembarcar em Mossoró, a chefe do Executivo foi reticente ao comentar a declaração de Fafá Rosado, que momentos antes havia descartado a renúncia do Executivo mossoroense. Rosalba disse que a prefeita não é candidata, portanto, o prazo de desincompatibilização não seria necessário. "A prefeita Fafá teria necessidade de renunciar se fosse candidata a alguma coisa, é assim que diz a Constituição. Ela (Fafá Rosado) continua no mandato até o dia que se decidir, porque ela não será candidata", disse Rosalba Ciarlini.

Questionada sobre a declaração da prefeita Fafá Rosado enaltecendo a possibilidade de Cláudia Regina ser candidata a prefeita, Rosalba Ciarlini evitou confirmar qualquer informação. Ela disse apenas que assim como a vereadora do DEM, "o grupo tem outros bons nomes". E quando será anunciado o candidato do grupo rosalbista à Prefeitura de Mossoró? "Vamos primeiro rezar muito na Semana Santa", disse a governadora, que ontem cumpriu agenda administrativa na cidade de Baraúna.

Enquanto Rosalba Ciarlini se mostra reticente a qualquer confirmação de candidatura em Mossoró, o movimento da prefeita Fafá é exatamente o inverso. Ela não esconde a predileção pelo nome da vereadora Cláudia Regina. "Chico da Prefeitura é uma pessoa que tem serviço prestado na nossa cidade, homem popular, aceitabilidade grande na cidade de Mossoró, mas está inelegível, então, realmente, tudo leva a crer que o nome será o de Cláudia Regina. Se for será o grande nome para disputar e vencer eleição de 2012", ressaltou.

A decisão de Fafá Rosado de não renunciar à Prefeitura está tão afirmativa que quando cita os nomes possíveis para disputar o Executivo pelo grupo ela lista apenas Cláudia Regina e Chico da Prefeitura, fazendo a referência de que esse último está impedido por lei. "Realmente os nomes cada um tem sua peculiaridade e o de Cláudia agrega todos os itens para ser candidata", ressaltou.

A gestora mossoroense explicou que a decisão de não renunciar ao cargo foi tomada em comum acordo com o marido, o deputado estadual Leonardo Nogueira, e os líderes do Democratas, a governadora Rosalba Ciarlini, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, o senador José Agripino Maia e o deputado federal Betinho Rosado. "É muito bom quando a gente não é radical na decisão, procurei ouvir as pessoas mais carentes e as pessoas que podem decidir na cúpula do partido e do grupo. O nosso agrupamento foi favorável a nossa ideia de dar continuidade a nossa administração", comentou Fafá Rosado.

Vereadora afirma estar surpresa

A vereadora Cláudia Regina (DEM), apontada pela prefeita Fafá Rosado como o provável nome para disputar a Prefeitura de Mossoró, disse estar surpresa com a declaração da gestora e foi cautelosa ao afirmar que aguarda o comunicado oficial da governadora Rosalba Ciarlini e o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, que é presidente municipal do DEM em Mossoró.

"Fico feliz que a prefeita tenha declarado isso, mas continuo aguardando o comunicado oficial e ele (o comunicado) se dará através da governadora Rosalba e do presidente do diretório municipal, Carlos Augusto", disse Cláudia Regina.

Sobre a declaração da prefeita Fafá Rosado, a vereadora do DEM afirmou estar surpresa. "Recebi com surpresa (a declaração da prefeita afirmando que 'tudo leva a crer que Cláudia Regina será a candidata do grupo'), compreendo que esse anúncio deve se dar de forma oficial através da governadora que é autoridade máxima do partido e vamos aguardar. A prefeita externou uma opinião, uma atenção sobre como ela está vendo o contexto geral", disse.

Com a sinalização de Fafá Rosado para o nome de Cláudia Regina como candidata do grupo, a chapa passa a ter possibilidade de dois vices. O ex-secretário municipal de Urbanismo, Alex Moacir, filiado ao PMDB e sobrinho afim de Fafá Rosado, e a vice-prefeita, Ruth Ciarlini, irmã da governadora.

"Tenho bem querer por todos dois, a chapa ideal é a que levará a vitória e continuará o projeto do desenvolvimento de Mossoró que começou com Rosalba e continuou com Fafá", disse Cláudia Regina, quando questionada sobre quem preferia como vice.

PT reafirma candidatura em Natal

Ricardo Araújo - repórter

Com candidato próprio ao pleito municipal de 2012, representantes do Partido dos Trabalhadores, negam qualquer discussão em curso relacionada à aproximação com o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para o pleito deste ano em Natal. A intenção da aliança seria a formação de um bloco único de apoio ao candidato de um dos partidos que ocupar a melhor posição nas pesquisas de intenção de voto. Sejam eles candidatos já oficializados pelas legendas ou com o lançamento de nome sob análise.

O deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura de Natal pelo PT, Fernando Mineiro, descarta a possibilidade do diálogo da sua legenda com o PSB. Nacionalmente, as negociações foram deflagradas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente nacional dos socialistas, Eduardo Campos. Mas Mineiro diz não haver intenção destas articulações chegarem ao Rio Grande do Norte.

"Eu achei estranho terem incluído Natal nas negociações. Aliás, Natal não estará neste rol de negociações", afirmou o deputado estadual pelo PT, Fernando Mineiro. Ele comentou que as discussões acerca de uma possível aproximação com o PSB não chegaram no diretório do seu partido em Natal. "No primeiro turno, nós teremos candidatura própria. A possível aproximação poderá ocorrer à luz do resultado do primeiro turno", esclareceu. O deputado estadual reiterou que sua candidatura à Prefeitura de Natal está mantida.

De acordo com as últimas pesquisas publicadas em relação ao pleito municipal, o candidato oficial do Partido dos Trabalhadores aparece em quarto lugar nas intenções de voto. Ainda sem candidatura oficializada, a presidenta do PSB no Rio Grande do Norte, Wilma Maria de Faria, desponta em segundo lugar nas pesquisas. Caso o critério de aliança entre os partidos fosse aplicado localmente no primeiro turno, Fernando Mineiro teria que abdicar do seu pleito em favor do de Wilma de Faria, que deverá ser confirmado ainda esta semana. A ex-governadora foi procurada para comentar o caso, mas não respondeu ou retornou às tentativas de contato telefônico.

A líder do PSB na Assembleia Legislativa, deputada Márcia Maia, disse que seu partido e o PT são articulados e formam a base de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Sobre a aproximação defendida por Lula e Eduardo Campos, a deputada disse que "vê com uma certa naturalidade".


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domingo, 1 de abril de 2012

"Faltam diálogo com os deputados e autonomia ao chefe de Gabinete"

Politica - RN


A governadora Rosalba Ciarlini não tem interlocução com os deputados estaduais. A situação é mais grave porque falta ao chefe de Gabinete, Anselmo de Carvalho, a quem caberia prioritariamente conduzir o diálogo do Governo com os parlamentares, a autonomia necessária para as negociações com os aliados. Essa avaliação é feita pelo líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Getúlio Rêgo. Ele afirma que, em uma conversa com a governadora, alertou para esses problemas. Getúlio Rêgo está na Assembleia Legislativa há quase três décadas. Foi eleito pela primeira vez em 1982 e desde então renova o mandato. Nesse período, em diversas ocasiões, foi líder de bancada. Ao alertar sobre a falta de diálogo e de autonomia dos auxiliares de Rosalba Ciarlini, Getúlio Rêgo faz a ressalva de que isso se deve às dificuldades que a governadora enfrenta desde que tomou posse. Para ele, o discurso de "herança maldita" e "terra arrasada" não se esgotou. Sem recursos para fazer a "barganha legítima", ou seja, atender reivindicações de investimentos dos parlamentares em suas bases, a governadora estaria sem condições de manter uma interlocução com os aliados. Getúlio afirma que há perspectiva de mudança dessa situação, uma vez que as informações sinalizam que o governo começará a ter, em breve, possibilidade de investir. O deputado admite que as dificuldades impedem que se tenha resultados melhores na Saúde e na Segurança, mas afirma que em outras áreas, como na Educação, o governo demonstra avanços, uma vez que conseguiu implementar o piso dos professores. Ele destaca também que, em estados administrados pelo PT, o desempenho é pior.
Aldair DantasDeputado Getúlio Rêgo, líder do governo na Assembleia Legislativa: Não é só na bonança que se deve participar. É necessário ter consciência de que a função pública exige sacrifícios para enfrentar desafios e superar obstáculos.Deputado Getúlio Rêgo, líder do governo na Assembleia Legislativa: Não é só na bonança que se deve participar. É necessário ter consciência de que a função pública exige sacrifícios para enfrentar desafios e superar obstáculos.

O Governo recebeu crítica até de deputados aliados na Assembleia. Como o senhor vê essa reação de deputados da base aliada?

Confesso que o Governo, tendo em vista as imensas dificuldades que a administração enfrenta para resgatar o equilíbrio financeiro do Estado, tem tratado pouco do aspecto político porque está preocupado exclusivamente com a reorganização da máquina administrativa, que estava destroçada. Há um esforço gigantesco para melhorar o desempenho da administração e ampliar a receita própria. Mas a crise mundial afetou a economia brasileira e teve repercussão em todos os Estados. O Rio Grande do Norte não é uma ilha.

Mas alguns deputados têm responsabilizado a atual gestão...

Vejo a crítica dos parlamentares da oposição, na Assembleia, sobre a queda da atividade econômica do Rio Grande do Norte, que estaria abaixo dos 5 pontos percentuais. Mas comparativamente estamos ainda com desempenho bom tendo em vista que, no Rio Grande do Sul, que é um Estado governado pelo Partido dos Trabalhadores, a queda da atividade econômica passou dos 19 pontos percentuais. Toda essa situação repercute no desempenho da administração. Temos setores que têm dificuldades, reconhecemos. Há dificuldades na saúde, na segurança pública. São setores que custam caro e o Estado não tem disponibilidade financeira para investir a fim de que as respostas sejam eficazes conforme é o desejo da governadora e de todos nós. Por outro lado, a educação tem dado saltos. O governo passou agora a cumprir o piso nacional do magistério já no mês de março. Para se ter uma ideia, o Rio Grande do Sul, que é governado por um integrante do PT, que foi ministro e tem como secretária da Educação uma titular que foi presidente de sindicato, não implantou o piso nacional estabelecido por lei federal. Eu até fiz uma crítica ao Congresso neste aspecto: aprova os aumentos de piso salarial para categorias dos servidores públicos [sem apontar fontes de recursos para cobrir os custos]. Isso repercute nos estados e municípios sem uma consulta à capacidade destes entes da federação suportarem o impacto financeiro dos reajustes. Temos, nessas situações, uma quebra do princípio federativo, que fragiliza a autonomia das gestões estaduais e municipais no país todo.

O argumento da herança maldita é um discurso que a essa altura do atual governo está esgotado e não convence mais?

Acho que não. Tenho exemplos práticos de que isso (as conseqüências da "herança maldita") é verdade. Meu filho [Leonardo Rêgo, prefeito de Pau dos Ferros] pegou uma administração destroçada no primeiro mandato, em janeiro de 2005, e passou dois anos atacado pelas medidas que adotou para sanear a administração, reequilibrar as finanças e organizar todos os setores. Apenas depois de tudo isso passou a ter condições de oferecer serviços de qualidade à população. Tenho esse exemplo dentro de minha própria família. Em 2006, houve uma eleição na qual fomos esmagados nas urnas pelo desgaste político que ele acumulou. Mas não desistiu, topou a parada, sofreu dois anos e, depois, começou a dar respostas. Então, a população começou a aplaudir. Foi reeleito em 2008, mudando o estilo tradicional da política do toma-lá-dá-cá. Com o êxito administrativo, acabou consagrado nas urnas, inclusive em 2010, quando tivemos vitórias em todos os níveis: governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Digo isso como exemplo de que é possível enfrentar turbulências e dificuldades.

Mas essa justificativa tem um limite e "prazo de validade"?

Quando se contrai um débito grande, só é possível pagar na medida em que se tem recursos para pagar a conta. O Estado ainda enfrenta dificuldade, tem milhões de reais referentes a débitos a pagar da administração anterior. Só para aquisição de medicamentos de alto custo, o Estado ainda deve da gestão anterior R$ 52 milhões. Isso contribui para que o fornecimento de insumos necessários ao funcionamento dos hospitais da rede estadual fique prejudicado, porque as empresas que ganharam a licitação exigem receber os atrasados para voltar a fornecer normalmente. Mas o Estado não tem dinheiro para pagar o atrasado. Daí o desabastecimento. As firmas terceirizadas que prestam serviços nos hospitais públicos estão na mesma situação. Têm pagamentos a receber. O governo está finalizando o pagamento dos fornecedores do programa do leite ainda da administração anterior. Então, são tarefas que não significam mera retórica. Os problemas são reais. Eu acho que o governo deve melhorar sua comunicação para transmitir dados mais claros à população. Isso precisa melhorar.

Mas até aliados começam a fazer críticas à gestão...

Com relação à convivência com a Assembleia, temos que fazer uma autocrítica. Não está havendo diálogo com os deputados. Isso eu transmiti à governadora em uma conversa que tivemos. É preciso restabelecer o diálogo com os parlamentares, até para que eles acompanhem, no dia-a-dia, a realidade que está sendo encontrada. É preciso lembrar sempre que a tarefa de governar, a gerência, é da governadora. Mas ela precisa da participação de todos nós que somos aliados políticos. Se o governo não for bem sucedido, não seremos... Somos sócios na construção de uma vitória.

Então o governo não tem sido eficiente no relacionamento com os parlamentares?

Tem havido limitações. É uma tradição, por exemplo, a classe política barganhar. Isso, legitimamente, ao pedir benefícios para sua área de atuação política, como melhorias nas escolas, nos postos de saúde, na urbanização das cidades, nos recursos hídricos. Isso é normal. Se tal diálogo não está ocorrendo, eu suponho que a governadora, em função das dificuldades que o Estado ainda enfrenta, deve querer restabelecer essas conversas com mais assiduidade no momento em que houver condições de promover investimentos. Essa perspectiva começa a ser visualizada em um curto espaço de tempo.

Não falta designar alguém para ter essa atribuição de interlocução com os deputados e demais aliados?

Falta, falta. Não tenho nada a esconder, porque estou com 29 anos e três meses de mandato e sempre procuro transmitir a realidade de minha prática parlamentar... Sou membro do governo, mas, essa crítica, faço. Disse à governadora que é preciso o chefe do Gabinete Civil ter mais autonomia para resolver o varejo da ação administrativa. Isso não está acorrendo. Se a governadora está atribulada, com dificuldade financeira a ser superada, tem que haver alguém que seja o interlocutor do Parlamento para não sufocar cada vez mais as atividades dela. Isso deve existir e transmiti para ela pessoalmente essa percepção.

No início do atual governo estava no Gabinete Civil alguém que foi parlamentar e tem todo um trânsito com a classe política do Estado. Hoje, falta a mesma desenvoltura política no Gabinete Civil? O governo se ressente de alguém com esse perfil?

Acho que o Doutor Anselmo [Carvalho, secretário-chefe do Gabinete Civil] é uma pessoa competente e preparada. Agora falta a ele, claro, o traquejo político. Ninguém pode cobrar uma atuação desenvolta, tendo em vista que não é a praia dele. Mas sendo uma pessoa preparada e inteligente, pode assimilar. Para isso, tem que ter autonomia e estabelecer uma convivência mais próxima com a classe política. Neste aspecto, a pessoa que está colaborando muito é o presidente da Assembleia, o deputado Ricardo Motta, que é bastante ameno, muito flexível na convivência, respeita o contraditório, sabe conviver com o contrário. Ricardo Motta é um homem de diálogo e tem ajudado de forma consistente à governadora.

O senhor acha que houve a expectativa de que o ex-deputado Carlos Augusto Rosado tivesse, informalmente, esse papel?

No que se refere a Carlos Augusto, o que posso dizer, pela convivência que tenho - e não é muito próxima, porque minha área de atuação política não é Mossoró, é mais no Alto e Médio Oeste - é que se trata de um colaborador da administração, do Executivo. É um homem que tem uma experiência vitoriosa, exitosa. Carlos Augusto possui uma visão neste campo, no Executivo. A parte política... Eu estou defendendo a tese de que a governadora deve formar um conselho político. A presidente da República tem um conselho político, em um Governo que é de continuidade. Diferente da nossa governadora que sucede um adversário. Confesso inclusive que fiquei perplexo com a falta de responsabilidade do final da gestão anterior, que vendeu receitas do Estado de forma antecipada. Passou inclusive a impressão de querer inviabilizar a administração seguinte. O episódio dos últimos expedientes bancários de 2010 foi desastroso para o Estado.

Na quinta-feira foi anunciada a saída de mais um secretário. Como o senhor tem visto tantos pedidos de exoneração?

Acho que é uma coisa natural. Se, quando a governadora tomou posse, o Estado estivesse em uma situação equilibrada, com capacidade de investimento, essas mudanças não seriam tão frequentes. A tarefa de administrar na escassez de recursos é algo que nem todo mundo topa. Enfrentar turbulência, subir ladeira pedregosa, é para quem tem atitude firme de contribuir com o serviço público. Não é só na bonança que se deve participar. É necessário ter consciência de que a função pública exige sacrifícios para enfrentar desafios e superar obstáculos.

Está faltando essa determinação a aliados e auxiliares?

Eu sou paciente. Tenho uma militância política de décadas. Compreendo as dificuldades pelas quais a governadora está passando e quero ser seu aliado neste contexto. Exerço a liderança do governo e não fiz indicação para nenhum cargo na administração central do Estado. Zero. Mas estou compreendendo que este momento poderá chegar. Para isso sou parceiro da governadora no enfrentamento da missão espinhosa de reorganizar o Estado.

O afastamento do vice-governador dificultou ainda mais?

O afastamento do vice-governador Robinson Faria é uma coisa que nós lamentos. Foi uma perda que todos nós sentimos. Mas ele se afastou por iniciativa própria. Não foi feliz na decisão que tomou. Fez isso à revelia até dos aliados mais próximos. Veja que havia o anúncio de que ele iria para um partido, o PSD, e teria a maior bancada na Assembleia. Terminou ficando com dois [parlamentares]. Desses dois, tem um que está colaborando com a administração estadual do ponto de vista de apoio, que é a deputada Gesane Marinho. Enquanto o deputado José Dias, que é um parlamentar de muita experiência e muito conceito, também tem colaborado, apesar de ter assumido uma posição mais crítica, que nós respeitamos, pela postura que o partido dele adotou. Agora em relação a Robinson Faria, ele era aliado até pouco tempo, e compreendia as dificuldades do governo do qual era parceiro expressivo, com participação no bolo administrativo do Estado. A saída dele foi, portanto, um ato unilateral, que respeitamos e só podemos lamentar.

Apesar de sua base eleitoral ser mais no Alto e Médio Oeste, como tem acompanhado as articulações para definição de como o DEM vai se posicionar nas eleições deste ano em Natal?

Não abrimos este debate no âmbito da Executiva Estadual do partido. As manifestações, por enquanto, são por intermédio da imprensa. É evidente, pelo que estou visualizando, que há no bloco de sustentação do governo - que hoje conta com a presença importante do PMDB através do deputado Henrique Eduardo Alves e até deputados estaduais que não votaram na governadora Rosalba Ciarlini - mais de um pretendente como candidato a prefeito de Natal: o deputado estadual Hermano Morais (PMDB) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB). Rogério Marinho votou, em 2010, integralmente com a nossa aliança. Hermano, que é um companheiro de Assembleia com desempenho bastante satisfatório, é pré-candidato declarado do PMDB. Nesse aspecto, penso que Rogério Marinho leva vantagem, porque ele votou integralmente com nossa aliança, participou de nossa luta nas eleições, enquanto Hermano, na época do processo eleitoral, seguiu a orientação de Henrique Eduardo Alves.

Como o senhor vai se posicionar se for consultado sobre esse assunto?

Se esse assunto for ao debate, vou reconhecer que, como a eleição acontece em dois turnos, é legitimo que os dois sejam candidatos. Acho apenas que nosso partido [o DEM], e esse é um pensamento meu sem conversar nada oficialmente, deverá apoiar, no primeiro turno, Rogério Marinho. Mas isso facilita a convergência no segundo turno. Se for Hermano o candidato no segundo turno, naturalmente vamos desaguar em uma aliança favorável à candidatura dele. Se for Rogério Marinho, esperamos que o PMDB tenha a mesma postura. Isso sem prejuízo da aliança. Temos convivido com as melhores experiência. Recebemos o apoio do ministro Garibaldi e o deputado Henrique. Eles têm ajudado ao governo com muita cordialidade e atenção. Todos os nossos deputados do PMDB na Assembleia também são aliados. Se for possível fazer uma conjugação e uma candidatura já no primeiro turno, melhor ainda. Mas compreendo que nem sempre isso é possível. Veja o caso da oposição, que tem as candidatura de Fernando Mineiro, do PT; de Carlos Eduardo, do PDT; e estão anunciando que Wilma, do PSB, também é candidata. Se a oposição tem três candidatos, porque os partidos que estão na base do governo não podem ter dois?

Mas acha que, se houver mesmo mais de um candidato na base do governo, a governadora deve participar da campanha em Natal já no primeiro turno apoiando um dos nomes?

Aí você vai entender que eu não poderia responder sobre isso. Só ela pode afirmar alguma coisa a esse respeito.

sábado, 10 de março de 2012

Governadora de Mossoró Rosalba é mal avaliada por 76,5%

Politica - RN


Resultado soma números de regular negativo, ruim e péssimo, conforme critérios adotados pelo instituto de pesquisa.


A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) também amarga baixos índices de avaliação em Natal. Segundo a pesquisa Start/96FM/Nominuto, a democrata soma 76,5% de regular negativo, ruim e péssimo.

Segundo os números da Start, a administração de Rosalba é considera excelente por 1,4% dos entrevistados. 9,8% acharam que o governo está bom; 12,4% opinaram regular positivo; 19,1% ficaram com regular negativo; 19,2% de ruim; e 38,2% consideraram que a gestão da governadora é péssima.

 

A Start realizou 960 entrevistas entres os dias 2 e 4 de março em 33 bairros nas quatro zonas da capital (Norte, Sul, Leste e Oeste). A margem de erro é de 3,2% para mais ou para menos.

A pesquisa foi registrada em 1º de março deste ano e recebeu o nº de protocolo RN 00007/2012/TSE-TRE

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Garibaldi não insistirá no apoio de Rosalba ao PMDB

Politica - RN

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho, um dos principais líderes do PMDB, não vai insistir no apoio da governadora Rosalba Ciarlini ao deputado Hermano Morais, candidato do partido a prefeito de Natal nas eleições deste ano. Ao ser entrevistado ontem no Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, o ministro lembrou que já defendeu essa proposta em público, mas a governadora desconversou. "Você sabe muito bem quando há interesse para uma proposta e quando não há. Senti que não há, então não vou insistir", disse Garibaldi, que apoiou Rosalba nas eleições de 2010, quando ela enfrentou o então governador Iberê Ferreira de Souza e venceu no primeiro turno.
Valter CampanatoGaribaldi: grande número de candidatos em Natal reduz possibilidade de alianças no primeiro turnoGaribaldi: grande número de candidatos em Natal reduz possibilidade de alianças no primeiro turno

Aliado do PMDB no plano local, mas adversários na esfera federal, o Democratas, partido da governadora, já acenou em fazer aliança com o pré-candidato do PSDB, Rogério Marinho, apesar de o presidente do DEM, José Agripino, ter esclarecido que ainda não foi fechado acordo em torno de nomes. Como o DEM dificilmente lançará candidatura própria em Natal, o caminho seria apoio aos tucanos. Nas duas vezes em que apresentou candidatos em Natal - em 2000 com Sonali Rosado/Anita Maia e em 2004 com Ney Lopes de Souza/Sonali - o DEM participou como coadjuvante. Em 2000, Sonali teve 11% dos votos válidos; em 2004 o resultado foi ainda pior: 5,7%.

Garibaldi lembou que a candidatura de Hermano Morais é irreversível. "Não sei dos outros candidatos, mas como peemedebista que sou e pelas responsabilidades que tenho, posso dizer que não há a menor possibilidade de Hermano deixar de ser candidato. A não ser que não queira." Ele previu que Natal terá, pelo menos, seis candidatos a prefeito, reduzindo as possibilidades de aliança.  Pela experiência de quem já disputou muitas eleições, Garibaldi considerou "compreensível" o que  chamou de casamentos de ocasiões no pleito municipal deste ano.

Sobre o desgaste político do governo estadual no primeiro ano de administração, como atestam as pesquisas de opinião pública, o ministro disse que a governadora enfrenta uma situação semelhante à enfrentada por ele no primeiro ano de mandato, em 1995. "Eu dizia: meu Deus do Céu! Estou fazendo um esforço muito grande, mas o povo não está entendendo o que estou fazendo. Acho que Rosalba está fazendo um esforço grande" para colocar em prática os projetos de governo.

Garibaldi disse que é testemunha da luta da governadora neste sentido, indo a Brasília, tentendo viabilizar convênios e empréstimos para o Rio Grande do Norte. O ministro, que é senador licenciado, fez um parêntesis para lembrar que não basta apenas um pires na mão e apoio político para conseguir aprovar os projetos junto ao governo federal.

Segundo ele, tem de ter capacidade de endividamento se vai pedir financiamento. Caso contrário, precisa de contrapartida para conseguir os recursos. "E é preciso ter bons projetos. Tenho visto que a governadora tem levado bons projetos ao Banco Mundial, aos órgãos de financiamento nacional. Esta é a saída, tendo em vista que o Estado não tem fluxo de caixa. A arrecadação está comprometida, com o pagamento da folha de pessoal (está no limite) e custeio. O que sobra para investimento é muito pouco."

PREVIDÊNCIA

Otimismo com a reforma

Garibaldi demostrou otimismo com a aprovação do fundo de Previdência Complementar do servidor público na retomada dos trabalhos legislativos. "O projeto deixou de ser aprovado não por culpa do projeto em si, mas por um desentendimento político [na base do governo] que terminou gerando um clima inviável para a convocação de sessão extraordinária. Mas acredito que isso vai ser resolvido na próxima semana."

Garibaldi aproveitou para tranquilizar os servidores federais. Segundo ele, nenhum será atingido por essa medida. "Todos os que atualmente integram o serviço federal serão serão aposentados pelo regime atual, assim como as pensões também regidas pelo sistema atual."

Para o ministro, essa é a medida menos traumática para garantir a saúde financeira da previdência no futuro. Os números mostram que hoje existe um déficit de R$ 60 bilhões para garantir o pagamento de aposentados e pensionistas do serviço público.

Candidatura própria do PT ganha força em Mossoró

Edilson Damasceno - Jornal de Fato

Mossoró - A deputada federal Fátima Bezerra, que faz parte da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores, afirmou ontem que não procede a versão de que o partido poderia intervir no diretório municipal em caso de insistência pela candidatura própria em detrimento do apoio à postulação da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) à Prefeitura de Mossoró. A afirmação foi feita ao reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Josivan Barbosa de Menezes, que é pré-candidato ao Executivo pelo PT. O encontro foi convocado por Josivan, que queria ouvir da parlamentar sua opinião sobre os últimos episódios envolvendo a sigla em Mossoró. Ele ouviu que Fátima defende a coligação do PT com PSB e que se o partido optar pela candidatura própria, ela estaria no palanque de Josivan.

Outra afirmação feita pela deputada federal foi de que não havia nenhum acordo entre ela e a também deputada federal Sandra Rosado (PSB) com vistas às eleições de 2014. Segundo Josivan Barbosa, Fátima Bezerra disse que não conversa sobre 2014 antes do pleito eleitoral de 2012. É havia a especulação de que Fátima estaria interessada em coligar o PT com o PSB para ter apoio do "Sandrismo" para uma provável candidatura ao Senado Federal.

A ida de Josivan Barbosa ao encontro de Fátima se deu depois que a corrente "Movimento PT", liderado por ela, apresentou posição contrária à candidatura própria do partido ao Palácio da Resistência. A corrente, em Mossoró, é coordenada pela petista Socorro Batista, que alegou que Larissa teria maior robustez política para agregar partidos em torno do projeto oposicionista.

Sobre a conversa com Fátima, Josivan disse que ficou claro que a deputada federal defende a aliança do PT com o PSB. Contudo, a decisão sobre o futuro caberia ao diretório local e que tudo dependeria da prévia que será realizada no dia 18 de março, quando os filiados vão optar entre a aliança e candidatura própria.

Ala petista lança manifesto de apoio a Josivan

Em meio à divisão do PT mossoroense sobre candidatura própria e o apoio ao PSB, a ala que apoia o projeto de Josivan Barbosa de Menezes lançou ontem um manifesto de apoio ao reitor da Ufersa. "Mossoró, neste ano de 2012, mostra claramente o desejo de abraçar uma proposta de mudança real que contemple a inversão de prioridades, o desenvolvimento sustentável, o planejamento urbano, a cidadania rural, a inclusão social e a transparência no trato com a coisa pública. Este desejo se traduz no palpável cansaço diante de um jogo de faz-de-conta que oferece opções limitadas ao continuísmo e à mesmice, que já não deixam margem a ilusões", diz a nota dos petistas que são solidários a Josivan Barbosa.

Mais adiante, a nota critica a tentativa de coligar o PT com o PSB e diz que, diante do governo Dilma Rousseff, chegou momento em que o "PT em Mossoró precisa mostrar a sua própria face, seu próprio discurso, seu imenso acervo de realizações e suas propostas para fazer por este município o que vem fazendo em prol de um Brasil que já se tornou reconhecidamente muito melhor". O documento divulgado ontem é uma réplica do pensamento já externado por Josivan Barbosa.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Robinson convoca entrevista para anunciar rompimento

Politica - RN


O vice-governador Robinson Faria (PSD) vai anunciar em instantes seu rompimento com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). O ex-presidente da Assembleia Legislativa estava em crise com a gestão desde que problemas políticos estremeceram a parceria entre ele e a Chefe do Executivo. Através do Twitter, o deputado federal Fábio Faria (PSD) confirmou o rompimento político do grupo liderado por Robinson com o Governo.

A demora para o retorno do vice-governador ao cargo de secretário estadual de Recursos Hídricos agravou a crise política no governo. Nomeado para a secretaria no início da atual adminitração, Robinson se licenciou para assumir o cargo de governador, enquanto Rosalba estava missão oficial nos Estados Unidos. Ela voltou, reassumiu o mandato de governadora, mas até agora não assinou a nomeação para Robinson voltar ao cargo de secretário. Isso seria o estopim para o rompimento.

A relação política entre a governadora e vice ficou estremecida depois que quatro deputado estaduais - entre os quais o presidente da Assembleia, Ricardo Motta -, desistiram de ingressar no PSD. O governo teria estimulado essas desistências. Mais recentemente, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, partido de Rosalba, acusou Robinson de tentar tutelar o governo e avisou que iria proibir alianças com o PSD nas eleições de 2012. Nesta semana, Robinson disse que a divergência na base aliada de Rosalba não é um assunto encerrado.

Antes de anunciar oficialmente o rompimento, o vice-governador conversou com os deputados aliados. Antes da confirmação pública do rompimento por parte de Robinson, há a informação de que o secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, já entregou carta de demissão à governadora.


Mais informações em instantes.

 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PMDB ingressa no governo Rosalba

Politica - RN


Agora é oficial. O PMDB fará parte da base da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Após longa conversa entre a gestora e o deputado federal Henrique Eduardo (PMDB), ontem, no apartamento do parlamentar, saiu a definição. Rosalba oficializou o convite para que o deputado faça parte da administração e ele aceitou. O peemedebista frisou que a aliança será administrativa e política.



Na próxima semana, Henrique reunirá o diretório estadual do partido para referendar a aliança. Durante a reunião, o partido vai elaborar uma carta de propostas, mais voltadas para a economia e a ação social, para ser entregue a Rosalba, junto com a resposta positiva ao convite feito hoje pela democrata. Com a definição, os parlamentares da legenda na Assembleia Legislativa (AL) serão orientados a integrar a base governista.



O ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), já fazia parte do governo. Por isso, Henrique disse que não indicará cargos. Antes de aderir ao governo, o deputado dizia que as indicações eram pessoais de Garibaldi. Após a adesão acertada ontem, ele ressaltou que a legenda já está bem contemplada no governo. O peemedebista prometeu empenho para ajudar a gestão do DEM.


As negociações em torno do processo eleitoral do próximo ano também já estão fechadas. Henrique declarou, em entrevista à imprensa local, que pretende unir o PMDB à base aliada do governo Rosalba em todos os municípios possíveis. "Onde for possível, vamos somar. É importante também a participação do vice-governador Robinson Faria (PSD) e do senador José Agripino (DEM)", destacou.


Apesar de Henrique ter citado o vice-governador, Robinson ainda não tem participado das conversas políticas referentes ao pleito de 2012. O principal articulador do bloco político governista, senador José Agripino (DEM), ainda não engoliu a ida do seu "aliado" para o PSD, legenda fundada por dissidente do Democratas. O peemedebista, pelo que disse, pretende conciliar os ânimos na base.
 
 
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